Cardeal Scherer: Nova evangelização “é uma tarefa imensa”

Em seu retorno de Roma, onde participou da primeira Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Scherer, concedeu entrevista ao semanário O São Paulo, explicando as competências e metas do recém-criado dicastério e sublinhando a necessidade de uma nova evangelização para o mundo atual.360px-DomOdilo

“Vivemos hoje uma situação de crise na vida cristã e eclesial: há situações novas na cultura contemporânea, um forte processo de secularização, que faz com que a postura de muitas pessoas em relação à Religião e a Deus mude fortemente, indo desde o abandono da Fé e dos valores decorrentes dela até à adesão a formas primitivas de religiosidade, como a magia, a idolatria ou o fetichismo. Temos, portanto, a necessidade de propor novamente o anúncio cristão e de encontrar novo eco no coração do homem contemporâneo para a mensagem cristã”.

Quanto ao objetivo do Pontifício Conselho, o Cardeal ressaltou que “é uma tarefa imensa”. Significa, explicou, “passar de uma pastoral de conservação, para uma pastoral missionária, formar cristãos que sejam bons discípulos missionários de Jesus Cristo e desencadear um processo de verdadeira conversão pastoral missionária na Igreja toda. Isso requer tempo e um esforço consciente na busca de uma atitude nova da Igreja, retomando com fé e entusiasmo a sua missão primária e indeclinável: anunciar o Evangelho e dar testemunho de Cristo a todos”.

Mosteiro peruano comemora 450 anos

As religiosas agostinianas do Mosteiro da Encarnação em Lima, Peru, deram início às comemorações do 450º aniversário desse convento, inaugurado em 21 de junho de 1562 com uma fastuosa cerimônia à qual estiveram presentes o vice-rei e o Arcebispo da época, Dom Jerônimo de Loayza.Peru

O ano jubilar foi aberto com uma Eucaristia de ação de graças presidida pelo Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne e concelebrada por numerosos sacerdotes. No domingo anterior, Dom Bruno Masaró, Núncio Apostólico no Peru, celebrou a Santa Missa pelas intenções das religiosas. Uma solene Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de celebração da Eucaristia presidida pelo Bispo Castrense do Peru, Dom Salvador Piñeiro, foi o principal ato de 20 de junho.

A comunidade contemplativa que deu origem ao mosteiro da Encarnação foi instituída em 25 de março de 1558 por Leonor de Portocarrero e sua filha Mencía de Hernández Girón, sob os auspícios do sacerdote agostiniano Andrés de Santa Maria.

Ela é considerada a mais antiga da América Latina.

Aberto processo de beatificação de um dos primeiros sacerdotes do Opus Dei

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A Arquidiocese de Boston abriu em 2 de junho a causa de beatificação do Pe. José Luis Múzquiz, sacerdote do Opus Dei que iniciou as atividades da instituição nos Estados Unidos e trabalhou por muitos anos nessa cidade norte-americana.

“Todos os cristãos são chamados a ser santos e estamos profundamente gratos à Arquidiocese de Boston por esse esforço para constatar se o Pe. Múzquiz viveu realmente uma vida santa”, declarou ao jornal Catholic News Service, Brian Finnerty, porta-voz da Obra.

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José Luis Múzquiz de Miguel nasceu em Badajoz, Espanha, em 1912 e passou a pertencer ao Opus Dei em janeiro de 1940. Até ser ordenado sacerdote, em 25 de junho de 1944, trabalhou como engenheiro civil na construção de pontes e estações ferroviárias. Doutor em Engenharia, História e Direito Canônico, foi um dos três primeiros discípulos de São Josemaría em receber as sagradas ordens.

Em 1949 foi enviado pelo fundador para os Estados Unidos, onde estabeleceu centros da Obra em Chicago, Washington, Boston e outras cidades. Também lançou as bases para o trabalho da instituição no Canadá, Japão e Venezuela. Seu afável carinho, seu intenso trabalho e sua humilde simplicidade proporcionaram-lhe fama de santidade entre todos quantos o conheceram.

13º Congresso Internacional de Filosofia Medieval (Vitória-ES)

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Na bela e aconchegante cidade de Vitória, no Estado do Espírito Santo, realizou-se o 13º Congresso Internacional de Filosofia Medieval. O evento se deu na Universidade Federal (UFES) sob a organização dos professores, Jorge Augusto Silva Santos e Ricardo da Costa.Ricardo da Costa

O congresso contou com a seleta presença de apenas 90 pessoas, os maiores expoentes da filosofia medieval no Brasil, bem como alguns professores da Espanha, Portugal, Argentina e Chile.

Dentre os participantes do congresso destaca-se a presença do professor Carlos Arthur do Nascimento, considerado o maior tomista do Brasil. O Professor da PUC-SP abriu o congresso com uma conferência sobre “Um pouco mais sobre Galileu e as ciências mistas”.

O Professor Luis Alberto De Boni (Universidade do Porto) que é o maior medievalista do Brasil. Tratou sobre “A crítica de Ricardo FitzRalph (c. 1300-1360) às ordens mendicantes”.

 Gustavo Fernández Walker (Universidad de Buenos Aires) fez uma conferencia sobre “El problema de los universales desde una perspectiva atomista: el realismo de Nicolás de Autrecourt”.Carlos artur do nascimento prof PUC SP

Destaca-se também a graciosa presença Profª Drª Maria Manuela Brito Martins (Universidade Católica Portuguesa) que tratou sobre “Reequacionando a distinção entre essência e existência em Duns Escoto”

O Professor da Universidade Autônoma de Madrid, Prof. Dr. José M. Zamora Calvo, versou em conferencia sobre “Hic venit in testimonium. Agustín, exégeta del ‘Prólogo” al  Evangelio de Juan’”.

O congresso foi encerrado pela conferência do Prof. Dr. Jorge Martínez Barrera (PUC-Chile) sobre “Una posible fuente del conocimiento que Santo Tomás pudo tener del Islam: el Pseudo-Kindi”.

 

Jorge Augusto da Silva Santos

  

XIII Congresso Internacional de Filosofia Medieval UFES – 01 a 04 de agosto de 2011

www.sbfm.net.br/sbfm

Site: www.ricardocosta.com

Revista Mirabilia (dir.): www.revistamirabilia.com

Site Filosofia-UFES: www.fil.ufes.br

Governo russo condecora ex-Núncio Apostólico em Moscou

No dia 9 de junho, o governo da Rússia concedeu a insígnia da “Ordem Amizade” ao Arcebispo Dom Antonio Mennini, ex-Núncio Apostólico em Moscou. O prelado, atual re-presentante da Santa Sé em Londres, recebeu nessa cidade a condecoração das mãos do embaixador russo na Grã-Bretanha, Alexander Yakovenko durante uma recepção oficial por motivo do “Dia da Rússia”.view

Segundo a página web da embaixada, a condecoração foi-lhe concedida “por sua extraordinária contribuição às relações entre a Rússia e o Vaticano durante o desempenho da sua função como enviado da Santa Sé em Moscou, entre 2003 e 2010”. Por sua vez, o Departamento de Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, informa a agência  Gaudium Press, declarou ter merecido Dom Mennini a honraria por seus esforços “para alcançar uma compreensão recíproca entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa”.

Inaugurada capela de Adoração perpétua em Quito

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A Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Batan, em Quito, inaugurou em de junho 2011 a primeira capela do Equador dedicada à Adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. A cerimônia deu início com uma Missa concelebrada, presidida por Dom Fausto Gabriel Trávez Trávez, OFM, Arcebispo Metropolitano de Quito e Primaz do Equador.

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Promovida pelos fiéis e liderada pelo pároco Pe. Luis Fernando Rea Jiménez, a iniciativa foi assessorada pelos Missionários da Santíssima Eucaristia, uma associação clerical privada de direito diocesano, fundada na Diocese de Frejús-Toulon, França, que tem por carisma a promoção, organização e fundação da Adoração perpétua nas paróquias e nas dioceses.

Mons. João Clá Dias, EP publicará 2ª edição de seu livro na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

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Canta a liturgia, no hino mariano Flos Virginum, a analogia entre Nossa Senhora e os montes. Esta comparação, extraída da Escritura, recorda que, de fato, as montanhas, em sua impávida grandeza e em seu perene silêncio, respeitam a lei da proporcionalidade. Assim como os picos mais elevados da Terra se encontram entre as mais altas cordilheiras, o tríplice cume da obra divina — a visão beatífica, a natureza humana de Jesus e a Santíssima Virgem — em nada poderiam ser mais elevados e perfeitos na hierarquia da criação.

Maria, Filha diletíssima de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa do Espírito Santo, reúne em si todos os privilégios que uma criatura pode conter, sem transpor os limites entre o ser contingente e o Criador. Partícipe da união hipostática relativa, é Ela o pináculo da criação como que proporcional à Santíssima Trindade. Elevada a tão sublime grau de glória, Maria também é capaz de extremos atos de ternura para com os homens.

Há quase 20 anos atrás, em ação de graças por uma cura extraordinária, Mons. João, publicou o Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado, obra que procura exaltar os altíssimos privilégios de sua misericordiosa benfeitora.

Em ação de graças pelo 72º aniversário do Autor, a ACNSF em consórcio com o Instituto Lumen Sapientiae apresentam ao leitor o segundo volume da segunda edição da referida obra. Esse tomo — que não pretende propriamente ser um tratado de mariologia — visa percorrer de modo piedoso, profundo e acessível os privilégios com os quais quis o Criador ornar a Mãe de Deus e Rainha do universo. Além de considerar a doutrina católica, o livro apresenta um apêndice com importantes documentos do recente magistério pontifício.

O folhear desta obra, ricamente ilustrada, visa aumentar a devoção Àquela Senhora elevada ao mais alto grau de excelência natural e união com Deus. Sempre acessível ao clamor dos aflitos, Maria é, de fato, o altíssimo monte que nos eleva e conduz a Jesus.

Livraria Católica Lumen

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Reservas: (11) 2959-3055

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Férias no Seminário

Aplicando os conhecimentos adquiridos durante o semestre

Entre os dias 18 e 28 de julho, foi realizado no Seminário São Tomás de Aquino o “Curso de férias” para os alunos do Projeto Futuro & Vida e estudantes dos colégios pertencentes aos Arautos do Evangelho.

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Tendo como tema “Os Sacramentos”, o programa contou com 20 conferências com cerca de uma hora de duração enriquecidas de teatros e vídeos. Durante as conferências foram apresentadas mais de 100 sketchs animadas com música ao vivo executada pelo coro e orquestra de câmera do Seminário.

Com o Curso organizado por Pe. Santiago Morazzani Arráiz, EP, Mestre em Teologia Bíblica e Formador no Seminário São Tomás de Aquino, os seminaristas maiores e menores do ITTA completam sua própria formação cultural e teológica transmitindo os conhecimentos adquiridos durante o primeiro semestre de 2011. Contribuem eles para o bem espiritual de cerca de 900 jovens e adolescentes oriundos de 17 cidades do Brasil e países como El Salvador, Equador, Espanha, Paraguai, Peru e Portugal.

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No dia 22 de julho, 98 participantes receberam o sacramento da Crisma das mãos do Bispo Diocesano, Dom Sérgio Aparecido Colombo. Durante o congresso, vários participantes estão sendo preparados para o Batismo e recepção da primeira comunhão.

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Dr. Luis Fernando Fernández Ochoa da UPB visita o IFAT

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O Diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Pontifícia Bolivariana (UPB), Dr. Luis Fernando Fernández Ochoa visitou nesta semana as dependências do ITTA e do IFAT.  Esta importante figura do mundo acadêmico latino americano é um filósofo personalista, doutor pela Universidade de Salamanca que exerce seu magistério na própria UPB, sendo autor de dezenas de artigos e livros.

Para ver uma das entrevistas com o Dr. Luis Fernando, clique aqui.

Ordenação diaconal: 32 novos servidores do Evangelho

No dia primeiro de julho, às dez horas da manhã, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, foi celebrada a Eucaristia durante a qual Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Diocesano de Lorena, ordenou Diáconos para a Santa Igreja 32 acólitos.

Com o rito de ordenação diaconal, os trinta e dois candidatos ingressaram na ordem clerical, naquela categoria de servidores do Evangelho que se iniciou com os primeiros sete diáconos ao receberem a imposição das mãos dos próprios Apóstolos (cf. At. 6,1-6). Entre aqueles, destaca-se especialmente Santo Estevão, o primeiro a dar testemunho de Jesus Cristo com o derramamento de seu sangue.

São Policarpo, discípulo de São João Evangelista afirmava já no segundo século do cristianismo que “os diáconos, da mesma forma, sejam irrepreensíveis diante da Sua justiça, como ministros que são de Deus e de Cristo, e não dos homens: nem caluniadores, nem falsos, mas desinteressados, continentes em tudo, misericordiosos, diligentes, caminhando segundo a verdade do Senhor, que se fez ministro e servo de todos”[1].

Todos os diáconos recentemente ordenados são membros de compromissos definitivos da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli, e ficam, em virtude desta ordenação, incardinados na mesma Sociedade.

A cerimônia foi concelebrada pelo Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, Superior Geral da Sociedade Clerical de Vida Apostólica de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli; Mons. Rafael Ramón Ibarguren Schindler, EP, Administrador Apostólico do Vicariáto Apostólico de San Miguel de Sucumbíos; Pe. Antonio Edseu da Silva, Cura da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus e Chanceler da Arquidiocese de Cuiabá; Pe. José Joaquim Damásio Neto, Chanceler da Diocese de Assis; Pe. Kleberson Paes da Silva, Reitor do Santuário Eucarístico Nossa Senhora do Bom Despacho e Coordenador Arquidiocesano de Pastoral da Arquidiocese de Cuiabá; Pe. Vanderlei Rivelino Ghelere – Capelão Militar do Ordinariato Militar de Ponta Grossa; Pe. Manuel Herrada Montes, Pároco de Cantória, Diocese de Almeria, Espanha; Pe. José Josivan B. de Sales, Paróco do Bom Jesus do Arraial, Recife (PE); Pe. Osvaldo Acosta, reitor do Seminário Beato José de Anchieta, do Verbo Divino, em São Paulo; Pe. Santiago Ignácio Morazzani Arráiz, Vigário paroquial de Nossa Senhora das Graças.

Na homilia Dom Beni relacionou aspectos da antropologia de origem semítica com a festa do Sagrado Coração de Jesus. Ressaltando o coração como imagem da dimensão espiritual do homem, o Bispo de Lorena demonstrou com verve e profundidade que a ação do diácono no mundo atual deve ser inspirada na mansidão e na humildade do Coração de Jesus: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).

Regeu o Coro e Orquestra Internacional dos Arautos do Evangelho o Revmo. Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz, EP, Vigário Geral da Sociedade Virgo Flos Carmeli, Reitor do Seminário Maior da mesma Sociedade, e Vigário paroquial de Nossa Senhora das Graças.


[1] Cf. Carta de San Policarpo a los Filipenses, in “Padres Apostólicos”, Madrid, BAC, 1985.

Ordenação presbiteral: 10 novos sacerdotes de Cristo

Em solene Eucaristia presidida por Dom Benedito Beni dos Santos na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, filiada à Basílica Papal de Santa Maria Maior, realizou-se a ordenação de dez novos presbíteros da Sociedade Clerical de Vida Apostólica de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli.

O sacramento da Ordem os fez participantes do único e verdadeiro sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo e administradores da graça divina, conferida pelos Sacramentos. O sacerdote atua “in persona Christi Capitis”: é através dele que Cristo perdoa os pecados na Confissão, opera a transubstanciação no Sacrifício Eucarístico e reparte o Pão da Palavra de Deus aos homens.

Por este sublime sacramento o sacerdote ascende, na ordem sobrenatural, a uma condição superior à dos próprios Anjos[1]. Também os fará ministros do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, para ensinar e santificar o povo de Deus, na filial obediência aos Bispos, e na amorosa submissão ao Santo Padre. Ao presbítero é atribuído o espírito de graça e conselho para governar o povo e celebrar o sacrifício[2].

A cerimônia foi concelebrada por Mons. João ScognamiglioClá Dias, Superior Geral da Sociedade Clerical de Vida Apostólica de Direito Pontifício Virgo FlosCarmeli, Presidente da Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício Arautos do Evangelho, Cônego Honorário da Basílica Papal Liberiana de Santa Maria Maior e Protonotário Apostólico; Mons. Rafael RamónIbargurenSchindler, Administrador Apostólico do Vicariáto Apostólico de San Miguel de Sucumbíos; Pe. José Joaquim Damásio Neto, Chanceler da Diocese de Assis; Pe. Manoel Herrada Montes, Pároco de Cantoria, Diocese de Almeria, Espanha; Pe. José Roberto Rezende, Pároco de Sagrado Coração de Jesus, Apucarana-PR; Pe. Valter António Brandão, Pároco de Nossa Senhora de Guadalupe, Maringá-PR; Pe. Lorival de Oliveira Pedro, Pároco de Nossa Senhora das Estrelas, Itapetininga-SP,Pe. José Roberto Pereira, Administrador paroquial de Nossa Senhora da Consolação, São Paulo e cerca de 50 Arautos Sacertotes.

Honraram esta cerimônia com sua presença, Dr. Fábio de Salles Meirelles, Presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Sistema FAESP-SENAR; Cel. Luiz Humberto Navarro, Comandante do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e seu Assessor Ten. Paulo Fernando Silva eDr. Bom Fílho Alves, Secretário do Meio Ambiente do Municipio de Caieiras.

Ao final da cerimônia, em nome de todos os neosacerdotes, Pe. IgnacioMontojo Magro, EP, agradeceu a Dom Beni a sempre disponível e valorosa orientação pastoral e doutrinal que, como “verdadeiro patriarca”, este bispo brasileiro tem dado à família espiritual dos Arautos do Evangelho.


[1] Cf. Garrigou-Lagrange, Reginald. L’union du prêtre avec le Christ prêtreet victime. Roma, ed. InstitutPontifical InternationalAngelicum, 1956, pág. 182.

[2]Cf. Dicionário Teológico enciclopédico, Loyola, São Paulo, 2003, p. 546.

Profissão de Fé e Juramento de Fidelidade

Em preparação ao grande acontecimento das ordenações diaconal e presbiteral que se darão nos próximos dias, neste último Domingo, dia 26 de junho, realizou-se na Igreja Nossa Senhora do Rosário a cerimônia de profissão de Fé, juramento de fidelidade, profissão de votos e recepção do hábito clerical da Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli. A cerimônia foi presidida pelo Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, Fundador e Superior Geral da instituição.

Trinta e dois candidatos ao diaconato realizaram a Profissão de Fé precedente às ordenações diaconais.

Recitado o Credo Niceno-Constantinopolitano, proclamam a crença “em tudo o que está contido na palavra de Deus, escrita ou transmitida pela tradição, e é proposto pela Igreja, de forma solene ou pelo Magistério ordinário e universal, para ser acreditado como divinamente revelado”. A fórmula termina com a aceitação com “religioso obséquio da vontade e da inteligência, aos ensinamentos que o Romano Pontífice ou o Colégio Episcopal propõem quando exercem o Magistério autêntico”.

Os candidatos ao diaconato uniram-se aos dez diáconos que em breve serão ordenados como presbíteros para proclamar solenemente o juramento de fidelidade. Este ato precede as duas cerimônias de ordenação.

Os clérigos católicos que são nomeados a algum cargo eclesiástico, por assumirem a obrigação do serviço de Cristo e dos fiéis, costumam jurar “diligência” no cumprimento dos deveres assim como fidelidade no guardar e transmitir a doutrina cristã. O Código de Direito Canônico determina que também os bispos pronunciem o mesmo juramento antes da sagração episcopal (Cân. 380).

Os diáconos que serão ordenados como presbíteros e os acólitos que serão ordenados diáconos nesta semana são provenientes de nações como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Nicarágua, Portugal, Venezuela e Uruguai. Entre os ordenandos das duas cerimônias, dezenove são brasileiros naturais dos estados de Alagoas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Atualmente estes diáconos, além de exercerem atividades pastorais, estão concluindo os cursos de mestrado e doutorado em diversas universidades do mundo. Alguns cursam Filosofia, Teologia Bíblica, Moral ou Social da Igreja na Universidade Pontifícia Bolivariana em Medellín; Teologia Bíblica e Filosofia no Angelicum de Roma; ou ainda Teologia Fundamental na Gregoriana de Roma.

Texto do Juramento de Fidelidade

Para que o leitor saboreie algo do espírito de entrega, submissão e fidelidade que esta cerimônia incute nos fiéis, e na qual o Espírito Santo distribui graças específicas, oferecemos ao leitor o texto do juramento.

Eu, [o candidato pronuncia seu nome] ao assumir o ofício de Presbítero/Diácono, prometo conservar-me sempre em comunhão com a Igreja Católica, tanto por palavras como pela minha maneira de proceder.

Desempenharei, com grande diligência e fidelidade os deveres a que estou obrigado para com a Igreja, tanto universal como particular, na qual fui chamado a exercer o meu serviço segundo as normas do direito.

No exercício do meu cargo, que me foi confiado em nome da Igreja, conservarei intacto, transmitirei e explicarei fielmente o depósito da fé, evitando todas as doutrinas que lhe são contrárias.

Acatarei a disciplina comum de toda a Igreja, e favorecerei a observância de todas as leis eclesiásticas, especialmente as contidas no Código de Direito Canônico.

Seguirei, com obediência cristã, o que os sagrados Pastores declaram como doutores e mestres autênticos da fé ou estabelecem como chefes da Igreja, e prestarei fiel ajuda aos Bispos diocesanos, para que a ação apostólica, a exercer em nome e por mandato da Igreja, se realize em comunhão com a mesma Igreja.

Assim Deus me ajude e os santos Evangelhos de Deus, que toco com as minhas mãos.

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Corpus Christi 2011 no Seminário São Tomás de Aquino

O dia começou ainda mais cedo que o normal. Às cinco da manhã um grupo de estudantes foi destacado para montar o tapete em honra do Santíssimo Sacramento. Os 350 metros de flores e serragem colorida não foram decorados apenas pelos alunos internos da Casa de Formação Sacerdotal São Tomás de Aquino. Fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Graças, assim como religiosas da Sociedade Feminina de Vida Apostólica Regina Virginum, colaboraram com talento e dedicação no empreendimento.

A Santa Missa foi celebrada nas dependências da Escola Estadual Ozilde Albuquerque Passarella pelo Pe. Alex Brito, EP.

Na homilia, o Pe. Alex Brito narrou a História da origem da solenidade de Corpus Christi. O celebrante ministrou aos participantes da Santa Missa a comunhão sob as duas espécies. Ao final da cerimônia o sacerdote agradeceu o apoio do vereador Marcinho, da Prefeitura de Mairiporã e da Guarda Municipal.

Cerca de 400 pessoas participaram da celebração a qual foi concluída com uma procissão até o terreno onde será construída a Capela Nossa Senhora de Fátima, no bairro Parque Petrópolis de Mairiporã (a referida comunidade ainda não possui um lugar próprio ao culto).

Cânticos, crianças vestidas de anjinhos e muito fervor eucarístico ornaram a cerimônia. Coincidentemente o doador do terreno para a futura capela cumpria seu aniversário de 2011 no mesmo dia de Corpus Christi. O fato foi ressaltado pelo Pe. Alex e sem dúvida ressoou nos corações dos fiéis a esperança de que para aquele lugar a Divina Providência reserva um desígnio especial.

UPB e Arautos, recente e profunda amizade


César Javier Díez Juárez, EP

Quem toma um primeiro contato com os Arautos do Evangelho, vê, no tipo humano característico de seus membros e nas linhas do seu hábito, a expressão de um carisma, cujo peculiar apreço pelo belo  se manifesta na liturgia ou num modo de comportar-se disciplinado em todos os atos da vida cotidiana. Além disso, nota-se uma espiritualidade forte, manifestada no entusiasmo borbulhante dos seus aspirantes e que se reflete na dedicação incondicional à nova evangelização.

Dir-se-ia que o cultivo da beleza, a arraigada espiritualidade e a ação evangelizadora não se coadunam com os estudos teológicos e filosóficos, pois a disciplina, a oração e o apostolado podem, como é evidente, tolher o tempo para adentrar-se nas matérias acadêmicas. Este é o motivo pelo qual, num primeiro contato com os Arautos, pode-se apressadamente julgar que eles não primam pela ciência e pelo conhecimento.

Entretanto, a beleza, a espiritualidade e a evangelização não são um obstáculo ao estudo; nem mesmo se coadunam com eles por simples razão de conveniência. O amor à ordem, a vida interior e o apostolado exigem a formação do intelecto, sem o qual todas as atividades perdem seu vigor rumo à finalidade para a qual se ordenam.

O amor à beleza sem o estudo, facilmente se enredaria rumo à superficialidade, à frivolidade ou à vaidade; a oração, sem o contributo da teologia, se tornaria sem sabor, apenas movida pelos inconstantes bafejos do sentimento; a evangelização sem o conhecimento seria insuficiente, infrutuosa e, facilmente, poderia se tornar contra-producente.

A teologia e a filosofia conferem ao Arauto, mas também a todos os cristãos, uma profundidade de pensamento que se reflete em todos os atos da existência e que sustenta toda a vida de apostolado e de oração. Foi esta a conclusão a que Monsenhor João Clá Dias, EP e os primeiros membros dos Arautos do Evangelho chegaram, já nos primórdios da instituição, ao se dedicarem com empenho à ação evangelizadora. Sem aprofundar seus conhecimentos doutrinários, adquirindo uma profunda formação filosófico-teológica, não era possível a constituição de um movimento adequado às necessidades do Povo de Deus e à inspiração do Espírito Santo em suas almas.

Assim, sob a orientação de catedráticos dominicanos, especialmente de Salamanca, foi organizado em 1982, um curso regular de formação dos Arautos, denominado “Curso Teológico São Tomás de Aquino”, o precursor dos atuais Institutos de filosofia e teologia (IFAT e ITTA).

Ereção canônica do Instituto Teológico São Tomás de Aquino e do Instituto Filosófico Aristotélico Tomista

Com a aprovação pontifícia dos Arautos do Evangelho, a 22 de fevereiro de 2001, a Associação teve, a partir de então, um grande desenvolvimento. O afluxo de vocações exigiu a transladação do curso de formação do centro de São Paulo para instalações mais amplas, nas proximidades da capital, em bela e aprazível região montanhosa, na Serra da Cantareira, no território da Diocese de Bragança Paulista.

Em 15 de agosto de 2005, o então Bispo dessa diocese, Dom José Maria Pinheiro, aproveitando-se da estrutura existente do “Curso São Tomás de Aquino” erigiu dois Institutos Diocesanos, um Filosófico (Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista) e outro Teológico (Instituto Teológico São Tomás de Aquino).

No ano de 2009, depois da aprovação Pontifícia da Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, o Bispo de Bragança Paulista houve por bem aceitar o pedido de transferência de propriedade do ITTA e do IFAT dos Arautos do Evangelho para a Virgo Flos Carmeli. Desta forma, segundo a recomendação de Dom José Maria, os dois institutos, já com cerca de 100 alunos  efetivos e mais de 120 cursando pós-graduações, deveriam caminhar com passos cada vez mais velozes e seguros rumo à filiação com uma Universidade Pontifícia.

O encontro com a Pontifícia Universidade Bolivariana

Ao contrário do que se poderia imaginar, a relação entre Arautos e a Bolivariana não se iniciou na Colômbia, mas, sim, em Roma. Corria o ano de 2008. Estando na Cidade Eterna, Mons. João Clá conversava com alguns membros dos Arautos sobre o impasse de escolha entre as diversas ofertas de filiação do ITTA e do IFAT. Com uma intuição comum entre os fundadores, recomendou que não se deveria realizar este trâmite na Europa, mas, sim, em Medellín. Para os circunstantes o inusitado conselho rompia todos os padrões, pois não havia indício palpável para tal esperança.

Nestes mesmos dias, um arauto colombiano, não informado desta sugestão do fundador, entrou em casual contato com um simpático Monsenhor, então professor na Universidade Pontifícia Bolivariana (UPB), o qual dispôs-se  a colaborar com os Arautos na Colômbia, inclusive em matéria acadêmica.

O alvo corria rumo à seta. Com esta providencial indicação, representantes do Instituto Filosófico-Aristotélico Tomista (IFAT) e do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) viajaram a Medellín onde foram acolhidos por parte da Direção da Universidade. Uma semana depois, a UPB e os Arautos do Evangelho iniciaram um diálogo, que logo se acrisolou numa profunda, afetuosa e profícua amizade.

Daí nasceram uma série de acordos de colaboração entre ambas as instituições, especialmente nas áreas de Teologia e Filosofia. Esta primeira fase se concretizou quando o Pe. Diego Alonso Marulanda Díaz, Decano da Escola de Teologia, Filosofia e Humanidades, e o Dr. Luís Fernando Fernández Ochoa, Diretor da Faculdade de Filosofia da UPB, viajaram a São Paulo para, além de conhecer mais de perto as instalações dos Institutos, acompanhar a vida acadêmica, aumentando a profunda amizade com a comunidade docente do ITTA e do IFAT.

Estabeleceu-se em 2009, um convênio de intercâmbio de professores e alunos, que facilitou, até o momento, que 71 Arautos, ex-alunos dos institutos, cursassem licenciatura ou doutoramento canônico na UPB. Além disso, os estudantes de filosofia e teologia do Seminário São Tomás de Aquino puderam beneficiar-se da frequente visita de professores da UPB ao Brasil para participar das  palestras e ciclos de conferências realizados PPR eles. Entre estes professores altamente qualificados, destacam-se Pe. Alberto Ramírez Zuluaga, Doutor em Teologia pela Universidade de Louvain; Pe. Carlos Arboleda Mora, Doutor em Filosofia pela UPB; Pe. Alberto Galeano OFM, Doutor em Teologia pela Gregoriana; Dr. Gonzalo Soto Posadas, Doutor em Filosofia pela Gregoriana; Dr. Luís Fernando Fernández, Doutor em Filosofia e Letras em Salamanca, e muitos outros, cuja competência profissional é tão excelente quanto a fidelidade ao Magistério da Igreja.

Filiação do ITTA e do IFAT com a Bolivariana

Esta amizade culminou, em novembro de 2010, com a visita do Secretário da Congregação para a Educação Católica, Dom  Jean-Louis Bruguès, a fim de ministrar o ciclo de conferências sobre “A Veritatis Splendor e a Teologia Moral hoje”. Mais uma vez, a Providência Divina fez coincidir a presença  deste ilustre prelado da Cúria Romana com a estadia no Brasil de membros exponenciais da Bolivariana como, Mons. Luís Fernando Rodríguez Velásquez, magnífico Reitor, Pe. Jorge Iván Ramírez, Vice-Reitor, e Pe. Diego Marulanda,  Decano da Escola de Filosofia, Teologia e Humanidades, com os quais Dom Bruguès compartilhou sob diversos prismas, as metas e desafios da atualidade no tocante à educação católica.

Este encontro permitiu que se dessem passos importantes rumo ao acordo de filiação de caráter eclesiástico do IFAT e do ITTA às Faculdades de Filosofia, Teologia e Humanidades da UPB. Além da maior fluidez nos intercâmbios de alunos e professores, isto permite que os seminaristas da Sociedade Virgo Flos Carmeli obtenham o bacharelado canônico em filosofia e teologia, os quais só podem ser concedidos por faculdades aprovadas ou por institutos a elas afiliados por um decreto da Santa Sé.

Inspirada pela Divina Providência na voz do Fundador, Mons. João Clá, a filiação dos Institutos IFAT e ITTA à UPB é o sinal visível desta entranhada amizade plasmada a nível institucional com um acordo aprovado pela própria Congregação para a Educação Católica. Aurindo a sabedoria nesta fonte de ciência e verdade, que é a Universidade Pontifícia Bolivariana, os Arautos do Evangelho visam melhor servir a Cristo e sua Igreja na ação evangelizadora neste início de milênio.

Afiliação do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) à Faculdade de Teologia da UPB de Medellín novos mestres em teologia

No dia 14 de junho de 2011, deu-se a cerimônia de graduação de quatorze novos mestres em teologia. O ato foi presidido pelo Reitor Magnífico da Universidade Pontifícia Bolivariana (UPB), Mons. Luis Fernando Rodríguez Velásquez e contou com a presença do Vice-Reitor do Setor de Pastoral,Pe. Dr. Sergio Duque Hernández;do Vice-Reitor administrativo, Dr. Óscar Velázquez Uribe; da Secretária Geral, Dra. Clemencia Restrepo Posada; e do Decano da Escola de Teologia, Filosofia eHumanidades,  Pe. Dr. Diego Alonso Marulanda.1

Destaca-se a presença dos professores, Pe. Dr. Juan David Muriel, coordenador de pós-graduação da Faculdade de Teologia; Pe. Dr. César Ramírez, coordenador administrativo da Escola de Teologia, Filosofia e Humanidades; Dr. Conrado Giraldo, Coordenador das pós-graduações de filosofia; Dr. Luis FernandoFernández, Decano da faculdade de Filosofia; Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga, Pe. Dr. Carlos Arboleda Mora, entre outros professores da UPB.

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Os alunos da instituição e diversos membros do setor feminino e masculino dos Arautos do Evangelho estiveram presentes à cerimônia.

Os formandos são provenientes de Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Portugal e Venezuela. Treze destes novos mestres formaram-se defendendo teses com ênfase em teologia moral e um em teologia bíblica. Cinco deles receberam a máxima qualificação de summa cum laude.23

Os egressos exercerão seu magistério nas casas de formação sacerdotal da Sociedade Clerical de Vida Apostólica de Direito Pontifício Virgo Flos Carmeli no Brasil e na Colômbia, assim como nos colégios e centros juvenis dos Arautos do Evangelho localizados no Brasil e outros países.

O Magnífico Reitor da UPB durante as suas palavras comunicou com muita alegria a notícia da afiliação do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) à Faculdade de

Teologia da UPB concedida pela Santa Sé. Todos acolheram com uma calorosa salva de palmas o anúncio do novo vínculo acadêmico entre ambas as instituições.

Em seguida foi celebrada na capela da UPB a Santa Missa em ação de graças pela graduação.4

A fim de congratular a afiliação e o mérito dos novos mestres foi oferecido em cortesia pelo proprietário do restaurante Frutos do Mar de Medellin um jantar de gala, no qual foram servidos excelentes pratos.

Com o decreto lavrado pela Congregação para a Educação Católica, a afiliação do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) à Faculdade de Teologia da UPB proporcionará aos alunos receberem em São Paulo o Bacharelado Canônico em Teologia, reconhecido pela Santa Sé e União Europeia.

Psicologia geral sob enfoque tomista

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O Instituto Lumen Sapientiae publica o livro “Psicologia geral sob o enfoque tomista”, escrito pelo prof. Lamartine de Hollanda Cavalcanti Neto, professor do IFAT, e prefaciado por Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, Fundador dos Arautos do Evangelho.

O livro oferece o conteúdo das aulas de Psicologia ministradas aos seminaristas da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli, em São Paulo, e apresenta uma didática síntese da Psicologia Geral contemporânea, analisada à luz dos ensinamentos de São Tomás de Aquino.

O autor aborda os conceitos básicos dessa ciência: sua história e a análise dos componentes que influenciam o comportamento humano (tanto biológicos, quanto psicológicos e sociais), a psicopatologia e a terapêutica. O estudo também apresenta as diversas aplicações da psicologia, enfatizando sua atuação na opinião pública e na evangelização. Todo o conteúdo é enriquecido com as contribuições do Doutor Angélico sobre a matéria.

A obra é de especial utilidade para os Seminários e institutos de formação católicos, bem como para Sacerdotes, Religiosos e todos aqueles que desejam conhecer melhor a psicologia humana a fim de terem melhores resultados em suas atividades.

Tamanho: 26 x 18 cm

Editora: Instituto Lumen Sapientiae

Páginas: 234

O preço de lançamento é de R$ 18,00 por exemplar.

Compras em maiores quantidades terão descontos proporcionais.

Pedidos através da página do livro no site da Lumen:

http://www.lumencatolica.com.br/mostra_produto.asp?produto=1238

Ou através dos telefones da Lumen: (11) 2959-3055 e (11) 2950-1688

Defesas de teses de Licenciatura Canônica em Teologia com ênfase em Moral na Universidade Pontifícia Bolivariana

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De 30 de maio a 1 de junho, no auditório Pio XII da Universidade Pontifícia Bolivariana, doze ex-alunos do IFAT / ITTA, defenderam suas teses de mestrado (licenciatura canônica) em Teologia Moral. Juntou-se a este ato um mestrando em Bíblica, membro também dos Arautos do Evangelho.

As defesas, todas elas aprovadas, foram realizadas na presença do corpo docente desta prestigiosa instituição de ensino e de alguns membros dos Arautos do Evangelho residentes na Colômbia.

Congratulamos os novos licenciados, que receberão os seus diplomas em breve, e desejamos um frutífero início de doutorado.

30 DE MAIO

Pe. Carlos Werner Benjumea, EP

El seguimiento de Cristo: resplandor de la gloria de Dios, clave moral para interpretar el carisma de los Heraldos del Evangelio. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga.

Antonio Jakosch Llija

El carisma de los Heraldos del Evangelio: La via pulchritudinis en la época de la civilización de la imagen. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga.

Diác. Ignacio Montojo Magro, EP

La importancia de la mística en la formación de la juventud del Siglo XXI para la vida consagrada. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga.

Diác. José Manuel Victorino de Andrade, EP

Aportes da Igreja para um autêntico progresso: da Populorum Progressio à Caritas in Veritate. Orientador: Pe. Dr. Carlos Arboleda Mora

Pe. Daniel Alberto Mirasierras Tarodo, EP

Madre, maestra y guía de los pueblos para su verdadero desarrollo. Orientador: Pe. Dr. Carlos Arboleda Mora

31 DE MAIO

Pe. Leopoldo Werner Benjumea, EP

La ontología trinitaria como fundamento de las relaciones humanas. Orientador: Pe. Dr. Carlos Arboleda Mora

Pe. Walmir Bertoletto, EP

Restauração da inocência: Via para alcançar o reino dos céus, prometido aos que se tornarem como crianças. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga

Pe. Erick Bernardes Marchel, EP

A fé, virtude imprescindível no exercício ministerial do presbiterado: uma resposta para alguns aspectos da atual situação do clero. Orientador: Pe. Dr. Carlos Arboleda Mora

Pe. Mario Beccar Varela, EP

El “Flash”: ¿Medio de santificación privilegiado para las nuevas generaciones? Orientador: Dr. Pedro Fernádez R.

Pe. Mario Sergio Sperche, EP

O sacerdote e nova evangelização: opção preferencial pelos jovens. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga

1 DE JUNHO

Pe. David Ritchie, EP

A Eucaristia e a divinização do homem. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga

Pe. Isoldino José Quintão e Silva, EP

Atualidade profética de Santo Agostinho: reflexão teológico-moral sobre duas cidades em luta, movidas por dois amores. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga

Pe. Juan Pablo Merizalde Escallón, EP

La formación de la recta conciencia en el proyecto pedagógico de los Heraldos del Evangelio. Orientador: Pe. Dr. Alberto Ramírez Zuluaga

Gabriel Escobar Ramírez (Bíblica)

Jesús y la inocencia: Una aproximación teológica a Mc. 10, 13-16. Orientador: Pe. Mag. Gabriel Jaime Gómez Gutiérrez.

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Estudantes brasileiros constroem um site escrito em latim: Praecones Latine

Estudantes brasileiros constroem um site escrito em latim: Praecones Latine

Movidos pela beleza e precisão da língua latina, alguns estudantes do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA), localizado em São Paulo, realizaram uma iniciativa inédita no Brasil: um site escrito em latim.
Durante séculos o latim foi o idioma do mundo. Originária de um povo residente no Lácio, uma província Italiana, a língua de um povo subjugado passou a ser adotada pelos conquistadores romanos. O Império Romano, e consequentemente o latim, se difundiu por quase toda a Europa, norte da África e parte do Oriente Médio.
Após a queda do Império dos Césares e as províncias romanas cederem lugar aos reinos germânicos, o latim foi mantido como língua da cultura. Os mosteiros cultivavam o idioma de Cícero não somente nos ofícios litúrgicos, mas também na transmissão das ciências humanas. Durante toda a Idade Média e grande parte da época moderna, o latim foi usado como língua dos professores universitários. Os grandes pensadores escreviam tratados de medicina, física, teologia e direito em latim.
Com o advento da modernidade, especialmente com a consolidação dos movimentos nacionalistas, todos os povos ocidentais passaram a adotar a língua nacional para o magistério e administração estatal. Dir-se-ia que o latim entraria para o inglório ocaso de sua longa História.MAC Praecones Latine
No entanto, o latim resistiu nas cátedras universitárias e permaneceu como língua oficial da Hungria até o século XIX. Hoje, o latim não se restringe a ser apenas a língua oficial do pequeno estado do Vaticano, mas seu alfabeto é usado por mais da metade da população mundial. Não há continente que não possua países que usem uma língua românica – especialmente espanhol, português e francês – como idioma oficial. O idioma é considerado por muitos autores como a principal fonte linguística da cultura ocidental.
Também a Internet é um lugar propício para a difusão do latim. Finlandeses, alemães, italianos, norte-americanos, chilenos e polonoses procuram ainda hoje conservar o latim como língua viva.
Unindo-se aos esforços dos amantes da língua de Cícero, Horácio e Virgílio, alguns professores e estudantes residentes no Brasil e membros do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA), procuram difundir na rede mundial artigos, notícias e escritos na língua dos Padres Latinos da Igreja. Para acessar ao site “Praecones latine” acesse o link:

http://latine.blog.arautos.org/

Visitação de Maria

Visitação de Maria

Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP

“Tudo quanto a Virgem Santíssima pede em favor dos seus servos, obtém, com certeza, de Deus”. Esta sentença é de Santo Afonso de Ligório. “Meditai — prossegue ele, citando Boaventura Baduário — na grande virtude que tiveram as palavras de Maria na Visitação. Pois que à sua voz foi conferida a graça do Espírito Santo, assim a Isabel como a João, seu filho, segundo notou o evangelista.

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“Vencido pelos rogos de Maria, concede Cristo seus favores. Pois, no parecer de São Germano, Jesus não pode deixar de ouvir Maria em tudo o que Lhe pede, querendo nisto quase obedecer-Lhe como sua verdadeira Mãe. […] Busquemos a graça, mas busquemo-la por meio de Maria, repito com São Bernardo, em continuação às palavras da Virgem a Santa Matilde: «O Espírito Santo encheu-me de toda a sua doçura e tornou-me tão cara a Deus, que quantos por meu intermédio pedem graças a Ele, todos certamente as obtêm». […] “Não nos apartemos jamais dos pés desta tesoureira de graças, dizendo-Lhe sempre com São João Damasceno: «Ó Mãe de Deus, abri-nos as portas da vossa misericórdia, rogai sempre por nós, pois são vossas preces a salvação de todos os homens». Recorrendo a Maria, o melhor será pedir-Lhe que rogue por nós e nos obtenha aquelas graças, que reconhece mais convenientes à nossa salvação” .1

Extrato da obra: SCOGNAMIGLIO CLÁ DIAS, João. Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado. V. I. 2 ed. São Paulo: ACNSF, 2010. p. 85.

LIGUORI, Afonso Maria de. Glórias de Maria Santíssima. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1964. p. 249-251.

30 de maio, Festa de Santa Joana d’Arc: uma saga, um mito, um poema

30 de maio, Festa de Santa Joana d’Arc: uma saga, um mito, um poema

Uma simples camponesa, com apenas 17 anos de idade, assume o comando de exércitos e salva sua pátria de um desaparecimento inglório.

Certas lendas parecem-se tanto com a realidade a ponto de levantar a pergunta: “Será, de fato, simples lenda?” Em sentido contrário, certas narrações históricas revestem-se de tantos aspectos surpreendentes que suscitam uma desconfiança: “Mas isto é mesmo real?”Joan

Um dos mais expressivos exemplos do segundo caso é a vida de Santa Joana d’Arc, uma das maiores epopéias da História. São desconcertantes os traços de sua curta existência. Seriam mesmo inexplicáveis abstraindo-se a graça de Deus, que transformou essa delicada virgem camponesa em guerreira intrépida e fez de seu nome uma saga, um mito, um poema.

Desde muito pequena, preparada para sua grande missão

Quando Joana nasceu, em 1412, a França sangrava dolorosamente havia já 75 anos, nos duros embates da Guerra dos Cem Anos, contra a Inglaterra. O nome de seu vilarejo natal, situado no Ducado de Lorena, soa como um toque de sininho de aldeia: Domrémy.

Filha de camponeses honrados e laboriosos, ali passou ela sua infância, aprendendo o mesmo que as outras meninas de sua idade. “Ela se ocupava, como as demais mocinhas, fazendo os trabalhos de casa e fiando, e, algumas vezes, como eu mesma vi, cuidava dos rebanhos de seu pai” — conta Hauviette, sua amiga.

Entretanto, a nota dominante de sua infância foi sua exemplar piedade. Desde muito pequena, Deus a atraía para a contemplação de panoramas elevados. Destinada a grandes feitos, sua fé deveria ser robusta. Gostava imensamente de freqüentar a igreja, e com sumo interesse dava os primeiros passos no aprendizado da doutrina cristã.

Jamais poderia ela imaginar a grande missão para a qual sua alma estava sendo preparada. Ouçamo-la narrar, com encantadora simplicidade, um acontecimento que a marcou profundamente: “Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, ouvi a voz de Deus que veio ajudar-me a me governar. Eu ouvi a voz do lado direito, quando ia para a Igreja. Depois que ouvi esta voz três vezes, percebi que era a voz de um anjo. Ela me ensinou a me conduzir bem e a freqüentar a igreja”.

Tempos depois, sabendo já que aquela “voz” era de São Miguel Arcanjo, conta: “Ela [a voz] me disse ser necessário que eu, Joana, fosse em socorro do Rei da França”.

Aos 17 anos, parte para a vida de batalhas

A Filha Primogênita da Igreja estava numa situação calamitosa. Em 1337, o Rei Eduardo III da Inglaterra, reivindicando para si o Trono da França, desencadeou a Guerra dos Cem Anos. Enfraquecidos por fatores de ordem moral e religiosa, além de graves discórdias internas, os franceses sofreram reveses sucessivos. Em 1420, foram obrigados a assinar o humilhante Tratado de Troyes, em conseqüência do qual o Rei da França perdeu o trono em favor do Rei da Inglaterra. Assim, a nação francesa caminhava para um inglório ocaso.

Precisamente nesta trágica circunstância, surge a figura argêntea de Santa Joana d’Arc, a camponesa iletrada, mas instruída nas vias da virtude por três enviados de Deus: o Arcanjo São Miguel, Santa Catarina de Sena e Santa Margarida de Antioquia.

Quando ela completou 17 anos, as “vozes do Céu” lhe indicaram que o momento de agir havia chegado. Saindo da casa paterna, Joana conseguiu convencer o Capitão Roberto de Baudricourt a conduzi-la à presença do “Delfim” (assim era chamado o monarca francês Carlos VII, ainda não coroado Rei), o qual se encontrava em Chinon.

Com a convicção e confiança recebida das vozes celestes, afirmava ela ser a vontade do rei do Céu que Carlos fosse coroado, e que ela era chamada a comandar em nome de Deus os exércitos franceses para expulsar da França as tropas inglesas.

Após vencer muitas dificuldades, a pastora de Domrémy chegou à corte no dia 6 de março de 1429. Nesta ocasião ela se encontraria, por fim, com o monarca que ela própria levaria ao trono. Para testar a autenticidade da missão da qual ela assegurava estar incumbida, e também para divertir-se frivolamente às custas da “ingênua” camponesa, Carlos decidiu disfarçar-se no meio de seus cortesãos, enquanto outro ficaria sentado no trono, vestido com os trajes reais.

Entrou a Santa e foi apresentada ao falso Delfim. Sem dar-lhe maior atenção, ela imediatamente passou a observar todas as fisionomias do recinto, até ver Carlos escondido em um canto. Fixou nele seu puro e penetrante olhar, e fez-lhe uma profunda reverência, dizendo: “Muito nobre senhor Delfim, aqui estou. Fui enviada por Deus para trazer socorro a vós e vosso reino”. O assombro geral logo deu origem a estrondosas aclamações.

Em longa conversa, Santa Joana d’Arc expôs a Carlos VII a missão a ela confiada pela Providência e solicitou que lhe fosse posto à disposição um exército para acorrer logo em defesa de Orléans. Convencido, afinal, pelo que vira e ouvira, Carlos não hesitou em fazer o que a enviada de Deus lhe indicava.

Coroação do Rei: dia de glória e alegria

Desta forma o mundo de então presenciou um fato absolutamente inédito: Joana, a “donzela”, marcha à frente dos exércitos franceses, conduzindo-os para uma batalha decisiva.

A presença dessa virgem resplendente de inocência e de certeza na vitória impunha respeito no acampamento e dava novo alento aos oficiais e soldados. Proibiu terminantemente as bebidas alcoólicas e os jogos. Sobretudo, fez questão de que os soldados pudessem confessar-se e receber a santa Comunhão.

Seus conselhos de guerra jamais falharam, causando admiração aos mais experimentados generais. A tomada de Orléans foi um esplêndido triunfo! Em meio à batalha, lá estava ela segurando seu branco estandarte bordado com a imagem de Nosso Senhor e as palavras Jesus, Maria.

Após a tomada de Orléans, seguiram-se outras grandes vitórias. Graças a Santa Joana d’Arc, renascera na França o ideal de unidade e a esperança de reconquistar o território perdido. O povo não poupava entusiásticas manifestações de gratidão e admiração pela “Donzela”.

Chegou, enfim, o almejado dia em que o Rei da França voltou a ocupar o trono ao qual só ele tinha direito. Em 17 de julho de 1429, Carlos VII foi solenemente coroado, tendo a seu lado Santa Joana d’Arc com seu estandarte. Alguém lhe perguntou o motivo da presença daquele lábaro de guerra numa cerimônia de coroação, e recebeu pronta resposta: “Ele esteve comigo na hora do combate, é natural que esteja também no momento da glória”.

Foi um dia de grande festa. Mais do que nunca, a alegria invadia-lhe a alma. Embora os ingleses não tivessem ainda sido expulsos totalmente, o Reino da França já estava restabelecido!

Uma terrível perplexidade

Em pouco tempo, porém, a essa alegria se sobreporiam as pesadas sombras da ingratidão, das intrigas e da traição.

O Rei, sentindo-se agora poderoso e firme em seu trono, rapidamente se esqueceu da gratidão devida a essa heróica donzela. Pior ainda, Carlos VII, dominado por surda inveja, abandonou-a à própria sorte.

Santa Joana d’Arc sofreria da mesma forma que o Divino Salvador, o qual, depois de ser recebido triunfalmente no Domingo de Ramos, foi crucificado na Sexta-Feira Santa.

Mesmo assim, ela continuou a luta, disposta a não depor armas enquanto houvesse tropas inglesas no território francês. Tentando salvar a cidade de Compiègne, em 1430, ela foi feita prisioneira por soldados da Borgonha (aliada da Inglaterra) e entregue aos ingleses.

Estes levaram-na a um tribunal da Inquisição, formado irregularmente e presidido por um bispo indigno e corrupto, Pierre Cauchon, ao qual foi oferecida alta soma em dinheiro.

Perante o iníquo tribunal, a inocente jovem foi acusada de heresia e bruxaria. Não faltou quem atribuísse suas vitórias a um acordo com os espíritos malignos. Não lhe foi dado um defensor, mas ela, assistida pelo Espírito Santo, defendeu-se com tanta segurança e sabedoria que deixou pasmos tanto os acusadores quanto os juízes.

Esse tribunal, porém, não se reunira para julgar… A sentença condenatória já estava decidida de antemão. A salvadora da França foi condenada à pena de morte na fogueira em praça pública.

Torturada pelas pressões e injustiças das quais era vítima, Joana tinha um sofrimento maior, uma terrível perplexidade: o Rei estava reposto em seu trono, mas os ingleses ocupavam ainda boa parte do território francês; iria ela morrer sem ter cumprido inteiramente sua missão?

O prêmio da confiança e da fidelidade

Na manhã triste e fria do dia 30 de maio de 1431, ela foi queimada viva na cidade de Rouen, aos 19 anos de idade. Amarrada em meio às chamas e olhando para seu crucifixo, ela reafirmou em altos brados a inabalável confiança no cumprimento de sua missão: “As vozes não mentiram! As vozes não mentiram!”

Terá ela recebido nesse instante supremo alguma revelação que a tirou da angustiante perplexidade? Ter-lhe-ão “as vozes” falado uma última vez, explicando que, graças ao irresistível impulso por ela dado, em pouco tempo a França estaria livre dos invasores?

Quem saberá dizer? O certo é que em 1453, após a batalha de Castillon, os ingleses foram expulsos do Reino da França.

Em 1456, um inquérito judicial realizado por ordem do Rei teve como resultado a declaração da inocência de Santa Joana d’Arc. Beatificada por São Pio X em 1909, foi ela canonizada por Bento XV em 1920. A Santa Igreja celebra sua festa no dia 30 de maio.

Guardadas as devidas proporções, essa virgem guerreira e mártir bem poderia cantar como a Mãe de Deus:

“Minha alma glorifica o Senhor (…) porque lançou os olhos sobre a baixeza de sua serva, e eis que de hoje em diante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações. Porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo.”