Biblioteca Vaticana digitalizará mais um milhão de páginas

Ao longo dos próximos cinco anos serão digitalizados e postos à disposição na internet um milhão e meio de páginas de manuscritos e de incunábulos (obras impressas nos primeiros tempos da imprensa, até o ano de 1.500) da Biblioteca Apostólica Vaticana e das Bodleian Libraries, de Oxford — informa o Serviço de imprensa do Vaticano. Sistinehall

Segundo, o Prefeito da Biblioteca, Mons. Cesare Pasini, digitalizar esses documentos significa conservar melhor os bens culturais, “garantindo uma reprodução de alta qualidade antes de uma possível deterioração dos originais”, além da vantagem de ficarem acessíveis, na internet, “reproduções de alta qualidade”.

Dois terços dos volumes a digitalizar, um milhão de páginas, equivalentes a 2.500 livros, serão escolhidos entre os mais de 80.000 manuscritos e os 8.900 incunábulos da Biblioteca Apostólica Vaticana.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho. Ano 11. Nº. 126.  Junho de 2012. p. 41-42.

Pesquisa: Pensar na morte pode fazer bem para a saúde

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Quando a morte é boa para a vida: as trajetórias positivas da gestão do terror, é o título da análise publicada na edição de maio da reputada Personality and Social Psychology Review, na qual se chega à conclusão de que, ao invés de produzir um efeito destrutivo e perigoso, a perspectiva da morte pode ser um elemento positivo para melhorar a saúde e ajudar a pessoa a priorizar seus valores e objetivos.

Para o coordenador do estudo, Kenneth E. Vail III, da Universidade de Missouri, EUA, a consciência sobre a morte, sutil e diária, pode ser capaz de despertar atitudes e comportamentos que promovem o bem–estar. Por exemplo, o simples fato de encontrar-se perto de um cemitério é um fator que afeta uma pessoa e a motiva a ajudar os outros. A perspectiva da morte ajuda também a cuidar melhor da própria saúde: fazer exames laboratoriais preventivos do câncer, reduzir o consumo de cigarro, praticar mais atividades físicas, etc.

Encontro mundial de universidades católicas

Centro Universitário Inaciano FEIReitores de mais de 200 universidades dos cinco continentes participarão da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), a realizar-se de 23 a 27 de julho no campus do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI) em São Bernardo do Campo (SP), sob o título: O Ensino e o Aprendizado nas Universidades Católicas do Século XXI.

A FIUC, a mais antiga associação mundial de universidades católicas, está formada por cerca de 200 universidades e instituições católicas de ensino superior. Foi aprovada pelo Papa Pio XII em 1949 e reconhecida pela UNESCO em 1967 como organização não governamental associada, com estatuto consultivo.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Junho de 2012.

Cardeal Gianfranco Ravasi e Maestro Riccardo Mutti falaram sobre a fé

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O Cardeal Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, e o maestro Riccardo Muti, da Orquestra Sinfônica de Chicago, dialogam sobre a fé e a música no próximo 4 de junho às 19:30hs. O colóquio se dará na basílica de Santa Maria in Ara Coeli no Campidoglio e é promovido pelo Vicariato de Roma sob o título de “Em diálogo: fé e música”. O evento será moderado pelo diretor do Il Messaggero, Mario Orfeo.PD*26579158

Apresentado em Roma novo livro do Prof. Carriquiry

Prof_Guzman Carriquiry Lecour_Pont_Cons_America_LatinaO livro O bicentenário da independência dos países latino-americanos, de autoria do Prof. Guzmán Carriquiry Lecour, Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, foi apresentado em Roma no dia 7 de março, no Instituto Latino-Americano.
Nessa obra o Prof. Carriquiry se afasta da “recopilação de crônicas e das versões oficiais”, e faz uma profunda análise dos processos de independência desses países.
De algum modo, declarou o autor à agência Rome Reports, a obra vai “além dos limites das historiografias oficiais e destaca como a América Latina se defronta hoje com muitas questões e desafios que a independência deixou sem solução. Por outro lado, é sublinhado nela o papel fundamental que teve a Igreja desde a gestação de nossos povos até hoje”.
O Prof. Guzmán Carriquiry foi nomeado Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina em maio do ano passado, tornando-se o primeiro leigo a ocupar um posto desta importância na Cúria Romana. Anteriormente tinha exercido por 25 anos o cargo de Subsecretário do Pontifício Conselho para os Leigos.

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, maio de 2012.

Arautos Doutores pelo Salesianum

Entre os meses de janeiro e fevereiro, três membros dos Arautos do Evangelho defenderam suas teses em Filosofia na Universidade Pontifícia Salesiana de Roma (Salesianum), alcançando o Doutorado Canônico nessa disciplina.No dia da Festa da Conversão de São Paulo, 25 de janeiro, o brasileiro Dartagnan Alves de Oliveira Souza (foto 2) apresentou a tese intintulada “O  pulchrum e a quarta via de Tomás de Aquino”, cujo orientador foi o decano da Faculdade de Filosofia desta universidade, Padre Mauro Mantovani, SDB. Em 2 de fevereiro, foi a vez do Pe. Roberto José Merizalde Escallón, EP, colombiano, que discorreu sobre “O ‘amor de holocausto’ no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira” (fotos 1 e 3). E em 21 de fevereiro, o arauto argentino Carlos Insaurralde (foto 4) expôs seu trabalho sobre “Confrontação entre São Boaventura e São Tomás de Aquino na sua visão sobre o pulchrum no do Livro das Sentenças de Pedro Lombardo”. A banca examinadora foi presidida pelo reitor da universidade, Padre Carlo Nanni, SDB.

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Revitalizando o Cântico Gregoriano

O gregoriano nasceu na aurora da Idade Média com a compilação de alguns hinos usados pela cristandade primitiva por ordem do Papa São Gregório Magno (590-604). Essa coletânea de cânticos eclesiásticos passou para a História com o nome de canto “gregoriano” em homenagem ao virtuoso Pontífice. Liber_Cantualis

Passados tantos séculos do seu surgimento, o Concílio Vaticano II definiu o gregoriano “como o canto próprio da liturgia romana”, destinado na ação litúrgica ao “primeiro lugar” (Sacrosanctum Concilium, 116). Em razão disso os padres conciliares procuraram estimular os fieis a “cultivar com sumo cuidado o tesouro da música sacra” recomendando de maneira ingente a formação de schola cantorum “nos Seminários, noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos, bem como em outros institutos e escolas católicas” (Idem, 114-115).

Anos mais tarde, o Papa João Paulo II reafirmou essa primazia do gregoriano: “no tocante às composições musicais litúrgicas, faço minha a ‘regra geral’ formulada por São Pio X nestes termos: ‘Uma composição religiosa é tanto mais sagrada e litúrgica quanto mais se aproxima — no andamento, na inspiração e no sabor — da melodia gregoriana; e é tanto menos digna do templo quanto mais se distancia desse modelo supremo” (Quirógrafo de João Paulo II sobre a Música Litúrgica, 12).

Testemunha do relevante papel que a música sacra tem na vida espiritual dos católicos desde os primeiros tempos do cristianismo, Santo Agostinho em uma de suas mais célebres obras, as Confissões, afirmou que o contato com as piedosas melodias litúrgicas das cerimônias presididas por Santo Ambrósio, o ajudaram a encontrar o caminho da Verdade: “Quanto chorei ouvindo vossos hinos, vossos cânticos, os acentos suaves que ecoavam em vossa Igreja! Que emoção me causavam! Fluíam em meu ouvido, destilando a verdade em meu coração. Um grande impulso de piedade me elevava, as lágrimas corriam-me pela face, e me sentia plenamente feliz” (Confessionum, 9, 6: PL 769,14.).

Movidos pela admiração para com o cântico oficial da liturgia católica os Arautos do Evangelho procuram divulgar em nosso imenso Brasil este inestimável tesouro litúrgico, publicando esta obra que reúne Os mais belos cânticos gregorianos. Que essas melodias ressoem nos templos sagrados do nosso país para o bem espiritual dos fieis e a glorificação de Jesus Eucarístico, conforme as recentes orientações litúrgicas dadas pelo Papa Bento XVI: “Na arte da celebração, ocupa lugar de destaque o canto litúrgico. […] Enquanto elemento litúrgico, o canto deve integrar-se na forma própria da celebração; consequentemente, tudo – no texto, na melodia, na execução – deve corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos. Enfim, embora tendo em conta as distintas orientações e as diferentes e amplamente louváveis tradições, desejo – como foi pedido pelos padres sinodais – que se valorize adequadamente o canto gregoriano, como canto próprio da liturgia romana” (Sacramentum Caritatis, 42).

O livro contem 282 páginas e é publicado em São Paulo pela Editora Lumen Sapientiae.

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Os hábitos de leitura dos brasileiros: à busca de uma solução

bookEm recente pesquisa promovida pelo Instituto Pró-Livro, coordenada pelo Observatório do Livro e da Leitura e executada pelo Ibope, concluiu-se que 55% da população brasileira leu um livro nos últimos três meses e 35% dos brasileiros afirmam gostar de ler nos tempos livres. Esse seria o honroso conjunto de brasileiros que é considerado pelos pesquisadores como “leitores”. Nessa augusta e nobre categoria , a pesquisa constatou que:

1)     79% tem formação superior

2)     55% são mulheres

3)     52% afirmam estar lendo revistas

4)     20% lêem textos na internet

5)     63% lêem por prazer, gosto ou necessidade espontânea e afirmam que o tema é o fato que mais influencia a escolha de um livro.

6)     84% dos leitores preferem fazê-lo em lugares silenciosos; 86% prefere ler em casa.

7)     17% afirma ler em outros idiomas (9% em inglês, 5%, Espanhol, 1%, francês e 1%, italiano); 40% dos que tem curso superior afirmam ler em outros idiomas (23% inglês, 13% espanhol e 4% em francês)

8)     57% dos compradores de livros completaram o ensino médio ou o ensino superior

9)     47% dos compradores de livros são da classe C (ganham entre R$1.750 e R$7.500 reais por mês)

10)  45% dos leitores assíduos lêem a Bíblia, que é segundo a pesquisa, o livro mais importante para o brasileiro.

Metodologia da pesquisa

A Pesquisa quantitativa de opinião foi realizada com a aplicação de um questionário (com 60 itens) estruturado por meio de entrevistas presenciais (com duração média de 60 minutos), realizadas nos domicílios. A amostra definida representa todo o universo da população brasileira com cinco anos de idade ou mais. Assim, todo o território nacional foi coberto com 5.012 entrevistas domiciliares em todas as Unidades da Federação (25% delas foram fiscalizadas). Foi definido, inicialmente, um número de entrevistas proporcional ao tamanho de cada unidade federativa, tendo como parâmetro uma unidade municipal/setorial de 14 entrevistas por ponto. O período de campo da pesquisa foi entre 29/11 a 14/12/2007. A margem de erro máxima estimada é de 1,4%, com um intervalo de confiança de 95% (ou seja, se a mesma pesquisa for realizada 100 vezes, em 95 delas terá resultados semelhantes). Projeta-se que a população estudada foi de 172.731.959 de brasileiros.

À busca de uma solução…

O perfil do leitor brasileiro exige um comentário. O que dizer que não seja banal ou lugar comum entre os autores? Que se deve insistir na importância do hábito da leitura desde os primeiros anos da vida escolar? É óbvio. Que incentivos fiscais à indústria e ao comércio editorial no Brasil reduziriam os custos da impressão e facilitariam o acesso ao livro por parte da população? É opinião comum dos comentaristas. Que os pais deveriam educar seus filhos no gosto da leitura? Nada de mais inequívoco para os progenitores que desejam ver seus filhos desenvolverem-se humanamente. Então, o que dizer?

Órgãos governamentais e não governamentais vêm trabalhando com mérito e afinco para sanar o gargalo educacional no país. Religiosos do Brasil inteiro têm agido no âmbito social enquanto evangelizam as comunidades carentes dos subúrbios e dos sertões brasileiros.

Entretanto, de modo geral, parece-me que algumas características essenciais do povo brasileiro são totalmente esquecidas quando se procura elevá-lo do analfabetismo ou do semi-analfabetismo a um nível educacional condizente com sua privilegiada inteligência.

Que características são essas? É inegável sermos um dos povos mais inteligentes da terra. Tanto na ordem intelectual, pelo modo de ser intuitivo, quanto na ordem prática (que costumamos chamar de jeitinho), a agilidade brasileira já é proverbial aquém e além de nossos extensos limites territoriais. Ora, por causa dessa intuição, um assunto – e também um livro – só atrai a atenção do brasileiro, quando ele percebe que o tema tem correlações ou reversibilidades com suas curiosidades pessoais, assim como com sua vida prática. O objeto visado tem de estar relacionado com assuntos de que ele “goste” de pensar. Assim, parece-me ser evidente que não adianta aplicar moldes estrangeiros na indústria editorial brasileira. Seria mais ou menos como se tentassem vestir nossos compatriotas de esquimó ou de beduíno do deserto…

Por outro lado convém lembrar que por causa de uma sede comum a todos os povos, mas por mistérios da História e desígnios de Deus é mais acentuada em nossos patrícios, o homem não procura “conhecer pelo simples conhecimento”; ele procura admirar, e após ter-se embebido de admiração, ele procura conhecer o que ele admirou. Assim, o gargalo educacional do país só será efetivamente resolvido com a apresentação de “modelos de cultura”. Para se ter uma ideia dessa necessidade acentuada, sobretudo na infância e na juventude, um grupo de esportistas escoceses, durante o intervalo dos jogos foi televisionado lendo livros didáticos para crianças, a fim de estimular o público pueril e correlacionar o prestígio do esporte com a assiduidade na leitura. Através desse modo, os meninos e jovens escoceses passavam a ler com mais frequência. Ainda não se viu uma iniciativa desse gênero entre os esportistas brasileiros…

Por outro lado, no Brasil, louva-se, e com razão, a habilidade dos pés, a beleza passageira das faces e o desenvolvimento eletrônico, mas o pensamento, algo eminentemente superior, é relegado para o segundo plano da admiração. Os dramas de nossos filmes e novelas falam de crimes, paixões desenfreadas, ciúmes sem fim, mas não proporcionam arquétipos para estimular na juventude homens e mulheres de pensamento e virtude; portanto, não se usa o poder da mídia para estimular a leitura.

O leitor já viu algum enredo das nossas telenovelas que estimulasse as atividades intelectuais? Ou a história cativante de alguém que, apesar de ter nascido em ambientes paupérrimos, com todas as condições adversas para progredir na vida intelectual, vencesse tais dificuldades, por causa da força de vontade e do amor à cultura? A vida real está cheia dessas biografias, mas o silêncio a respeito é patente. Até hoje não vi um enredo assim; se alguém viu, peço que me informe, porque ficaria encantado que  houvesse.

Há ainda outro ponto para reflexão: alguns dos livros indicados à leitura no período do Ensino Médio parecem ser tão tediosos, que embora sendo assinados por grandes nomes, não atraem a atenção do brasileiro. Por que não indicar histórias de aventuras para atrair os meninos e não somente romances que fazem as delícias das meninas? Por que não se estimula os neo-leitores a que se deliciem com as aventuras escritas por Júlio Verne e outros autores do mesmo gênero?

Ainda sobre o despertar do desejo da leitura: se nosso povo demonstra tanto interesse pela literatura religiosa, por que não se procura através dessa aptidão genuína, sadia e invencível, estimular os leitores a progredir também em sua cultura? Por que não apelar para o interesse majoritário da população brasileira pelos temas religiosos?

Bem sei que alguém pode mencionar a laicidade de nossa sociedade como argumento contrário ao estimulo da literatura religiosa. Mas, se há um inegável benefício e uma admirável literatura em certos textos como, por exemplo, de um Santo Agostinho ou de um São Bernardo, dos Padres Anchieta, Vieira e Bernardes, ou ainda de outro autor religioso clássico, por que não utilizar tais textos para estimular os leitores brasileiros? O uso de tais clássicos – sobretudo se diagramados de modo atraente – não atrairia o olhar religioso de nossos patrícios mais do que romances cujo enredo por vezes mais parecem um plágio no qual se toma o cuidado de trocar o cenário e o nome dos personagens?

E como nosso povo é sumamente religioso, o cristianismo, e especialmente a Igreja Católica no Brasil, que ocupa ainda hoje no panorama religioso nacional uma preeminente influência, não poderia estimular a pastoral da leitura (religiosa de preferência) como já se fez meritoriamente com tantos outros assuntos? A  longo prazo, os frutos dessa “pastoral da leitura religiosa” não seriam mais eficientes do que certas formas imediatistas de auxílio social?

São perguntas que surgem a um espírito em busca de soluções factíveis e eficientes. Que acha leitor?

Autor: Marcos Eduardo Melo dos Santos

Revisão: G. de Ridder/ J. Andrade

As novas tecnologias: unem as pessoas ou não?

A grande facilidade com que os usuários do Facebook podem agregar “amigos” a seu perfil, a simplicidade com que as pessoas podem conversar através dos diversos chats com outros “amigos” ou “seguidores”, muitas vezes espalhados pelo mundo inteiro, e outras realidades, pareceriam inclinar pelo “sim” à pergunta de se as novas tecnologias facilitam as relações humanas.

Entretanto, um olhar crítico sobre essas amizades cibernéticas, realizada por uma psicóloga, professora do Instituto Técnológico de Massachussets – MIT, nos indica o espaço examinador de todos estes intercâmbios.

No inteligente editorial publicado na edição digital do New York Times de 21 de abril, Sherry Turkle invoca sua experiência na matéria para opinar: “Nos últimos 15 anos, tenho estudado tecnologias de conexão móvel e conversei com centenas de pessoas de todas as idades e circunstâncias sobre as suas vidas “conectadas”. Eu aprendi que os pequenos dispositivos que carregamos são tão poderosos que podem mudar não só o que fazemos, mas também quem somos”, disse.

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O que que foi dito parece uma banalidade, pois, tudo o que o homem faz, de alguma maneira, o transforma. Entretanto, não é banal de maneira nenhuma a profundidade dessas mudanças, particularmente no que se refere ao relacionamento com nossos semelhantes.

“Nós nos acostumamos a uma nova forma de estar “a sós”.
Tecnologicamente habilitados, somos capazes de estar um com o outro, e também em outros lugares, conectados onde queremos estar. Queremos personalizar nossas vidas. Queremos entrar e sair de onde estamos porque a coisa que mais valorizamos é o controle sobre onde focamos nossa atenção.
Nós nos acostumamos com a ideia de estar em uma tribo de um, fiel ao nosso próprio partido”: Uma dissertação muito interessante.

A tecnologia nos permite então, com maior ou menor facilidade, pensar e dedicar preferentemente nossos sentidos à aquilo que nos interessa ou nos agrada.
De fato, não cremos ser os únicos que experimentaram a tentação (e talvez caído nela) de perguntarmo-nos e olhar o que nos chegou no e-mail enquanto estamos em uma reunião de trabalho, social ou familiar, ou até inclusive enquanto escutamos algum sermão dominical não muito ameno.
Mas isto que os antigos poderiam qualificar como falta de educação -não dedicar os 5 sentidos ao interlocutor, ou ao expositor- é qualificado por muito de nossos jovens nativos digitais como uma “skill” a ser conquistada. Assim constatou nossa psicóloga:

“Meus estudantes me falam sobre uma nova e importante habilidade: trata-se de manter contato visual com alguém enquanto escreve uma mensagem, é difícil, mas pode ser feito”, lhe dizem os alunos a Sherry.
Pessoalmente o autor destas linhas teve essa experiência em mais de um jantar ou encontro, e posso dizer com toda a certeza que meu interlocutor ainda não havia adquirido a destreza suficiente para que eu não me sentisse desprezado. Mas enfim, devem ser minhas características de não nativo digital, mas de migrante digital, que ainda me encarceram nesses sentimentos.

Uma das mais finas, e interessantes observações que faz a professora do MIT é a da qualidade da “doação pessoal” e de outras características específicas que se patenteiam nas conversas digitais. Vejamos:

“No silêncio da conexão, as pessoas são consoladas por estar em contato com um monte de gente – cuidadosamente mantidos à distância. Nós não podemos ter o suficiente do outro se temos a capacidade de usar a tecnologia para manter o outro a distâncias que podemos controlar: não muito perto, não muito longe, apenas na distância correta (…) Em mensagens de texto, e-mails e postagens apresentamos o que queremos ser. Isto significa que podemos editar. E se quisermos, podemos excluir. Ou retocar: a voz, a carne, o rosto, o corpo. Não muito, não pouco”.

Esse contato não pleno que ocorre no ciberespaço, é introduzido de maneira sugestica por Turkle com a expressão o ‘silêncio da conexão’. Quer dizer, poderemos ‘falar’ muito por chat ou comunicar-nos até a saciedade por e-mail, mas sempre haverão elementos que não se transmitem e sobre os quais se faz silêncio. Não se transmitem porque os retocamos ou silenciamos, ou simplesmente porque as próprias limitações do canal o impedem. Mas além disso, um uso abusivo ou exclusivo deste tipo de comunicação pode atrofiar as capacidades que temos de dar-nos por completo aos demais na conversa ou no contato pessoal, e esse risco o correm particularmente os jovens.

“Um menino de 16 anos, que se baseia em mensagens de texto para quase tudo, disse, quase melancólico, ‘Algum dia, algum dia, mas certamente não agora, eu gostaria de aprender a ter uma conversa'”, relata Turkle.

“No trabalho de hoje, os jovens que cresceram temendo conversar aparecem usando fones de ouvido. Caminhando através de uma biblioteca da faculdade ou de um campus de alta tecnologia se vê a mesma coisa: estamos juntos, mas cada um de nós está em sua própria bolha, furiosamente conectado a teclados e telas sensíveis a toque minúsculos”, continua.

“Jovens que crescem temendo conversar”. Outra espressão muito bem encontrada, Encerrados em seus tanques cibernéticos, não são poucos os que terminam não conhecendo bem seus vizinhos mais próximos, seja no escritório ou na escola, pois uma mistura de temor e “falta de tempo” os inibe a abrir sua alma ou a peregrinar em almas alheias. Isso em moral cristã tem um nome talvez um pouco forte para aplicar a esta realidade mas que consideramos que não deixa de ser adequado e se chama egoísmo: sou eu, com meus desejos, com minha música e meus vídeos, com os amigos que eu quero frequentar, e na medida e intensidade que eu queira, mostrando só o que eu quero e quando quero.

Entretanto, e foi bem destacado na metafísica cristã recente, o ser humano é um ser ‘donal’, não só um ser ‘em relação’, mas uma criatura que está chamada por natureza a “dar-se”. O risco do egoísmo cibernético é que tem conexos com os deleitáveis e venenosos prazeres do egoísmo. Mas o egoísmo, qualquer que seja, inclusive se se disfarça de iphones, ipads, ou smartphones, cedo ou tarde, termina enfastiando, termina tornando amarga a existência.
E a solução segue sendo hoje como sempre, o dar-se, o entregar-se, o abrir-se, a imitação dAquele que há 2.000 anos na Palestina disse que não há quem demonstre mais amor que o que dá a vida por seus amigos.

Por Saúl Castiblanco

Traduzido por:
Emílio Portugal Coutinho

Pontifícia Academia das Ciências Sociais: “A demanda global de ‘Tranquillitas Ordinis’

Entre os dias 27 de abril e 1º de maio, será realizada a XVIII Assembleia Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, tendo como tema central dessa sessão, “A demanda global de ‘Tranquillitas Ordinis'”.view

A Pontifícia Academia das Ciências Sociais foi criada para promover o estudo e o progresso das ciências sociais. Através de seu trabalho, oferece à Igreja elementos para o desenvolvimento da doutrina social e estuda os efeitos de sua aplicação na sociedade contemporânea.

A instituição foi fundada pelo Papa João Paulo II, no dia 1º de janeiro de 1994. Fundamentalmente ela tem estudado mais a miúdo três temas: trabalho e desenvolvimento; democracia, e a dimensão social da globalização.

A sede da Academia encontra-se na Casina de Pio IV, localizada bem no coração dos Jardins Vaticanos.
A atual Presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais é a professora de Direito na Faculdade de Jurisprudência da Universidade de Harvard, Mary Ann Glendon, nomeada em 19 de janeiro de 1994 por João Paulo II, tendo sido a primeira mulher a assumir a presidência de uma Academia Pontifícia. (JSG)

Mais dois sacerdotes arautos mestres em Teologia Dogmática

Dois novos mestres em Teologia Dogmática

Quanto mais se conhecem as maravilhas da doutrina católica, melhores condições se tem de crescer no amor à Santa  Igreja e realizar um apostolado mais eficaz. Nesse intuito, dois sacerdotes pertencentes aos Arautos do Evangelho  defenderam em dezembro suas teses de mestrado em Teologia Dogmática na Faculdade de Teologia Civil e Pontifícia de  Lima, com vistas à obtenção da Licenciatura Canônica nessa disciplina.

O primeiro em apresentar seu trabalho foi o Pe. Juan Carlos Casté, EP (foto à esquerda), que dissertou sobre o tema:  “Aproximación teológica a la obra magna de San Luis María Grignion de Montfort: el Tratado de la Verdadera Devoción a la  Santísima Virgen”. A banca estava presidida por Mons. Pedro Hidalgo, Reitor da Faculdade, acompanhado do Pe. Carlos  Rossell de Almeida, Diretor de Estudos Teológicos dessa Faculdade e Reitor do Seminário Arquidiocesano (nas fotos, à  direita), e do Pe. Joaquín Díez, professor da mesma Faculdade (à esquerda).

Dois novos mestres em Teologia Dogmática

Dias mais tarde, a mesma banca examinadora analisou a tese defendida pelo Pe. Álvaro Mejía Londoño, EP (no extremo  esquerdo da foto à direita), sob o título: “El Inmaculado Corazón de María – Estudio teológico”.

Ambos os estudos foram considerados um valioso aprofundamento no conhecimento acadêmico do universo marial.

Descoberto papiro de um evangelho escrito no ano 200

O fragmento de um provável evangelho apócrifo, até agora desconhecido, foi descoberto na Inglaterra pelo Pe. Juan Chapa, decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, Espanha. Pertencente à coleção de papiros de Oxirrinco (Egito), conservados na Universidade de Oxford, o documento mede apenas sete centímetros de largura por sete de comprimento.today's postEstá escrito em ambos os lados e contém os restos de 22 linhas. Numa das faces, descreve um exorcismo realizado por Jesus que não encontra paralelo exato nos quatro Evangelhos canônicos; na outra, registra umas palavras de Jesus a seus discípulos, as quais são “uma chamada ao seguimento radical, com uma alusão a Jerusalém e ao Reino”, explicou o Prof. Chapa.
O pesquisador confia que o documento, escrito por volta do ano 200, possa oferecer “novas luzes para conhecer melhor o Cristianismo dos primeiros séculos, o que liam e pensavam os primeiros cristãos do Egito, bem como sobre a formação dos Evangelhos”.

(Revista Arautos do Evangelho . A. 11. N. 124. Abril de 2012. p. 43).

Colégios mistos, um problema ou uma solução? Uma ponderação para se refletir

Institut_Catholique_de_Paris_logoSegundo o estudo Gérer intelligemment la mixité, publicado recentemente por Jean-Louis Auduc, do Instituto Católico de Paris há uma desigualdade significante do desenvolvimento intelectual em nível primário entre meninos e meninas franceses. O aproveitamento escolar dos meninos é significativamente inferior ao das meninas. Não sem razão, o autor publicou em 2009 com Cécile Riviere o livro intitulado Sauvons les garçons! (Salvemos os meninos!).

Para Auduc, que foi Diretor do Instituto Universitário de Formação de Professores da Universidade Paris Oriental Créteil, “o insucesso masculino precoce é hoje uma realidade que ninguém pode ignorar, mesmo se não é considerada de ‘bom tom’ ao ser evocada”.

No estudo, Jean-Louis apresenta algumas recentes pesquisas realizadas nos colégios franceses. Uma nota oficial do Ministério de Educação Nacional da França (Direction de l’Evaluation, Prospective et de la Performance, DEPP) de novembro 2011 consagrada à análise da compreensão da escrita no final dos anos equivalentes ao ensino médio no Brasil, referente a dados colhidos entre 2003 e 2009, concluiu que “as meninas obtêm resultados superiores aos meninos, tanto em 2003 quanto em 2009. As diferenças são significativas e evidentes, segundo numerosos estudos com foco na proficiência da língua francesa”.[1]

Do ponto de vista disciplinar, também os meninos franceses perdem para as meninas. Uma pesquisa sobre as sanções dadas nos colégios, levada a cabo por Sylvie Ayralna na obra La Fabrique des Garçons[2] (Fábrica de meninos) demonstra que mais de 80% das sanções na escola são feitas aos meninos. Na pesquisa realizada em treze colégios enquadrados em características sócio-escolares distintas, os meninos representaram de 74% a 89% dos alunos punidos e de 85,2% a 100% dos alunos sancionados por violência física. O que leva a estudiosa a concluir que “para os garotos a sanção é um verdadeiro rito de passagem que permite a construção da identidade, afirmar com força sua varonilidade, e fixar os estereótipos da masculinidade, de demonstrar que eles ousam desafiar a autoridade”.

Segundo Jean-Louis, o “universo escolar se apresenta como um lugar de confrontação entre os sexos e de ativação dos estereótipos do gênero (representação de si mesmo como homem ou como mulher) mais do que de co-educação dos sexos segundo a tese defendida pelos colégios mistos. Meninos e meninas partilham na classe dois espaços distintos, não comem juntos, não frequentam os mesmos lugares na quadra, mesmo que isso não impeça as amizades, nem os debiques, nem os namoros que se desenrolam sob o fundo de uma ‘guerra dos sexos’[…] Destinando aos meninos as infrações e punições, a instituição escolar estigmatiza esses últimos e os consagra coletivamente em sua ‘ varonilidade’. Ela reforça a desigualdade entre os sexos naqueles que se inscrevem no vácuo da ‘invisibilidade das meninas’”.[3] Assim, segundo os estudiosos, os meninos são sete vezes mais punidos que as meninas.

Uma estatística realizada no ano letivo 2011-2012 no colégio rural Marcel Doret du Vernet (Haute-Garonne) realizada com 733 alunos,dos quais 54% eram meninos e 46% meninas, prova que apesar da desvantagem numérica, elas são majoritárias no desejo de continuar os estudos e obter bacharelado científico. 75% das meninas passam para o 2º ciclo Geral e Tecnológico (2GT) contra somente 54% dos meninos. 30% dos meninos optam por um bacharelado profissional industrial contra 2,6% das meninas. Assim, conclui Jean-Louis, “os meninos permanecem obstinadamente na ação, na demonstração de força, e as meninas se voltam umas às outras, altruístas ou artistas”. No tocante à frequência às bibliotecas (CDI) pesquisas mostram que as meninas leem e emprestam mais romances que os meninos…

Na opinião de Jean-Louis, no atual sistema educacional misto aplicado na França e em muitos países do mundo, tanto as meninas quanto os meninos saem prejudicados. As meninas estão sujeitas a retardar seu desenvolvimento em relação aos meninos, não aproveitam toda a capacidade de que dispõe na primeira juventude e ao chegar à idade madura, ficam no dilema entre prosseguir a realização profissional, o que poderiam ter realizado antes, ou serem mães. Postas entre essas duas opções, as mulheres ficam colocadas diante de duas atitudes irreconciliáveis: a maternidade e a carreira.

Na prática, a Inglaterra, onde a lei sobre colégios mistos e separados é mais tolerante, as meninas que frequentam colégios exclusivamente femininos concentram-se mais nos estudos e tiram melhores notas do que as alunas de colégios mistos. Esta é a conclusão de um estudo que analisou mais de 700 mil alunas britânicas do ensino médio, segundo notícia divulgada pelo jornal espanhol El País.[4]

Concretamente, mais de 71 mil alunas que fizeram o ensino médio em colégios femininos obtiveram resultados melhores do que no ensino fundamental, feito em colégios mistos. Aconteceu o contrário com as cerca de 130 mil que passaram de colégios femininos para mistos. “É muito interessante ver como as meninas progridem mais neste tipo de escolas. É inegável a evidência de que o fato de estarem sem a companhia dos meninos faz com que elas se concentrem mais em seus estudos” — declarou Alice Sullivan, do Instituto de Educação da Universidade de Londres.

Para os meninos, explica Jean-Louis Auduc, o sistema misto de ensino acarreta desânimo no aprendizado porque para as crianças, a estudiosidade, a aplicação nas tarefas de casa, são características femininas. Isso redunda na consequente e significante redução de aproveitamento e desejo de cursar etapas mais altas do mundo acadêmico; além disso, entre os garotos, ocorre falta de disciplina, porque por instinto natural querem demonstrar sua masculinidade numa sociedade extremamente feminina. Para provar sua tese, Jean-Louis apresenta os seguintes dados relativos à sociedade francesa: “nossa sociedade deve se interrogar sobre o fato de que hoje, entre 2 e 18 anos, os jovens não encontram senão mulheres trabalhando com eles: professores (80,3% são mulheres no ensino fundamental; 57,2% são mulheres no médio, assim como nos cursos técnico e cursos preparatórios ao vestibular), diretores de estabelecimento, assistentes sociais, enfermeiras, advogados, juízes, clínicos gerais, empregados de prefeitura; faça-se justiça, todos esses trabalhos são exercidos esmagadoramente por mulheres”. Para Auduc, “nas profissões que interferem junto à infância e à adolescência, como mais comuns no cotidiano da população [francesa], os meninos passam uma vintena de anos massivamente afeminados”. Assim, os meninos não encontram modelos que possa lhes inspirar um desenvolvimento ordenado de sua personalidade masculina e de seu aprimoramento intelectual, redundando em violência ou mediocridade.

Diante dessa desigualdade entre os gêneros e o baixo aproveitamento dos meninos no atual padrão educacional misto, Jean-Louis conclui: “As desigualdades no ambiente escolar aparecem em a boa parte ligadas a uma pedagogia inadaptada, que desfavorece massivamente os meninos e particularmente aqueles dos meios desfavorecidos, onde as famílias não podem compensar as lacunas da escola. O padrão francês de ensino destinado paralelamente aos dois gêneros não toma em consideração suas peculiaridades, seus ritmos, aparecendo como responsável da falência escolar precoce [entre os meninos] e do desejo da maternidade [entre as meninas]”.

“A criação de espaços não-mistos no seio das escolas e das classes mistas parece se impor como uma solução de futuro. Isso significa que ao longo de todo o curso escolar, dever-se-ia prever grupos de aprendizagem não-mistos, que deveriam ser bem identificados. […] Eles devem permitir uma melhor adaptação do ensino e da metodologia de diversas disciplinas, às necessidades dos alunos. […]

“Isso evitaria uma escola dominada pelas meninas e um mundo de trabalho dominado por homens e seus códigos, com mulheres divididas entre seu desejo de maternidade e realização social”.

Embora os estudos sejam convincentes, o autor lamenta a falta de resoluções concretas do Ministério da Educação francês, e protesta contra essa incoerência: “Sabemos claramente a situação e a importância da diferença entre os gêneros, mas o ‘politicamente correto’ nos impede de tomar decisões que se impõe nesse domínio”. Em razão dessa relevante diferença entre os gêneros, Jean-Louis se pergunta: “Por que essa super – predominância das sanções masculinas não chama a atenção das equipes educativas, apesar do Ministério da Educação Nacional reafirmar a cada ano letivo o princípio da igualdade entre os sexos, e que os efeitos negativos das punições dadas de maneira excessiva sejam patentes depois de tanto tempo?”

Quanto a nós, cabe-nos perguntar: Até que ponto a realidade brasileira é semelhante à francesa? O sistema misto de ensino não acabaria provocando um mal maior para as crianças brasileiras, e mais especialmente, para os meninos? Por que o princípio de igualdade entre os gêneros não se aplica aos meninos prejudicados pelo sistema misto educacional vigente em muitos países, entre os quais o nosso querido Brasil?

Essas são perguntas de índole técnica, para as quais ainda não tivemos convincente explicação.

Autor: Marcos Eduardo Melo dos Santos

Redação: I. Almeida/G. de Ridder


[1] Note d’information 11-16 « la compréhension de l’écrit en fin d’école. Evolution de

2003 à 2009 » Note de la DEPP. Ministère de l’Education Nationale. Novembre 2011.

[2] Sylvie AYRAL La fabrique des garçons. PUF 2011

[3]Sylvie AYRAL « Sanctions et genre au collège » Socio-logos, Revue de

l’Association française de Sociologie, 5/2010. http://socio-logos.revues.org/2486 .

[4]www.elpais.com em 18/3/2009

Pensar em Deus reduz a ansiedade

Quem faz meditação espiritual tem mais facilidade para diminuir a ansiedade e para suportar a dor. Esse é o resultado de um estudo efetuado por cientistas da Bowling Green State University de Ohio (EUA).

Os especialistas chegaram a essa conclusão depois de fazer uma experiência com estudantes voluntários que foram reunidos em três grupos de meditação.

No primeiro grupo, os participantes deviam se concentrar e repetir frases como estas: “Deus é amor”, “Deus é paz”, etc. Para o segundo grupo foram escolhidos pensamentos do gênero “Sou feliz” e “Estou contente”. Quanto ao terceiro grupo, os voluntários tinham simplesmente que procurar relaxar-se. hands

Todos os participantes da experiência praticaram esses exercícios vinte minutos por dia, durante duas semanas, enquanto os pesquisadores usavam técnicas psicológicas para avaliar o estado de ânimo de cada um deles.

Além disso, os pesquisadores testaram a resistência dos participantes à dor, medindo por quanto tempo eles conseguiam manter as mãos em um recipiente com água a dois graus centígrados.

Os voluntários do primeiro grupo revelaram menor nível de ansiedade e foram capazes de suportar a água gelada durante um tempo duas vezes mais longo que os do segundo e do terceiro.

“É possível que exista algo único e inerente à prática da meditação espiritual que não pode ser obtido por meio da meditação ‘secular’ ou do simples relaxamento” — comentou a diretora da experiência, Profa. Amy Wachholtz. (O Estado de S. Paulo)

Leitura espiritual ajuda no combate à depressão

depressionA tese de mestrado, Religiosidade, Crenças e Atitudes em Idosos Deprimidos: Em um Serviço de Saúde Mental de São Paulo, Brasil, apresentada à Universidade Estadual de Campinas, por Cláudia Drucker sob a orientação de Dr. Paulo Dalgalarrondo, chegou à conclusão de que os pacientes idosos religiosos que fazem leitura espiritual têm maior facilidade na recuperação da depressão.

Metodologia

O estudo foi feito com 44 pacientes com idade superior ou igual a 60 anos, com diagnóstico de depressão, episódios leve, moderado, grave e recorrente de acordo com os critérios diagnósticos do CID-10, que realizaram avaliação e tratamento multidisciplinar na Unidade de Idosos (UNID) do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Santa Casa de São Paulo.

Através de uma ficha contendo os dados sócio-demográficos com o auxílio de uma Escala de Depressão Geriátrica (GDS). O estudo também se serviu de um Questionário de Crenças sobre Comportamentos Depressivos e Antidepressivos, e por fim, uma Escala de Frequência de Práticas Religiosas e a Escala de Religiosidade Intrínseca / Extrínseca. Os dados coletados foram analisados por meio de procedimentos estatísticos descritivos.

Resultados

Conforme o estudo, além de outras conclusões, “Verificou-se uma maior leitura religiosa entre pacientes não deprimidos e uma tendência na mudança ou aumento da religiosidade nos pacientes deprimidos. A oração foi a prática religiosa mais intensa entre os deprimidos e não deprimidos, percebendo-se uma correlação entre as representações dos motivos para oração e depressão”. Segundo Drucker verificou-se “A leitura religiosa é um traçador de uma melhor condição mental nos idosos”.

Ordenação sacerdotal: sob a benção de São José e Bento XVI

Foi com a leitura de uma paternal mensagem e a benção apostólica do Papa Bento XVI que Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo Diocesano de Lorena, deu início à cerimônia de ordenação sacerdotal de 14 membros dos Arautos do Evangelho. IMG_8877

A cerimônia teve lugar na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, anexa ao Seminário dessa instituição, no dia 19 de março, Solenidade de São José, e esteve marcada, como bem ressaltou dom Beni, por um clima de “intensa alegria”, tal como inspirava a festa litúrgica do Patriarca da Sagrada Família.

IMG_8889Os sacerdotes ordenados procedem de quatro países: Argentina, Brasil, Colômbia e Espanha. Apesar da variedade das nacionalidades um só e mesmo espírito os anima: servir à Igreja na pessoa do Santo Padre na plena fidelidade ao próprio carisma. Os novos sacerdotes terão por encargo o atendimento espiritual dos Arautos do Evangelho e o acompanhamento do trabalho evangelizador realizado pelos missionários dessa Associação de Direito Pontifício. Os neossacerdotes foram incardinados na Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, da qual Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, é Superior Geral.

Mais de sessenta sacerdotes concelebraram a Eucaristia, manifestando os sentimentos de alegria despertados pelas novas ordenações. Júbilo e benquerença que se fizeram notar também de parte dos fiéis nos cumprimentos e no abraço da paz aos neossacerdotes.

Estudo aponta a religião como fator de minimização da criminalidade

Segundo estudo Religião e criminalidade no Brasil: primeiras evidências sob enfoque econômico, apresentados por Susanne Rodrigues Murta, Ari Francisco de Araujo Jr. e Cláudio D. Shikida, ao Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) de Minas Gerais, os católicos brasileiros tem menos tendência à criminalidade do que os indivíduos sem religião. crime II

Entre os criminosos que confessam uma religião verifica-se que “os indivíduos que são religiosos apresentam menor tendência de praticar crime com uso de violência”.  Conforme os estudiosos, “há evidências de que a religião é um complemento às políticas públicas que visam a minimização da ocorrência de crimes no Brasil, especificamente, crimes violentos como o homicídio”.

No tocante às denominações religiosas, o estudo apresenta a análise de M. Neri, Economia das Religiões, publicado no Rio de Janeiro em 2007, que, de forma bem sucedida, criou um mapeamento da evolução das crenças religiosas até o Censo de 2000 no Brasil. O autor descreve a proporção de pessoas que confessam cada religião nos presídios brasileiros. A presença dos “sem religião” é de 16,19%, mais do que o dobro da proporção encontrada no total da população; a presença dos pentecostais é praticamente a mesma em relação à população, por volta de 10,5%.  Os católicos têm menor representatividade entre os presidiários, a proporção é de 51,93% e na população é de 73,89%.

Universitários chineses perante o Cristianismo

Segundo uma pesquisa realizada entre 629.561 estudantes universitários de 55 institutos de ensino superior de Pequim, 3,9% deles se declaram cristãos e 17,6% dizem estar interessados no Cristianismo — informa a agência Fides. Chinese Bible

A enquete revela ainda que apenas 4,5% desses estudantes nunca pensam no sentido da vida, ou pensam pouco; 42,4% consideram ter encontrado a resposta justa às perguntas fundamentais; 31,1%, ainda não; 26,5% se encontram em estado de perplexidade.

A maior parte dos 31,1% que ainda não encontraram a resposta satisfatória julga poder encontrá-la no Cristianismo. Além disso, os universitários observaram que na China existem muitas religiões, mas somente a Sagrada Escritura oferece resposta às principais perguntas sobre as quais eles se interrogam: De onde vem o homem? Para onde vai? Por que vive? Qual o verdadeiro sentido e valor da vida?

(Revista Arautos do Evangelho. Março 2012. p. 44)

Curso anual dos Bispos brasileiros

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Mais de cem prelados de todo o Brasil participaram do Curso Anual dos Bispos, realizado de 6 a 10 de fevereiro na cidade do Rio de Janeiro, tendo como tema 50 anos após o Concílio Vaticano II — Novo Dinamismo e Novas Interrogações para a Igreja.

Dele participaram como conferencistas o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch; o Secretário da Congregação para a Educação Católica, Dom Jean-Louis Bruguès, e o Arcebispo de Kinshasa, Congo, Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya.

Na sessão de abertura, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, ressaltou a importância de reencontrar amigos e de partilhar a vida para gerar um ânimo novo no ministério episcopal. Os conferencistas abordaram três documentos do Concílio:  Palavra de Deus, Ecumenismo e Ensino das Instituições Católicas.

(Revista Arautos do Evangelho. Março 2012. p. 45)

Pontifícia Universidade Santa Cruz lança e-book catequético

Em apenas três semanas foi descarregado 5.500 vezes o livro eletrônico Resumos da Fé Cristã, lançado em formato epub pela Pontifícia Universidade Santa Cruz no dia 20 de dezembro. Pontifical_University_of_the_Holy_Cross_seal

Escrita por teólogos e canonistas, a obra se compõe de quarenta artigos nos quais são expostos de forma sintética os ensinamentos da Igreja Católica. “O interesse desses textos é primordialmente catequético. A fonte principal é o Catecismo da Igreja Católica, com as oportunas referências à Sagrada Escritura, aos Padres da Igreja e ao Magistério” — explicou o editor, José Manuel Martín.

A Universidade vem recebendo numerosas mensagens de agradecimento de leitores, muitos dos quais destacam a clareza na exposição da doutrina da Igreja, aliada ao rigor e senso prático na explicação.

Segundo José Manuel Martín, o e-book Resumos da Fé Cristã poderá ser “um grande instrumento para comunicar os ensinamentos do Catecismo e para preparar o Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI”.

(Revista Arautos do Evangelho. Março 2012. p. 40)