três membros dos Arautos do Evangelho defenderam suas teses em Filosofia na Universidade Pontifícia Salesiana de Roma…
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Revitalizando o Cântico Gregoriano
Passados tantos séculos do seu surgimento, o Concílio Vaticano II definiu o gregoriano “como o canto próprio da liturgia romana”, destinado na ação litúrgica ao “primeiro lugar” (Sacrosanctum Concilium, 116).
Mais dois sacerdotes arautos mestres em Teologia Dogmática
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Quanto mais se conhecem as maravilhas da doutrina católica, melhores condições se tem de crescer no amor à Santa Igreja e realizar um apostolado mais eficaz. Nesse intuito, dois sacerdotes pertencentes aos Arautos do Evangelho defenderam em dezembro suas teses de mestrado em Teologia Dogmática na Faculdade de Teologia Civil e Pontifícia de Lima, com vistas à obtenção da Licenciatura Canônica nessa disciplina.
O primeiro em apresentar seu trabalho foi o Pe. Juan Carlos Casté, EP (foto à esquerda), que dissertou sobre o tema: “Aproximación teológica a la obra magna de San Luis María Grignion de Montfort: el Tratado de la Verdadera Devoción a la Santísima Virgen”. A banca estava presidida por Mons. Pedro Hidalgo, Reitor da Faculdade, acompanhado do Pe. Carlos Rossell de Almeida, Diretor de Estudos Teológicos dessa Faculdade e Reitor do Seminário Arquidiocesano (nas fotos, à direita), e do Pe. Joaquín Díez, professor da mesma Faculdade (à esquerda).
Dias mais tarde, a mesma banca examinadora analisou a tese defendida pelo Pe. Álvaro Mejía Londoño, EP (no extremo esquerdo da foto à direita), sob o título: “El Inmaculado Corazón de María – Estudio teológico”.
Ambos os estudos foram considerados um valioso aprofundamento no conhecimento acadêmico do universo marial.
Ordenação presbiteral: 10 novos sacerdotes de Cristo
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Corpus Christi 2011 no Seminário São Tomás de Aquino
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UPB e Arautos, recente e profunda amizade
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Estudantes brasileiros constroem um site escrito em latim: Praecones Latine
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Administrar o tempo para uma boa homilia
Côn. Edson José Oriolo dos Santos,
Cura da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre,
Vigário Episcopal para administração da crisma
Professor no ITTA
A forma de pensar do ser humano na cultura e mentalidade contemporâneas, de certa forma, tomou a Igreja de surpresa. Vários exemplos poderiam ser dados para ilustrar a inaptidão eclesial diante da urbanização. Uma preocupação particular é propiciar boa participação nas celebrações eucarísticas a fim de que cristãos e cristãs se alimentem do pão da palavra e do pão da eucaristia.
Para atender necessidades e desejos de quem quer vivenciar o mistério pascal no sacramento da eucaristia, vem à tona o problema das homilias, particularmente do “tempo” dedicado a elas.
A recente exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, n. 59, lembra que “A homilia constitui uma atualização da mensagem da Sagrada Escritura, de tal modo que os fiéis sejam levados a descobrir a presença e a eficácia da Palavra de Deus no momento atual da sua vida”. Para que a homilia seja eficaz adverte: “Devem-se evitar tanto homilias genéricas e abstratas, que ocultam a simplicidade da Palavra de Deus, como inúteis divagações que ameaçam atrair a atenção mais para o pregador do que para o coração da mensagem evangélica”. E continua recomendando que, ao preparar uma homilia, o celebrante responda algumas perguntas: “O que dizem as leituras proclamadas?”; “O que dizem a mim pessoalmente?” e “O que devo dizer à comunidade, tendo em conta a sua situação concreta?”. Fica o desafio: como colocar em prática tudo isso?
Porém, há um aspecto que não pode passar despercebido: saber administrar bem o tempo para que a liturgia da palavra e a liturgia eucarística tenham uma relação de reciprocidade. Quem celebra deve administrar e saber gerenciar o tempo à disposição para que todos os elementos da celebração estejam bem situados e se respeite a importância de cada um deles.
Percorrendo um pouco a história da Igreja, percebemos que muitos pregadores deixaram suas marcas em relação ao tempo da pregação. As pregações de Máximo de Turim (primeiro bispo de Turim, escritor de teologia) não superavam onze minutos. Cesário de Arles viveu num período de transição da Antiguidade para a Idade Média e, como bispo, usava uma linguagem simples, compreensiva e suas homilias duravam nove minutos e as longas, quinze minutos. Crisólogo, pregador impar, com magnífico dom da palavra, recebeu este nome que significa palavra de ouro. Suas pregações eram em torno de vinte minutos (cf. Dicionário de Homilética, pp. 1630 a 1637). Santo Agostinho costumava improvisar e suas pregações as quais duravam de nove a vinte e cinco minutos. Poucas vezes, passou de uma hora e meia ou chegou até duas horas. São João Crisóstomo, teólogo e escritor que possuía uma inflamada retórica, mesmo não tendo boa saúde, costumava improvisar e pregava em torno de cinco a dez minutos. Santo Ambrósio falava em torno de trinta ou quarenta minutos.
Em épocas posteriores vê-se que as homilias tornaram-se mais longas. Santo Antônio de Pádua geralmente falava quarenta e cinco minutos, chegando a duas horas. São Carlos Borromeu era prolixo em seus discursos e, se lidos, duravam geralmente mais de uma hora. Santo Antônio Maria Claret costumava falar uma hora ou uma hora e meia. Quando ultrapassava este tempo, chegava até a mais de duas horas e, às vezes, três horas.
Podemos perceber que, em média, o tempo de uma homilia nos primeiros tempso do cristianismo se aproximava de um quarto de hora (cf. Dicionário de Homilética, pp. 1630 a 1637). Com o exemplo destes grandes pregadores, acredito que hoje não devemos passar de quinze minutos nas homilias.
O tempo da homilia é limitado e precisa ser muito bem moderado. Administrar o tempo da homilia não significa ficar focado no relógio. De nada adianta falar pouco tempo se não se consegue passar as informações que falem ao coração dos ouvintes.
Hoje, precisamos falar com objetividade, isto é, falar pouco e ter capacidade de síntese. Falar o que interessa, mas sem pressa.
Nos momentos iniciais da pregação devemos apresentar o tema, identificando e delimitando o assunto de forma clara (três minutos). Os outros sete minutos serão usados para aprofundar o assunto com início e conclusão, e os três ou quatro minutos restantes, concluir.
Ajuda muito sempre lembrar o que disse Shakespeare: “Os homens de poucas palavras são os melhores. A brevidade é a alma da sabedoria”.
As solenes pompas da natureza
A alma humana é aquilo que admira. Será pela contemplação enlevada dos diversos cerimoniais da natureza que algo da grandeza divina do Criador penetrará em nossos corações.
Lucas Garcia Pinto
Quem parar um pouco para observar os fenômenos climáticos ou geológicos, com facilidade notará que nada do que se passa na natureza apresenta traços de intemperança, agitação ou precipitação. Nada sugere ao espectador frenesi ou abalo de temperamento. Pelo contrário, Deus pôs na ordem da criação tal sobriedade, tal majestade, tal solenidade, que se poderia dizer haver nesses fenômenos um cerimonial do universo, renovado a cada dia.
Ainda em se tratando de algo violento, como um vulcão em erupção, ou uma tempestade em alto-mar, o cenário é de pompa e nobreza.
Aquela coluna de fumaça do vulcão, que parece subir ao Céu como o incenso oferecido a Deus pela natureza, é sucedida pelo magma ígneo que escorre, encosta abaixo, solene, avassalador e… terrível.
Na tempestade, nuvens escuras toldam o firmamento, enquanto relâmpagos coruscam pelo horizonte, e trovões ameaçadores compõem o fundo musical deste grandioso espetáculo de cólera. De uma cólera majestosa e imponente.
Em resposta ao céu, o mar lança ao alto suas ondas, como que desafiando o firmamento. O rugido das vagas responde ao estrondo dos trovões. E o mar descarrega sua fúria sobre as rochas e penhascos, que lhe fazem resistência, defrontando com altivez a força das águas revoltas.
Magníficos reflexos da justiça divina!
Já nos pores-do-sol, é a bondade indizível do Criador que se manifesta com particular brilho e riqueza. Bem se entende o motivo pelo qual certos povos com veio contemplativo mais acentuado — como o indiano, por exemplo — se extasiam cada dia diante dos magníficos entardeceres. Com tanta exuberância se apresenta este fenômeno nas praias da misteriosa e atraente Índia, que famílias inteiras cobrem as areias para, quiçá, ouvir intuitivamente a mensagem que Deus quer lhes transmitir através das multicolores vestimentas do céu.
Diz-se que o homem é aquilo que come. Com mais propriedade, pode-se dizer que a alma humana é aquilo que admira. Será pela contemplação enlevada desses diversos cerimoniais da natureza que algo da grandeza divina do Criador penetrará em nossos corações.
Uma graça sempre ao nosso alcance
Quem tiver a infelicidade de cometer um pecado, e estiver impossibilitado de confessar-se logo, terá sempre um precioso recurso para reconciliar-se sem demora com Deus.
Lucas Garcia
Em sua infinita misericórdia, Deus põe à disposição de Seus filhos, para sua santificação, uma incomensurável quantidade de dons e graças. Alguns destes favores divinos, Ele os dispensa a todo e qualquer fiel. Outros, porém, em sua sabedoria, o Criador os reserva para algumas almas eleitas.
É o caso do dom da profecia, do de fazer milagres e de tantos outros, concedidos apenas em determinadas circunstâncias, de acordo com as necessidades da Santa Igreja.
Alguns pensam que a esta categoria especial de dons pertence a graça da contrição perfeita. Isto não é real. Muito ao contrário, esta graça está sempre ao alcance de todos os fiéis, sem qualquer exceção. Mais ainda, ela é de fundamental importância na vida espiritual de todo batizado.
Entre os livros que tratam do tema, destaca-se o do Padre Johann von den Driesch, intitulado A Contrição Perfeita – uma chave de ouro para o céu. Nele, esse fervoroso sacerdote da arquidiocese de Colônia expõe a doutrina católica a respeito, com a clareza do bom pedagogo e o ardor do apóstolo empenhado na salvação das almas.1
Elementos da contrição autêntica
A contrição — ou arrependimento — é a dor de alma que a pessoa sente por haver pecado; essa dor só é verdadeira quando o pecador detesta a má ação praticada e tem o propósito de não mais pecar. Por exemplo, se um ladrão se diz arrependido de um roubo cometido, mas não tem horror ao crime em si, nem faz o propósito de se corrigir, não se pode afirmar que esteja contrito.
Para ser autêntica, a contrição precisa ser interna, ou seja, provir de fato da alma, não pode reduzir-se a meras palavras pronunciadas sem reflexão. Deve também ser geral, isto é, abranger todos os pecados, ao menos todos os pecados mortais. É necessário, por fim, que ela seja sobrenatural, quer dizer, que tenha por base alguma verdade da Fé: o temor de Deus que tem o direito de ser obedecido, o amor de Deus que nos ama, o desejo do Céu, o medo do inferno, etc.
Se alguém assalta um banco e depois se arrepende porque está em risco de ser preso, isso não é autêntica contrição, pois se baseia em motivos meramente naturais.
Sua essência: a vontade de afastar-se do pecado
Como acima dissemos, a graça do arrependimento está ao alcance de todos. Para obtê-la, basta manifestar a Deus com sinceridade de alma o seu pesar por tê-Lo ofendido e o firme propósito de não tornar a pecar.
“A essência da contrição está na alma, na vontade de afastar-se deveras do pecado e converter-se a Deus”, afirma o Padre Johann von den Driesch.
Contrição perfeita e imperfeita
A contrição de um pecador pode ser perfeita ou imperfeita, dependendo dos motivos que o levem a tê-la.
A contrição perfeita procede do amor: o pecador se arrepende pelo fato de ter ofendido a Deus, infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas.
Imperfeita é a contrição que decorre do temor: a pessoa aborrece o pecado pelo medo de perder o Céu e ser lançada no inferno. Por que é chamada de imperfeita? Porque nela o pecador toma em consideração principalmente a si mesmo, e não a Deus.
Exemplos de verdadeira contrição
Vejamos um belíssimo exemplo de contrição perfeita, tirado do Evangelho.
No pátio da casa do sumo sacerdote Caifás, São Pedro negou três vezes a Jesus. Em seguida, saiu e “chorou amargamente” (Mt 26, 75).
Por que chorou São Pedro? Se fosse pelo fato de passar vergonha diante dos outros Apóstolos, seria uma dor meramente natural, não existiria verdadeira contrição. Se fosse por medo de ser excluído do Reino de Cristo, ele teria uma contrição autêntica, mas imperfeita.
Ele chorou, porém, por um motivo muito elevado, como diz o Padre von den Driesch: “Pedro arrepende-se e chora, antes de tudo, porque ofendeu a seu amado Mestre, tão bom, tão santo, tão digno de ser amado [...]. Tem, pois, verdadeira e perfeita contrição”.
Os Evangelhos nos narram mais um magnífico exemplo de contrição perfeita: o da pecadora que se prostra aos pés de Jesus, banha-os com suas lágrimas, enxuga-os com seus cabelos, beija-os e, por fim, os unge com perfumes. E o Divino Mestre declara que “seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela muito amou” (Lc 7, 47).
Contrição perfeita e confissão
Que pela contrição perfeita o pecador obtém o perdão dos seus pecados antes mesmo de confessar-se, é doutrina afirmada no Concílio de Trento (14ª sessão, cap. 4).
Entretanto, adverte o mesmo Concílio, ela não dispensa o pecador da necessidade de acusar-se de todos os seus pecados mortais no Sacramento da Confissão e de receber a absolvição do ministro de Deus. De modo que no próprio ato de contrição perfeita deve estar incluído o propósito de confessar-se.2
Quanto tempo depois? É pelo menos muitíssimo aconselhável confessar-se logo que possível.
“Mas é tão difícil ter contrição perfeita!” — poderá alguém pensar.
Puro engano! Para dar-nos essa graça, Deus exige de nós uma atitude bem ao nosso alcance: desejá-la realmente e pedi-la com insistência. O Padre Johann von den Driesch sugere, entre outras, esta curta oração: “Senhor, dai-me a graça do perfeito arrependimento, da perfeita contrição dos meus pecados”. A quem assim pede, com boa vontade e de coração sincero, Deus não deixará de atender.
Efeitos da contrição perfeita
São maravilhosos os efeitos e benefícios que a contrição perfeita nos obtém.
A quem é pecador, ela perdoa imediatamente os pecados cometidos, devolvendo-lhe a graça santificante pela qual ele volta a ser filho de Deus, livrando-o das penas do inferno e restituindo-lhe os méritos perdidos.
Dir-se-á, então, que a contrição perfeita beneficia apenas a quem cometeu pecado mortal. Não é verdade, pois ela robustece o estado de graça naqueles que não o perderam. Cada ato de contrição perfeita aumenta o grau da graça santificante em nossa alma, tornando-a mais formosa aos olhos de Deus!
* * *
Eis aí, leitor, um imenso dom que Deus deixou ao nosso alcance. Saibamos bem aproveitar esta dádiva celeste, procurando fazer diariamente muitos atos de contrição perfeita. Pois, além dos benefícios enumerados acima, quem se habitua a fazê-los com freqüência os repetirá, por assim dizer, instintivamente na hora da morte. Portanto, uma prática benéfica também nos casos de pecados veniais, ou até mesmo quanto às imperfeições.
Saibamos aproveitar a imensa bondade do Criador que nos dá essa misericordiosa oportunidade de nos apresentarmos diante dEle inteiramente limpos de pecado! ²
1 Driesch, Johann von den. A Contrição Perfeita – uma chave de ouro para o céu, Tip. São Francisco, Bahia, 1913.
2 Cf. DENZINGER – HÜNERMANN, n. 1677.
ARAUTOS DO EVANGELHO, N. 84, DEZ 2008.



