A Fundação Ciência e Fé — a primeira do gênero no Vaticano — dará prosseguimento à colaboração existente, desde alguns anos, entre o Pontifício Conselho para a Cultura e universidades pontifícias como a Lateranense, a Gregoriana, a Salesiana, a Urbaniana, a da Santa Cruz, o Angelicum e o Ateneu Regina Apostolorum.
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Congresso sobre o Sacramento do Matrimônio na Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum, Roma)
Promovido pela Società Internazionale Tommaso d’Aquino (SITA)
Novo Bispo de Lausanne, Genebra e Friburgo: Pe. Charles Morerod, OP
O Santo Padre nomeou Bispo de Lausanne, Genebra e Friburgo (Suiça) o Padre Charles Morerod, OP, até então Reitor Magnífico da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino e Secretário Geral da Comissão Teológica Internacional.
Vice-Decano de Teologia da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino in Urbe (Angelicum) ministra curso em São Paulo
Pe. Pablo Santiago Zambruno, OP, Vice-Decano da faculdade de teologia do Angelicum de Roma (PUST) ministrou o curso de “Arqueologia Cristã” para os alunos do ITTA, IFAT e IFTE no Seminário São Tomás de Aquino em São Paulo…
Centenário de um grande tomista
Pe. Cornelio Fabro
Uma viagem de Atenas a Jerusalém com Pe. Edward Andrés Posada Gómez
O convite para uma viagem sempre é bem acolhido em qualquer idade, especialmente pelos corações jovens. Quanto mais desconhecido ou inusitado o lugar, maior o interesse despertado.
Novo decreto para reforma dos estudos eclesiásticos de filosofia
Nesta última terça-feira, dia 22 de março, foi apresentado o Decreto de reforma dos estudos eclesiásticos de filosofia. O ato se deu em Roma, na Sala João Paulo II, com a presença do Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Mons. Jean-Louis Bruguès, O.P., Secretário da mesma Congregação, e Pe. Charles Morerod, O.P., Reitor Magnífico da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino, Angelicum.
O preâmbulo do Decreto de Reforma recorda os princípios do Magistério da Igreja, especialmente da Encíclica Fides et Ratio, do Papa João Paulo II, e alguns documentos do atual Pontífice, Bento XVI, assim como o presente contexto da ação evangelizadora. O decreto se torna necessário devido às rápidas mudanças na cultura que geram uma “desconfiança a respeito da capacidade da inteligência humana para alcançar uma verdade objetiva e universal”.
Por esta razão, o decreto recorda passagens da Fides et Ratio, nas quais João Paulo II “quis reafirmar a necessidade da filosofia para progredir no conhecimento da verdade”. Neste aprofundamento, a filosofia não pode esquecer sua dimensão sapiencial e metafísica, pois esta, “ou a filosofia primeira, trata do ente e de seus atributos, e desse modo se eleva ao conhecimento das realidades espirituais, buscando a Causa primeira de tudo”. Em consequência, “o homem é capaz de adquirir uma visão unitária e orgânica do saber” (FR 85).
O documento recorda que a formação filosófica, na Igreja, tem como finalidade a formação dos habitus, os quais “permitem pensar, conhecer e raciocinar com precisão e ainda dialogar com todos de modo incisivo e sem medo”. Afirma ainda que “tanto para a aquisição de habitus intelectuais, como para a assimilação madura do patrimônio filosófico, ocupa um lugar relevante a filosofia de São Tomás de Aquino, o qual soube pôr a fé numa relação positiva com a forma de razão dominante em seu tempo. Por isso ele é chamado, até hoje, apóstolo da verdade”.
Como conteúdo fundamental do curso de filosofia, o decreto ressalta: a capacidade de alcançar uma verdade objetiva e universal, e um conhecimento metafísico válido; a unidade corpo-alma no homem; a dignidade da pessoa humana; as relações entre a natureza e a liberdade; a importância da lei natural e as fontes da moralidade, especialmente do objeto e do ato moral; a necessária conformidade da lei civil e da lei moral.
No tocante a pontos mais concretos da atualização da Constituição Apostólica Sapientia Christiana e das Ordinationes, que regulavam o ensino eclesiástico, destacam-se:
1. O número de anos para obter o Bacharelado em Filosofia, que se fixa em três;
2. Maiores exigências na capacitação do corpo docente estável e no conteúdo e ordenação do cursus studiorum de filosofia.
Uma obra de arte teológica
Três destacadas figuras do mundo acadêmico foram unânimes em atribuir a nota “summa cum laude” à tese de Doutorado de Monsenhor João sobre o tema: “O dom de sabedoria na mente, vida e obra de Plinio Corrêa de Oliveira”.
Pe. Rodrigo Alonso Solera Lacayo, EP - Professor de Moral Especial no ITTA
No dia 22 de outubro, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, defendeu sua tese de Doutorado Canônico em Teologia sobre O dom de sabedoria na vida, mente e obra de Plinio Corrêa de Oliveira, perante a banca examinadora da Escola de Teologia, Filosofia e Humanidades da Universidade Pontifícia Bolivariana de Medellín, Colômbia. Discorreu ele sobre esse dom do Espírito Santo, mantendo-se rigorosamente fiel ao ensino teológico, mas apresentando-o enquanto vivido por um personagem que se sobressaiu na História da Igreja Católica no século XX.
A banca examinadora, formada por destacadas figuras do mundo acadêmico latino-americano , atribuiu à tese de Mons. João a nota máxima: summa cum laude.
Objetividade no procedimento seguido
No texto em que avalia a tese e justifica sua nota, frei Marcelo Santos das Neves, OP, expressou-se com o rigor e a clareza do carisma dominicano, voltado para a pesquisa da verdade:
“Nosso julgamento não atinge o âmbito subjetivo, mas permanece no plano objetivo. Assim sendo, constatamos duas coisas em particular: primeiro que, apesar da amizade e da devoção do ‘Autor’ por Plinio Corrêa de Oliveira (elemento e razão subjetiva do ‘Autor’), o seu pensamento e raciocínio não foram em nada prejudicados, visto ter ele apresentado textos que reforçavam suas intuições. Dito de outra forma, não se tratou somente de um testemunho pessoal, mas de um testemunho documentado. Em segundo lugar, dons e carismas são aplicados à pessoa e obra de Plinio Corrêa de Oliveira sempre de forma rigorosa e coerente”.
“Em suma, o ‘Autor’, sistematicamente, oferece ao seu leitor as razões de sua intuição: apresenta a doutrina (1ª premissa); ‘a mente, vida e obra’ de Plinio Corrêa de Oliveira, confrontando-as com a doutrina (2ª premissa); para, enfim concluir positivamente: em Plinio Corrêa de Oliveira estavam presentes o dom de sabedoria, assim como os carismas de profecia e discernimento dos espíritos (3ª premissa ou conclusão). Esta objetividade no procedimento seguido merece ser mencionada e louvada. Trata-se, no nosso modo de entender, de uma teologia da ‘mente, vida e obra’ de Plinio Corrêa de Oliveira”.
Equilíbrio no modo de expor
Pouco adiante, frei Marcelo Neves ressalta outra faceta dessa imparcialidade de julgamento de Mons. João: “O ‘Autor’ não só não perde de vista seus objetivos, mas, ainda, mantém aquele equilíbrio no expor e escrever que preserva todos os que de alguma forma não comungavam com o pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira. Em suma, não se trata de um escrito contra alguém ou coisa (à exceção do vício e do pecado ao qual se opunha e se opõe sempre uma ‘contra-revolução’), mas a favor de alguém considerado virtuoso. O tato e a delicadeza que transpiram do texto são raros. Nenhum caráter polêmico. Acreditamos dever aplicar ao ‘Autor’ em vista desse seu procedimento o quanto ele diz no início do seu texto a respeito do dom de sabedoria; ou seja, ‘julgará e procurará ordenar tudo à luz das perfeições divinas’: e Deus não ofende! O que o ‘Autor’ fez foi seguir, ele mesmo, este impulso; dito de outra forma, submete e faz passar pelo crivo das perfeições divinas a ‘mente, vida e obra’ de alguém que estima e que marcou toda a sua vida. Faz obra de teólogo e não de simples cronista. A sua tese, também sob este aspecto é, e pode denominar-se, teológica. Preciosa”.
Teologia narrativa e teologia argumentativa
De seu lado, o padre Carlos Arboleda Mora destacou principalmente a importância da teologia narrativa na tese apresentada:
“Este trabalho situa-se no que hoje poderíamos denominar teologia narrativa, ao apresentar a vida de uma pessoa como testemunho de uma experiência, unida a uma teologia argumentativa, na medida em que essa experiência está expressa teoricamente em grandes teólogos da Igreja. Geralmente a teologia narrativa critica o modelo neoescolástico pelo caráter demasiadamente argumentativo, uma vez que deduziria das teses dogmáticas certas conclusões já implícitas, esquecendo-se alguns críticos que os mistérios da vida de Cristo ocupam em São Tomás um lugar importante.
[...]
“Este trabalho situa a narração da vida de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira acompanhada da correspondente argumentação baseada em muito bons teólogos. Tem o intuito de mostrar que a história da salvação não se dá separada da história humana, que a experiência da Fé não se dá fora de uma existência que a interpreta e atua, porque ‘os crentes admitem, pois, que Deus trouxe a libertação nos seres humanos e através deles; os homens são relatos de Deus’” .
Importância do exemplo vivo
Afirma ainda o padre Arboleda que na tese de Mons. João “o enfoque biográfico chega a ser um instrumento de investigação qualitativo, porque se fundamenta na subjetividade como unicidade e especificidade. O método biográfico chega a ser experiência heurística e hermenêutica, pois permite entender e permite interpretar em outro contexto histórico a mesma experiência. Aqui pode ser então também um método de formação, como pretende o autor da tese.
[...]
“É, ademais, uma obra que permite uma dupla leitura. Sem as citações é uma obra para leitores mesmo não peritos nas complexidades da filosofia. Com as citações é uma obra para autores que queiram aprofundar-se neste tema cumprindo assim o objetivo de refletir teologicamente, mas também de formar para a vida de experiência e testemunho”.
Horizonte teológico do qual se deve considerar a obra de Dr. Plinio
Em suas considerações, outro membro da banca examinadora, o padre Alberto Ramírez Zuluaga, quis evidenciar de modo particular a originalidade do trabalho teológico de Mons. João, que apresentou aspectos inéditos da obra de Plinio Corrêa de Oliveira. Afirmou ele em seu parecer:
“Ter tido a oportunidade de conhecer o processo da elaboração da tese em sua última etapa foi, para nós, una verdadeira graça do Senhor, que me permitiu descobrir a transcendência teológica do objeto dessa investigação. Mons. João soube estabelecer magistralmente o horizonte teológico a partir do qual se deve considerar a obra de Dr. Plinio: a doutrina teológica e espiritual dos dons do Espírito Santo e, em geral, a pneumatologia com tudo quanto ela implica para a fundamentação do dom da sabedoria. Mas Monsenhor não realizou seu trabalho simplesmente como investigador de uma rica literatura, como é certamente aquela que Dr. Plinio nos deixou, mas também, e sobretudo, como testemunha fidedigna da vida desse grande homem, do qual me atreveria dizer, pela impressão que o testemunho de Monsenhor produziu em mim, que foi um dos maiores homens da História da Igreja nos últimos tempos, pelo que o Espírito de Deus tornou possível através de sua pessoa, de sua vida e de sua obra.
“É belíssima a tese teológica elaborada por Mons. João, que se pode resumir em poucas palavras: demonstrar, pela consideração da pessoa de Dr. Plinio, a relação indissolúvel que existe entre a inocência e a sabedoria. Também, naturalmente, assinalar a significação dos passos que se deve dar na vida para que se torne possível esta relação na existência de um homem: o caminho da dor e da entrega. Monsenhor nos mostrou, com efeito, que a sabedoria, como característica que define a existência de Dr. Plinio, só pode ser explicada em relação à inocência que o acompanhou por toda a sua vida. Só pode chegar a ser plenamente sábio quem é plenamente inocente. A explicação teológica utilizada por Monsenhor para definir Dr. Plinio poderia ser considerada como um belo comentário de uma das sentenças do Manifesto do Reino dos Céus, o Sermão da Montanha, de Jesus: quem tem mais capacidade para contemplar a Deus e olhar tudo a partir d’Ele é quem tem o coração transparente” (cf. Mt 5, 8).
“Tudo me é luta” – Tudo lhe foi sabedoria
O padre Alberto Ramírez prossegue, destacando o seguinte comentário de Dr. Plinio a propósito do livro da Condessa de Paris, intitulado Tout m’est bonheur (Tudo me é felicidade): “‘Se me fosse dado escrever minhas memórias, poderia intitulá-las ‘Tudo me é luta!’. Interna ou externamente, tudo me é luta; mas, morrendo, tudo me é glória [...]. Se um homem redigisse com base na verdade o livro Tudo me é luta!, se a sua luta foi travada em favor do bem, ele mereceria o epitáfio tudo lhe foi glória!’. E Mons. João comenta: ‘Ora, conforme cada item, cada capítulo é, sobretudo, o que o conjunto desta tese patenteia, tudo foi luta e glória em Plinio Corrêa de Oliveira. Portanto, tudo lhe foi sabedoria’.
“Esta admirável conclusão é uma formidável tese teológica, uma afirmação fundamentada no testemunho da vida de um grande homem. Monsenhor desenvolveu passo a passo esta tese com uma lógica profunda e conseguiu realizar um belo tecido de ideias e palavras, de símbolos e sentimentos, num discurso teológico que é uma maravilhosa lição sobre a sabedoria e uma obra de arte teológica. A sabedoria é o dom que foi concedido a Dr. Plinio como ‘luz primordial’, não só para contemplar a Deus, mas para adquirir a capacidade de olhar tudo com o olhar de Deus, com os próprios olhos d’Ele. Ninguém, como Mons. João, seu filho, seu discípulo, podia explicar com tanto acerto esse segredo da vida e da obra de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira”.
[1] Compunham a banca examinadora: o Pe. Carlos Arboleda Mora, orientador, Doutor em Filosofia pela Universidade Pontifícia Bolivariana, Mestre em História pela Universidade Nacional da Colômbia e em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Gregoriana, especialista em ecumenismo do CESNUR, de Roma, e professor de pós-graduação da Escola de Teologia, Filosofia e Humanidades da Universidade Pontifícia Bolivariana; o Frei Marcelo Neves, OP, teólogo do Studium Teologicum Bolognese, de Bolonha, Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade São Tomás (Angelicum), de Roma, e professor da Faculdade de Direito Canônico da mesma Universidade; e o Pe. Alberto Ramírez Zuluaga, Doutor em Teologia pela Universidade Católica de Louvain, professor de graduação e de pós-graduação na Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Bolivariana, e no programa de Estudos Bíblicos da Universidade de Antioquia, de Medellín. Presidiu o ato o Pe. Diego Marulanda Díaz, Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, e Decano da Escola de Teologia, Filosofia e Humanidades da Universidade Pontifícia Bolivariana.
[1] SCHILLEBEECKX E. Los hombres relato de Dios. Salamanca: Sígueme, 1995, p.62.
Sacerdote dominicano, professor no Angelicum – Roma publica livro pela Lumen Sapientiae

Millon Barros – 3º Ano de Teologia
Frei Marcelo Santos das Neves, O.P., professor em Roma na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum) publica o livro: “A Tolerância nos limites do cristianismo católico de Frei Bartolomé de Las Casas”. O livro foi editado pelo Instituto Lumen Sapientiae.
O livro que vem a lume trata de Frei Bartolomeu de las Casas (1417-1566), um frade dominicano espanhol, cronista, teólogo, jurista e bispo de Chiapas (México). Ordenado Sacerdote em 1507 exerceu na América profícua atividade evangelizadora, assim como, relevante ação junto às autoridades civis em defesa dos direitos dos indígenas. Seu pensamento é expresso em diversas obras como, Historia de las Indias, De unico vocationis modo, conhecida em espanhol como Del único modo de atraer a todos los pueblos a la verdadera religión, Brevísima relación de la destrucción de las Indias, Los dieciséis remedios para la reformación de las Indias, Apologética historia sumaria, De thesauris e Treinta proposiciones muy jurídicas.
As reflexões desenvolvidas no livro do Pe. Marcelo Neves têm como objetivo apresentar a idéia de tolerância presente em sua Apologia e em seu De unico. Mais precisamente, o “método tolerável” de conduzir os povos à verdadeira religião proposto por ele. E, ainda, ver como, pelo menos em suas linhas essenciais, a questão permeia grande parte de seus tratados, sobretudo os que fez publicar pelos idos tempos de 1551.
A obra, dedicada ao Papa Bento XVI, busca segundo o autor “mostrar que, embora a tolerância seja, num primeiro momento, definida de forma negativa, isto é, como ‘suportação’, no entanto é positiva e ativa. Positiva, enquanto implica uma apreciação favorável do universo indígena, sobretudo religioso. Ativa, enquanto parte de sua Apologia, ou seja, daquela parte da sua obra que visa defender os índios das agressões dos colonizadores”.
Para o Pe. Neves, o modelo de Las Casas é a “’tolerância nos limites do cristianismo católico’; isto porque o discurso lascasiano é desenvolvido numa perspectiva missionária e visa mostrar o caminho, a melhor forma e o melhor método para a comunicação da “verdadeira religião”.
Para o autor, “nisto consiste, a novidade de Las Casas: seu pensamento não tem lugar contra, mas a partir de dentro do catolicismo, ou seja, o método por ele defendido, em pleno século XVI, é apresentado como uma exigência do cristianismo em geral, e do catolicismo em particular”.
Atualmente, Fr. Marcelo Santos das Neves reside em Roma onde é professor na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino – Angelicum – desde 2007. Nascido em Minas Gerais, é religioso Dominicano desde 1984 e sacerdote desde 1991. Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (1988), graduação em Teologia pela Studium Teologicum Bolognese (1991) e doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino – Angelicum – em Roma (1995). Revalidado pela Universidade Federal de Minas Gerais, como Doutor em Direito (1999). É também doutor em Filosofia pela Universidade de Campinas (Unicamp) em São paulo (2006). Foi Prior do Convento Santo Alberto Magno na Capital paulista (2004-2007). É autor de numerosos artigos em diversas revistas nacionais e internacionais como a Revista Angelicum (Itália) e na Revista de Ciências da Religião da Faculdade Católica de Uberlândia e na Revista Lumen Veritatis. O Pe. Marcelo Neves além de ser professor convidado do Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista (IFAT) realizou diversos ciclos de conferências no Seminário São Tomás de Aquino.
Conferência do Pe. Bruno Esposito, OP: “Metodologia Científica de trabalhos acadêmicos”
Lucas Alves Gramiscelli – 2º Ano de Teologia
A excelente pedagogia dominicana, se fez notar através da pessoa de Fr. Bruno Esposito, na manhã do dia 20 de abril. O conferencista deixou os cem alunos, do Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista (IFAT) e do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA), impressionados pela didática, clareza e capacidade de síntese.
Ele foi Decano da Faculdade de Direito Canônico e Vice-reitor do Angelicum em Roma, e é atualmente consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. Todavia, seus conhecimentos estendem-se a várias outras áreas relacionadas com o mundo acadêmico. Foi o que ficou claro para os estudantes dos Institutos, quando o orador italiano começou a discursar sobre a matéria de sua conferência: metodologia científica de trabalhos acadêmicos.
Essa exposição, realizada no Seminário da Sociedade Virgo Flos Carmeli, foi sugerida por Monsenhor João Clá, com o objetivo de aperfeiçoar e ampliar as noções metodológicas dos assistentes. Assim, inicialmente, ele insistiu sobre a necessidade da procura e transmissão do saber, lembrando que, para trabalhar cientificamente, é preciso ir às fontes, recorrendo aos originais ainda que em outras línguas, e nunca afirmar nada sem fundamento, provando-se o que se afirmou, mantendo sempre a regra de unidade e, sobretudo, de fidelidade ao longo do texto.
Além disso, deu um apanhado geral a respeito da escolha do tema dos diversos trabalhos, desde os mais simples às teses de doutorado. Em seguida, ensinou também a maneira pela qual devem ser elaborados. E deu um conselho de ouro: “Non scoraggiarsi davanti alle prime difficoltà!”.