A Bíblia, muito conhecida, pouco lida…

            A Bíblia é o livro mais famoso entre as sucessivas épocas da História pós-apostólica. Ela foi um dos primeiros livros a ser impresso, um dos mais traduzidos e certamente o mais divulgado. Entretanto, esta colecção de pequenos livros, tão mencionada entre os homens, talvez seja das menos lidas na sua totalidade. Tal realidade pode derivar do facto de que o Senhor tenha preferido escrever nos corações do que em papiros, pela constante leitura de trechos seleccionados nas liturgias cristãs, ou ainda pelo seu volume, o qual pode desanimar alguns, menos assíduos à leitura, a percorrê-la por completo.

            A verdade é que todas estas situações somadas envolvem muitas vezes o trabalho da teologia bíblica em brumas e temores. Entender o significado mais profundo das palavras, encontrar paralelos dos trechos em folhas vetero ou neo-testamentárias, ou até descobrir que passagens podem ajudar a compressão de outras, nem sempre é fácil. Assim ficamos admirados quando ouvimos contar que certos Padres ou Doutores da Igreja, como São Tomás de Aquino, sabiam as Sagradas Escrituras de cor, citando-as sem necessidade de consulta.

            Contudo, acreditando firmemente que tais homens podiam exercer qualquer uma das atividades da teologia bíblica acima descritas com desembaraço, a verdade é que, às vezes, é um pouco difícil imaginar como isso poderia de facto acontecer. Com o curso  de Introdução à Teologia Bíblica ministrado pelo Pe. Hernán Cardona no Instituto Teológico Aristotélico Tomista, de 13 a 17 de maio, tal objecção começou a mudar de semblante. Não só ele soube expor-nos com clareza, simplicidade e profundidade, os temas propostos, como também elucidou-nos acerca de dúvidas bíblicas surgidas ao longo de nossas vidas, citando trechos da Bíblia, de seus variados livros, sem qualquer necessidade de pesquisa. Os temas ensinados pelo professor em sala de aula, fizeram não só os ouvintes entender melhor a palavra de Deus, mas sobretudo, tomar contacto, sentir e crescer em amor em relação à própria pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sérgio António Freitas Nunes; 1º Teologia

À busca de mais almas, para o Reino de Deus

Os Arautos do Evangelho possuem o grande privilégio de estarem ao encargo da Paróquia Nossa Senhora das Graças, pertencente à diocese de Bragança Paulista situada na grande São Paulo, sob o báculo pastoral de D. Sérgio Aparecido Colombo. E entre as várias atividades que possuem, uma delas é sem dúvida o cumprimento das divinas palavras de Nosso Senhor: “Estive doente e me visitaste”. (Mt. 25, 36)

Segundo um dos princípios do Catecismo da Santa Igreja, a enfermidade e o sofrimento sempre estiveram presentes na vida de todos os descendentes de Adão. Na doença o homem fica cônscio de sua pequenez e de sua dependência. E isso, pode ser uma coisa boa para aqueles que estão unidos a Deus; mas – assim continua o Catecismo – há o risco de para os que não estão a Ele unidos. Pode ser ocasião de desespero e grande tristeza. A pessoa pode fechar-se em si mesma, e não ter mais ânimo para viver, e deixar-se levar por sua doença e esperar de modo infeliz, o fim de seu curso nesta terra.(CIC 1501)

E com intuito de reverter esta realidade, e fazer com que a enfermidade não seja ocasião de distanciar-se de Deus, mas sim de aproximação ou retorno a Ele. Um sacerdote e um seminarista dos Arautos aos sábados sempre realizam uma obra de caráter espiritual destinada às pessoas idosas ou enfermas. Essas, por estarem impossibilitadas da participação mais ativa na comunidade têm a possibilidade de receberem em suas casas os auxílios sobrenaturais para benefícios de suas almas, tais como os Sacramentos, as orações e também uma palavra de conforto.

Tal missão enquadra uma série de pessoas carentes de auxílios sobrenaturais de uma das zonas mais pobres dos municípios de Caieiras e Mairiporã. É ministrado para essas, a sagrada comunhão, e às vezes aproveitam para reconciliar-se com Deus através do Sacramento da Penitência. Os beneficiados confirmam com o seu testemunho, o que encontra-se no Catecismo da Santa Igreja:(…) “a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo tem significado e importância particulares. É semente de vida eterna e poder de ressurreição, segundo as palavras do Senhor: quem come a minha carne e bebe do meu sangue possui a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia”(CIC.1524).  Alguns, depois de serem atendidos espiritualmente, afirmam entusiasmados ressaltando que as enfermidades melhoram, e as dificuldades próprias destas diminuíram.

Com as graças que vemos transbordar dos corações dessas pessoas, vem consequentemente o desejo delas lançarem seus olhos ao Céu e fazer uma oração, seja em forma de pedido, seja em louvor, ou ainda em agradecimento. E isso feito muitas vezes por toda a família. Fazendo-nos lembrar uma frase muito conhecida de sua Santidade João Paulo II: a família que reza unida, permanece unida. E também as Palavras do Divino Mestre: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”. (Mt. 18, 20)

É realizado ainda a benção nos lares e nos demais objetos das casas, a fim de que tudo esteja inteiramente consagrado ao serviço de Deus. E também sejam afastados os espíritos do mal. Após isto, o sacerdote procura por meio de conselhos procura exortar aos presentes a vida de oração cotidiana. Pois o que realmente dará continuidade a missão, é a oração. O intuito dos Arautos com esta missão evangelizadora, é sobretudo plantar em cada uma das casas visitadas uma semente da frondosa árvore chamada Reino de Deus, e esta consiste em conscientizar a todos do grande valor da oração na vida cotidiana dos fiéis, pois esta consiste sempre em uma oração da Igreja, e em uma comunhão com a Santíssima Trindade. (Cf. IGLH. 9).

Toda essa missão não acontece sem o auxílio initerrupto da Santíssima Virgem Maria a qual não quer outra coisa para cada um de nós senão que estejamos junto ao seu Divino Filho, no convívio celestial próprio do Reino de Deus. Sendo assim os Arautos do Evangelho agradecem Àquela que é a Estrela da Nova Evangelização por todos os seus maternais auxílios em favor de cada um de seus filhos.

Luan Felipe de Souza/ 2ºTeologia

Evangelho e Evangelização em mundo globalizado?!

            Muitos são os conceitos hodiernamente empregados quando se trata de Evangelho e Evangelização. Ao nos deparamos com estas palavras, podem surgir algumas dúvidas como, por exemplo, qual deve ser a atitude dos movimentos da Igreja em vista de uma verdadeira evangelização? Como deve ser aplicado o conceito de Evangelho no momento de evangelizar?

            Pois bem, estas foram algumas dúvidas que surgiram na mente de um membro dos Arautos do Evangelho, Thiago de Oliveira Geraldo, as quais o impulsionaram a escrever a sua tese de doutorado intitulada: “Evangelho e evangelização em um mundo global. Análise semântica: genético-eclesial”.

            Com o intuito de responder a estas perguntas, ele realizou uma profunda análise semântica no qual define o significado de Evangelho. Porém, o principal objetivo de seu trabalho doutoral foi verificar a utilização deste conceito no Novo Testamento, estudando os casos em que a versão grega da Bíblia utiliza o termo Evangelho como correspondente do hebraico e também qual era o seu uso na Antiga Grécia.

            Após isto, fez um estudo sobre o significado do termo evangelização empregado pelo Magistério da Igreja ao longo do século XX para, assim, apresentar o sentido atual deste conceito.

            Não obstante, como missionário fervoroso, demonstra ser um autêntico Arauto do Evangelho. Sua tese doutoral apresenta uma proposta missionária. Esta sugestão de evangelização foi feita com base na análise do apostolado realizado de 2001 a 2012 pelos Arautos do Evangelho.

            Após concluir este árduo trabalho de investigação, redação e correção, ele defendeu sua tese no dia 8 de maio na Universidade Pontifícia Bolivariana – UPB (Medellín – Colômbia).

            Os examinadores foram Pe. Dr. César Ramírez, presidente da banca,  Pe. Dr. Hernán Darío Cardona, SDB, orientador do trabalho doutoral, Pe. Dr. Alberto Ramírez e Pe. Dr. Adolfo Galeano. Concluindo a exposição, os jurados concederam-lhe o título de doutor em Teologia.

            Desta forma sua tese de doutorado não se restringiu a uma simples especulação teológica, mas sim, foi aplicada às mais urgentes necessidades de uma sociedade carente de Deus. Portanto, sempre que façamos algum trabalho, mesmo científico, não nos esqueçamos da realidade em que vivemos e estejamos prontos para, a qualquer momento, ajudar o nosso próximo e assim, cada vez mais, progredir na virtude e na prática dos Mandamentos, pois este é o verdadeiro amor. Aliás, lembremo-nos daquilo que bem nos ensina o Evangelho: “O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe” (Mc 12, 29-31).

 Felipe Zoghaib / 2º Teologia

Uma tarde com Nosso Senhor Sacramentado

Panorama da Cidade de Bragança Paulista no dia de Corpus Christi

No belo entardecer do dia 30 de maio, solenidade de Corpus Christi, o Bispo da diocese de Bragança Paulista, o Exmo. e Rvmo. D. Sérgio Aparecido Colombo, organizou com o auxílio do clero diocesano uma abençoada procissão em louvor ao Santíssimo Sacramento. Costume tradicionalmente realizado nessa cidade.

Os fiéis, reunidos em talvez mais de mil pessoas, adoravam a Jesus realmente presente no Sacramento do Altar.

Tal cerimônia teve início com a Santa Missa no ginásio do colégio L. E. Sagrado Coração de Jesus, o qual ficou inteiramente repleto.

Ao término da celebração, foi exposto o Santíssimo e prosseguido de breves instantes de adoração em recolhimento. Deu-se então início à procissão. E a pedido de D. Sérgio os seminaristas dos Arautos do Evangelho tiveram a honra e alegria de executar músicas durante a mesma. E segundo a expressão do senhor Bispo: “abrilhantaram e animaram ainda mais a solene procissão”

O povo entusiasmado acompanhava com cantos e orações. E fervorosamente portavam velas as quais, segundo o Bispo, “simbolizavam a Fé e ardor do povo”

De fato, essa é uma das principais festas da Igreja Católica, o dia de Corpus Christi, celebrado nove dias após a descida do Espírito Santo. Tal solenidade teve sua origem em 1247 na Bélgica, instituída por Urbano IV, em resposta à opinião de Berengário de Tours, o qual, afirmava que a presença de Jesus era somente simbólica. A partir dessa instituição, iniciou-se o costume de sair em procissão com o Santíssimo. E o primeiro Papa a fazer isto foi Nicolau V em 1447 nas ruas de Roma.

E, como se pode testemunhar, tal costume não cessa de atrair multidões até os dias de hoje. Essa bela tradição, foi mais uma vez comprovada pela diocese de Bragança Paulista, com tão marcante cerimônia.

Durante a procissão foram dirigidas palavras e recitadas orações em glorificação ao Corpo de Jesus Eucarístico. E por fim, foram recitadas as orações finais e bênção solene pelo Presidente da cerimônia, com a praça ainda repleta de fiéis.

Toda essa cerimônia foi sem dúvida gratificante para os seminaristas dos Arautos por prestarem esse serviço à Santa Igreja, em ocasião tão insigne, através das mãos do Exmo. D. Sérgio Aparecido Colombo.

Despedida dos membros dos Arautos do Evangelho com D. Sérgio.

André Luiz de Moura Pereira e Luan Felipe de Souza / 2º Teologia

Somos chamados a viver eternamente felizes com o Pai, o Filho e o Espírito Santo

Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias

Solenidade da Santíssima Trindade

Nós temos neste domingo a festa da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Mistério que, infelizmente, a nossa inteligência não alcança. Tanto mais que nossa inteligência é inteiramente limitada e Deus é infinito. Já nos é difícil compreender como é a eternidade que virá pela frente — nós somos imortais no que diz respeito à alma. O corpo morre, mas ressuscita, e a nossa vida deve ser eterna a partir do momento em que nós nascemos. Mas, Deus existiu desde todo o sempre. E não cabe em nossa mente a ideia de um Deus com Três Pessoas. São Três Pessoas, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus, mas se trata de um só Deus, em Três Pessoas.

Hoje é festa que a Igreja estabelece para glorificar, para louvar e para atribuir ação de graças às Três Pessoas.

O príncipe carvoeiro

Vamos recuar no tempo e vamos imaginar um nascimento extraordinário. Nascimento que tenha se dado nos idos tempos do século XVI, ou talvez ainda antes, século XIII, século XII. Trata-se de um rei que há muito estava desejando ter um sucessor e, por fim, lhe nasce um bebê extraordinariamente belo e que é a alegria da corte, é a alegria da família, é a alegria de todos os que constituem esse reino, sejam eles até camponeses afastados do palácio real. E em certo momento — por razões políticas— em certa noite, madrugada, o palácio é assaltado e no momento em que ninguém esperava, o bebê é roubado.

Grande pranto no reino. Grande pranto da rainha, pranto até mesmo do rei. O bebê desapareceu. Esse menino ia ser utilizado para um objetivo político, mas acontece que as circunstâncias do reino mudaram um tanto e o menino não interessou mais. Então deixaram o bebê abandonado na casa de um carvoeiro. Ele cresce como se fosse o filho de um carvoeiro.

O príncipe cresce em meio aos carvões, cresce em meio à família do carvoeiro. Ele se tisna, daquela fuligem própria do elemento carvão. Ele fica, por assim dizer, com a pele, não carbonizada no sentido de queimada, mas carbonizada no sentido de estar pintada de carbono, de carvão.

Ele sente em si qualquer coisa estranha, porque é próprio da natureza humana estar ligada aos progenitores. E este jovem cresce e sente que há algo que não se coaduna inteiramente, não se harmoniza inteiramente entre ele e aqueles que seriam seus pais. Em determinado dia pergunta então ao pai:

— Meu pai, eu sou de fato filho desta família?

E o pai abaixa a cabeça e diz:

— Não, meu filho, você não é. Porque certo dia nós acordamos de manhã e vimos um bebê colocado à porta de casa, chorando. E adotamos esse bebê. Esse bebê era você.

— Quer dizer que não são meus pais?!

— Não.

Angústia e ao mesmo tempo ansiedade. Ele quer conhecer os pais. Porque faz parte da natureza dele querer encontrar-se com os pais. Em certo momento, por fim, chega um senhor muito bem vestido, numa carruagem. Para a carruagem em frente ao carvoeiro, desce, e diz:

— Eu vim aqui fazer uma revelação. Quero falar com o seu filho.

Reúne a família e diz:

— Eu sou testemunha de que este jovem, quando era criança, foi roubado da corte. Ele é filho do rei!

Dentro dele um sobressalto: “Mas será?” Não porque fosse o rei, mas é porque é o pai. Ele está encontrando o caminho para ver o pai, para ver a mãe! E este nobre diz:

— Eu vim aqui buscá-lo.

O pai carvoeiro, a mãe carvoeira, se olham, e dizem:

— Mas ele não está digno de aparecer diante do rei assim!

— Não se preocupe.

Levam o jovem. Chegando à corte ele encontra seu quarto, encontra seu toillette. Toma banho, recebe uma suntuosa roupa e em certo momento ele entra, com aplausos, com cânticos de alegria e de triunfo, para saudar o pai. O herdeiro abraça o pai, abraça a mãe, sentindo naquilo a felicidade de sua vida.

Somos chamados a participar da vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Essa é a liturgia de hoje! Porque muito mais filhos de nossos pais, nós somos filhos de Deus. Ele é quem introduziu a alma em nossos corpos e nos criou. Ele, tendo desejo de que nós participássemos de sua Vida e Natureza, nos fez filhos seus. Filhos adotivos. Não como se adota hoje em dia, em cartório. Ele, pelo contrário modifica física e formalmente a nossa alma. Nós puras criaturas, passamos a ter a alma— como diz São Tomás —, como uma barra de ferro posta numa forja até que brasa e ferro fiquem com a mesma temperatura e talvez até com a mesma labareda. E sem deixar de ser ferro passe a ser fogo.

Assim somos nós quando, penetrados por Deus no Batismo, passamos a ser filhos de Deus. Passamos a ter, no fundo de nossas almas, esta participação da natureza e da vida d’Ele. Nós não conseguimos chegar a compreender com a inteligência, é a fé que nos permite compreender.

Como tudo está dentro de Deus e como Ele está dentro de tudo, somos capazes de, olhando o Universo, olhando as formigas, as borboletas, olhando os colibris, olhando os peixes, os panoramas nesta Serra da Cantareira, chegamos à conclusão de que sem Deus isto seria impossível. Por exemplo: Como pode ser que a terra dê volta em seu próprio eixo vinte e quatro horas ao dia? E nunca sai dos seus trilhos? Quantos trens fazemos nós, quantos aviões e, de vez em quando, que desastres! Com as aparelhagens todas, com os treinamentos todos. Entretanto, nenhum astro se choca com outro. Deus tem que existir.

Ora, acontece que só isto não basta. Isto é uma notícia longínqua a respeito de quem é nosso Pai, por isso queremos conhecer a Deus. E não é por acaso que São Felipe vai perguntar a Nosso Senhor:

— Senhor, mostrai-nos o Pai e está tudo resolvido.

E Nosso Senhor responde:

— Mas, Felipe, com tanto tempo vivendo comigo, não viste ainda o Pai? Pois quem me vê a Mim, vê o Pai.

É Deus, com o desejo de entrar em contato conosco e estabelecer uma relação mais íntima e mais familiar conosco! Nós passamos a fazer parte da família de Deus. Querendo entrar neste contato conosco, Ele mesmo toma a deliberação de Se encarnar no Homem Jesus. Homem que não tem personalidade humana, somente divina, é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. É o mais alto grau de união que pode existir entre qualquer criatura e Deus. Uma união intrínseca, onde a natureza humana se une à divina sem deixar de ser humana, como o ferro no contato com fogo.

Mistério insondável pela nossa inteligência

Ele, encarnando-Se, revela-nos o mistério da Santíssima Trindade. Nossa inteligência, por si, não alcança essa maravilha de Três Pessoas num só Deus. Só conhecemos este mistério através da revelação. Então Ele vem com este intuito também, além de querer redimir-nos, de fazer com que nós conheçamos a realidade da existência d’Ele desde toda a eternidade: Ele Pai, tão rico no seu pensamento, pensamento Infinito. Um pensamento que é a Sabedoria em essência, e que gera uma outra Pessoa, o Verbo. O Pai gera o Filho. O Filho é o pensamento do Pai. É o que nós encontramos na Primeira Leitura. É essa Sabedoria que já existia antes mesmo de existir a obra da Criação.

Entretanto, ao ser o Filho gerado pelo Pai, olhando-O e o Pai olhando para o Filho, nós temos a procedência de uma Terceira Pessoa, é o Espírito Santo. A geração constitui a Sabedoria Eterna. A procedência do Espírito Santo constitui o Amor Eterno. É o Amor do Pai e do Filho.

Nós mesmos, quando amamos alguém, temos o desejo de que esta pessoa seja o mais feliz possível. Agora, devemos imaginar um ser infinito, Deus, gerando um Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, amando-O inteirissimamente. E o Filho retribuindo eternamente ao Pai o amor com amor. Pai e Filho, Filho e Pai, amando-Se, procede uma Terceira Pessoa. Aí está o circuito perfeito e acabado.

Entretanto, Nosso Senhor diz a Felipe: “Quem me vê a mim, vê o Pai”. E é verdade. Porque — nossa inteligência aí falha — se o Pai Se encarnasse, seria Jesus Cristo. Se o Espírito Santo Se encarnasse, seria Jesus Cristo. E se os Três Se encarnassem, seriam idênticos. E quando um levantasse o braço para dizer algo, os outros dois estariam levantando também, porque são inseparáveis. Eles estão sempre juntos e sempre agindo juntos, sempre na mesma ação.

Ora, isso para nós seria inatingível se não fosse o Filho encarnar-Se e revelar. E é esta a afirmação que Nosso Senhor Jesus Cristo faz a Felipe: “Felipe, quem me vê a mim vê o Pai”.

No convívio com a Santíssima Trindade está nossa felicidade.

Essa é a nossa felicidade. A felicidade que teve o jovem príncipe-carvoeiro ao reencontrar seu pai, e rei. Nós nascemos neste mundo. A diferença que vai entre a terra deste mundo e a do Céu é incomparável, muito maior do que entre uma carvoaria e um palácio real, é muitíssimo mais do que isso.

Somos chamados a viver nessa Corte Celeste. Nosso Rei é Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Tudo está n’Ele, e Ele em todas as criaturas.

Mas, observemos: Deus não está igualmente em todos. Deus sustenta todos os seres, inclusive o Inferno e o demônio. Se Deus cochilasse um segundo, ao abrir os olhos de novo, todo o Universo teria desaparecido, porque teria sido deixado de ser sustentado por Ele. Não existiria mais nada…

Quando as águas batismais caem sobre a cabeça da criança ou do adulto, e é pronunciada a fórmula do Batismo, a partir de então, Deus, que já estava presente para sustentar aquele ser, penetra nele. Penetram o Pai, o Filho e Espírito Santo, passando a reinar dentro da alma. As Pessoas divinas se associam àquela alma e vão santificar aquela alma, desde que não haja obstáculo, desde que não haja resistência. Dão àquela alma um caráter de Templo, como diz o Apóstolo: “E não sabeis que sois templos de Deus?”. E realmente somos templos de Deus!

Hoje, nesta festa tão linda da Santa Igreja, nós podemos voltar-nos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, que estão no fundo de nossas almas. Voltarmo-nos a Eles e oferecer nosso louvor e ao mesmo tempo pedir um maior convívio com a Trindade. Pedir que Eles preparem nossas almas para a eternidade com Eles.

Esse é o nosso objetivo, essa é a nossa finalidade. Não nascemos para viver eternamente neste mundo. Peçamos que Eles derramem sobre nós as graças de perseverança, as graças de fidelidade, para que, chegando à hora do nosso juízo, sejamos convidados a participar da glória celeste.

Eu fico feliz de ter podido estar com todos nesta manhã de hoje, na festa da Santíssima Trindade. Pois todos partilhamos de uma mesma natureza divina. Nós estamos aqui enquanto irmãos, mais do que se fôssemos filhos dos mesmos pais, porque somos filhos do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E eu os felicito, nesta manhã, por estarem aqui, e lhes desejo, portanto, toda espécie de graças de santidade, de perseverança na via sobrenatural, como deseja a Igreja neste dia, para todo cristão!

Louvada seja a Santíssima Trindade!

 

Homilia realizada por Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, EP., na Basílica Nossa Senhora do Rosário, 30 de Maio de 2010.

 

Texto  transcrito da gravação de áudio, com as devidas adaptações, sem revisão do autor.

 

“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

 

   Grande multidão que se reúne. O que será? Um jogo internacional? Talvez uma apresentação de músicas modernas? Não. Então, do que se trata? Qual outro espetáculo é capaz de reunir tamanho contingente de pessoas? Tentemos adivinhar, porém, sem a ninguém perguntar. Apenas analisemos a atitude destas pessoas.

   A primeira impressão que temos é de uma tranquilidade, uma calma, um silêncio… Algo que não se encontra nas cidades de hoje em dia. Alguém poderia dizer que estão tristes, mas não é verdade, pois nota-se uma profunda alegria, estão recolhidos. A felicidade que sentem não se exterioriza numa gargalhada nem num grito histérico, pois eles não procuram parecer felizes perante os outros, eles o são de fato. Onde eles estão? O que fazem? Qual o motivo de tanta alegria e recolhimento? É tão simples que chega a ser caseiro Eles saúdam sua Mãe. Não porém aquela mãe que nos trouxe a este mundo, mas Aquela que nos trouxe a Vida Eterna: a Santíssima Virgem Maria.

Solene coroação da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima

   13 de maio de 2013! Solene festa é realizada na Basílica Nossa Senhora do Rosário. Incontável número de pessoas participa da solene coroação de Nossa Senhora de Fátima e assiste à Santa Missa em louvor à Imaculada. Agredidos pela realidade contemporânea, estes fiéis vêm procurar alento e consolo junto à sua Mãe a fim de terem forças ao enfrentar os sofrimentos neste vale lágrimas, pois sabem que Ela prometeu: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

   Caravanas provindas do centro de São Paulo, de outros estados brasileiros e de outras nações enchem a Basílica do Rosário, situada na Serra da cantareira. A diversidade de pessoas e de povos parece bem combinar com as harmoniosas cores do recinto sagrado. O incenso que sobe e é iluminado pelas luzes dos vitrais assemelha-se à oração dos fiéis que sobe, por intermédio de Maria, até as alturas, onde está Deus. O intenso perfume das flores, infelizmente, não se compara àquela agradável fragrância exalada pelas almas dos devotos da Virgem. Tudo, enfim, canta um louvor intérmino à Senhora de Fátima.

Um dos peregrinos, arrebatado de encanto, exclamou no final da cerimônia: “Agora eu já posso morrer!” Logo o inquiriram o motivo de tão eloqüente afirmação, ao que ele respondeu: “Depois de me ter confessado, comungado, rezado o terço e estar aqui, eu já posso morrer, pois não falta mais nada!” Uma senhora, notando que todos já se iam retirando, não hesitou em exprimir seu desejo: “A vontade que tenho é de nunca mais sair daqui…” De fato, logo na benção final da Missa,    todos já sentiam saudades. Sem embargo, o mais importante é saber que Nossa Senhora nunca nos abandona, por mais adversa que seja a situação em que nos encontremos. Ela nos acompanha do começo ao fim desta vida, esperando se encontrar conosco nos umbrais da eternidade, introduzindo-nos na corte de seu Filho.

Todos de baixo do manto da Santíssima Virgem

Fim da Missa, os fiéis acorreram aos pés da Imagem que foi coroada para se despedirem. Todos pediam piedosamente uma das flores que tivera a ventura de estar aos pés da Virgem, sobre o andor. Porém, como era de se prever, logo estas se  esgotaram. Tocavam, então, Rosários, fotos e objetos variados na Imagem, pois queriam levar alguma coisa de recordação. Assim, todos voltam satisfeitos às suas casas.

Quão solene foi a cerimônia, mas ao mesmo tempo tão singela! Que júbilo e que tranquilidade! Que curioso contraste! Como pode-se ter sentimentos tão opostos na aparência? É algo difícil de explicar. Somente os filhos de Nossa Senhora podem experimentar a suavidade e a doçura que há em honrá-la e louvá-la. Isto não é nenhuma recriminação a ninguém. Trata-se apenas de um convite: Venha!

 

                        Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!
                                                               Matheus Massaaki Niwa/ 2º Teologia

Comentários ao Evangelho de domingo por Mons. João Clá: O inédito sobre os Evangelhos

“Encontramos caracterizada com frequência nestas páginas a solução aos problemas espirituais do homem do século XXI”. Com essas palavras, o Cardeal Franc Rodé, CM, do Vaticano, apresenta o livro O inédito sobre os Evangelhos, publicado por Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho.
A coleção oferece ao leitor um verdadeiro tesouro: os comentários aos Evangelhos de todos os domingos e solenidades do ciclo litúrgico.
Compostas de sete volumes, a coleção permitirá os leitores acompanharem Nosso Senhor Jesus Cristo ao longo de todos os domingos do Ano Litúrgico junto com o fundador dos Arautos do Evangelho.
O lançamento é internacional. Será publicado em quatro línguas (português, espanhol, italiano e inglês).

Vol. V: Domingos do Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e Solenidades do Senhor que ocorrem no Tempo Comum (Ano C)

Vol. VI: Domingos do Tempo Comum (Ano C)

Reserve já o seu!

Pedidos pela internet evangelhocomentado.arautos.org
Por telefone (11) 2971-9040

PUC-Rio: Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger começa em novembro

Bento XVI Joseph Ratzinger Benedetto Bededict Bento 16A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, juntamente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), através de seu Departamento de Teologia, promoverá nos dias 8 e 9 de novembro de 2012, no Campus da PUC-Rio, o II Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger.

Uma das motivações para a realização do Simpósio n Cidade Maravilhosa é a visita do Papa Bento XVI ao Rio de Janeiro, em virtude da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013.

A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, foi criada em 1 de março de 2010, com o escopo de promover o conhecimento e o estudo da teologia, e a premiação de pesquisadores e a organização e a realização de eventos de alto valor cultural e científico.

Tomando como base a indagação sobre “o que faz o ser humano, humano”, o título deste II Simpósio será: Humanização e sentido da vida. Divididos em eixos temáticos e de comunicações: filosófico-teológico; midiático; expressões culturais; sócio-econômico; técnico-científico.

Este Simpósio herda a experiência do primeiro realizado na cidade de Bydgoszcz, na Polônia, nos dias 27 e 28 de outubro de 2011. Um evento dessa natureza constituirá uma possibilidade ímpar para que instituições universitárias ou docentes e discentes em particular compartilharem os resultados de suas pesquisas. Os organizadores do evento estimam reunir reitores de prestigiosas universidades do Brasil e de outros dez países como membros do comitê científico, o qual é presidido pelo Pe. Josafá Carlos de Siqueira, S.J. Reitor da PUC-Rio.

Destaca-se a presença de Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de Rio de Janeiro e Mons Giuseppe A. Scotti, Presidente da Fondazione Joseph Ratzinger. Os Arautos do Evangelho estão involucrados na organização do evento.

Para conferir mais detalhes e a programação acesse o link: http://www.simposiopucrio.teo.br/index.htm
Ou clique aqui

Mestrado em teologia dogmática

Alexandre José Rocha de Hollanda Cavalcanti defensa de tesisNo dia 06 de setembro de 2012, o arauto Alexandre José Rocha de Hollanda Cavalcanti defendeu a tese de mestrado a fim de obter a Licenciatura Canônica em Teologia Dogmática pela Facultad de Teología Pontificia y Civil de Lima. A temática de seu trabalho, orientado por Mons. Dr. Pedro Hidalgo Díaz, Reitor da Faculdade, foi mariológica: María en la Estructura Fundante de la Salvación y la presencia de esta doctrina en la Colección de Misas de la Virgen María (Em português, Maria na Estrutura Fundante da Salvação e a presença desta doutrina na Coleção de Missas da Virgem Maria). Alexandre, que é pernambucano, continuará as pesquisas a fim de obter o doutorado.

A Facultad de Teología Pontificia y Civil de Lima administra os cursos de Filosofia, Teologia e Pedagogia. Nela estudam os seminaristas diocesanos (Seminário Santo Toríbio de Mongrovejo) e muitos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos. É a instituição Pontificia de ensino superior mais antiga da América, fundada em 1548 por decreto de São Pio V. Dela derivou a Universidade São Marcos, uma das mais importantes universidades do Peru e da América Latina.

PUC-Rio: Simpósio internacional sobre o pensamento de Joseph Ratzinger se iniciará em novembro

Bento XVI Joseph Ratzinger Benedetto Bededict Bento 16A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, juntamente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), através de seu Departamento de Teologia, promoverá nos dias 8 e 9 de novembro de 2012, no Campus da PUC-Rio, o II Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger.

Uma das motivações para a realização do Simpósio n Cidade Maravilhosa é a visita do Papa Bento XVI ao Rio de Janeiro, em virtude da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013.

A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, foi criada em 1 de março de 2010, com o escopo de promover o conhecimento e o estudo da teologia, e a premiação de pesquisadores e a organização e a realização de eventos de alto valor cultural e científico.

Tomando como base a indagação sobre “o que faz o ser humano, humano”, o título deste II Simpósio será: Humanização e sentido da vida. Divididos em eixos temáticos e de comunicações: filosófico-teológico; midiático; expressões culturais; sócio-econômico; técnico-científico.

Este Simpósio herda a experiência do primeiro realizado na cidade de Bydgoszcz, na Polônia, nos dias 27 e 28 de outubro de 2011. Um evento dessa natureza constituirá uma possibilidade ímpar para que instituições universitárias ou docentes e discentes em particular compartilharem os resultados de suas pesquisas. Os organizadores do evento estimam reunir reitores de prestigiosas universidades do Brasil e de outros dez países como membros do comitê científico, o qual é presidido pelo Pe. Josafá Carlos de Siqueira, S.J. Reitor da PUC-Rio.

Na programação abaixo transcrita, destaca-se a presença do Cardeal Dom Cláudio Hummes que fará a primeira conferência assim como do Comitê Honorário composto por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de Rio de Janeiro e Mons Giuseppe A. Scotti, Presidente da Fondazione Joseph Ratzinger. Os Arautos do Evangelho estão involucrados na organização do evento.

Programação Geral

Dia 8 de novembro – quinta-feira

07h às 08h30m Acolhida, credenciamento e café de abertura

08h30m às 09h30m Cerimônia de abertura do Simpósio

09h30m às 10h30m Primeira Conferência: ministrada pelo Emmº Dom Cláudio Cardeal Hummes

10h30 às 11h Intervalo

11h às 12h30m Mesa Redonda: (Prof. Marcílio Marques Moreira, ex-ministro da Economia, Fazenda e Planejamento do Brasil, Acadêmico Luiz Paulo Horta da Academia Brasileira de Letras e Prof. Dr. Clemens Franken Kurzen da Pontificia Universidad Católica de Chile)

12h30m às 14h30m Almoço

14h30m às 17h Comunicações

17h30m às 18h Síntese dos Trabalhos

18:15 Concerto

Dia 09 de novembro – sexta-feira

08h às 09h Acolhida

09h às 10h30m Segunda Conferência: (ministrada pelo Prof. Peter Damian Francis Stilwell da Universidade Católica Portuguesa)

10h30 às 11h Intervalo

11h às 11h30m Relato dos Trabalhos: Excº Prof. Dr. Dom Paulo Cezar Costa, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

11h30m às 12h30m Cerimônia de encerramento

Pe. Mariusz Kucinski, Diretor do Centro de Estudos Joseph Ratzinger-Bento XVI, visita os Arautos

Pe. Mariusz Kucinski
Pe. Mariusz Kucinski

Pe. Mariusz Kucinski, Diretor do Centro de Estudos Joseph Ratzinger-Bento XVI na Polônia, celebrou no dia 18 de agosto de 2012 uma solene eucaristia na Basílica Nossa Senhora do Rosário e conheceu os professores, os alunos e as instalações do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) e do Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista (IFAT).

Pe. Kucinski está no Brasil em razão dos preparativos do próximo Congresso da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger-Benedicto XVI, que será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 8 e 9 de novembro de 2012. O tema do congresso será essencialmente antropológico: “O que faz com que o homem seja homem”. O evento tem em vista a próxima Jornada Mundial da Juventude que se dará na capital carioca em 2013.

Pe. Mariusz Kucinski é sacerdote da Diocese de Bydgoszczy e Docente na Escola de Estudos Superiores de Kujavia-Pomerânia (Kujawsko-Pomroska Szkola Wyzszca – KPSW). Além de filósofo e teólogo, é pós-graduado em dziennikarzem.jornalismo pelapel Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, Doutor em comunicação social. É Fundador da Rádio Santo Adalberto na cidade de Gniezno e da filial local do semanário “Domingo”. Por um ano, trabalhou como porta-voz da Arquidiocese de Gniezno.

Salesianos completam a formação dos seminaristas dos Arautos do Evangelho

Enrico Dal Covolo Foto Picture
Dom Enrico Dal Covolo

Dom Enrico Dal Covolo, salesiano, Bispo titular de Eraclea e Reitor da Pontificia Università Lateranense de Roma, Pe. Cosimo Semeraro, sacerdote salesiano, Secretário do Pontificio Comitato di Scienze Storiche da Santa Sé, e Pe. Mauro Mantovani, sacerdote salesiano, Vice-reitor da Università Pontificia Salesiana de Roma, estiveram no Brasil por cerca de uma semana visitando o Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) e o Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista (IFAT).

O convívio entre esses ilustres salesianos e o corpo docente e discente dos institutos de filosofia e teologia dos Arautos do Evangelho começou no dia 1º de agosto, quando Dom Enrico presidiu a solene Eucaristia concelebrada por Pe. Mantovani e Pe. Semeraro na Brasílica Nossa Senhora do Rosário, localizada em Caieiras, região metropolitana de São Paulo.

Dom Cosimo Semeraro
Pe. Cosimo Semeraro

Durante a primeira semana de agosto, Pe. Mantovani, como professor convidado do IFAT veio ao Brasil para lecionar sobre as Cinco Vias de São Tomás de Aquino. No dia 7 de agosto, ministrou uma excelente conferência para os alunos do ITTA e do IFAT sobre “Il ‘realismo della fede’ e la nozione ‘allargata’ di scienza”.

Dom Enrico Dal Covolo também ministrou no dia 6 de agosto, uma conferência brilhante com o tema: “La testemonianza dei Padri della Chiesa e la trasmissione della fede nel mondo d’oggi”. Em seguida Pe. Cosimo Semeraro tratou sobre os preparativos dos congressos que se darão em Roma entre os anos de 2012 e 2015 em função do quinquagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. No mesmo dia, Dom Dal Covolo celebrou uma solene eucaristia de despedida, concelebrada pelos dois mencionados sacerdotes salesianos assim como por outros sacerdotes dos Arautos do Evangelho, na Basílica Nossa Senhora do Rosário.

Dom Enrico Dal Covolo nasceu em Feltre em 1950, foi ordenado sacerdote em 1979 e é Doutor em Teologia e Ciências Patrísticas pelo Instituto Patristico Augustinianum de Roma. Além de sócio de algumas academias científicas européias e consultor de diversas Congregações da Santa Sé, pregou em 2010 um retiro quaresmal ao Papa Bento XVI e à Cúria Romana. Desde 2010 é Reitor da Pontificia Università Lateranense de Roma.       

Pe. Cosimo Semeraro nasceu em Taranto em 1942, foi ordenado sacerdote em 1971 e é Doutor em História da Igreja pela Pontificia Università Gregoriana de Roma e Docente em História da Igreja moderna e contemporânea.

Padre Mauro Mantovani SBD
Pe. Mauro Mantovani

Pe. Mauro Mantovani nasceu próximo a Turim em 1966. Em 1986 ingressou na Congregação Salesiana. Foi ordenado sacerdote em 1994 e obteve o Doutorado em Filosofia na Pontificia Universidad de Salamanca, Espanha. Além de Vice-reitor da Pontificia Università Salesiana de Roma é membro da Pontificia Accademia San Tommaso d’Aquino, conselheiro da Società Internazionale Tommaso d’Aquino e professor convidado no Instituto Filosófico Aristotélico-Tomista.

Entrevista com Prof. Anthony J. Cernera, Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC)

Anthony CerneraO Prof. Dr. Anthony J. Cernera é Presidente da FIUC, doutor em teologia e foi presidente da Universidade Sagrado Coração (Sacred Heart University), em Fairfield, Connecticut, EUA, de 1998 a 2010, sendo atualmente professor de Estudos Religiosos nesta instituição. Sob sua liderança, a universidade conseguiu dobrar o número de estudantes de graduação, criar mais de uma dezena de programas, incluindo doutorado em Fisioterapia, além de estabelecer novos campi em Luxemburgo e Irlanda.

logo_sacredheart_edu

Durante três anos, Anthony J. Cernera foi eleito presidente da Conferência de Faculdades Independentes de Connecticut, sendo ainda diretor da Associação Nacional de Faculdades e Universidades Independentes e da Associação de Faculdades e Universidades Católicas.

Anthony J. Cernera é diretor fundador e membro do comitê executivo do Global Virus Network, rede internacional formada pelos 27 principais centros de pesquisa em vírus na internet. É diretor da Fundação Stem for Life, que financia pesquisas em desenvolvimento de terapias com células-tronco adultas. Participa ainda da diretoria de outras fundações e ministra palestras sobre identidade católica e diálogo inter-religioso. Leigo, nascido em 1950 é descendente de emigrantes italianos de Nápoles e da Calábria.

1- Que pontos de aprofundamento nas relações entre Fé e razão o Prof. Anthony Cernera, Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas, recomenda para os pesquisadores nesse início do segundo decênio do século XXI?

Prof. Anthony Cernera: O maravilho caminho que nos pode guiar nesse ponto, é a missão de congregar os educadores em todo o mundo. Nós necessitamos aprender uns dos outros sobre as diferentes culturas que os estudantes vivem, e mais especialmente nas relações entre fé e cultura. O diálogo entre a fé e a cultura, da fé e da ciência, deve ser sustentado onde está a universidade católica. Assim os pesquisadores de mais de 200 universidades católicas dedicam-se a isto nessa semana esperando assim, em fraterna união, aprimorar o diálogo entre as culturas e a fé.

2. Qual o principal obstáculo para reunir todas as universidades católicas sob o ideal defendido pela FIUC, visto que ela congrega cerca de 20% das universidades católicas do mundo?

Prof. Cernera: Algumas universidades não apreciam o valor e a importância de estar conectadas com organizações globais. Algumas universidades não são capazes de compreender a dimensão internacional própria à nossa identidade católica. Há de se ajudar as pessoas a entender que ser católico, além de significar estar unidos entre si num país particular, significa sobretudo estar inserido no grandioso contexto da Igreja Universal. Alguns não apreciam isso. No entanto, embora haja algumas universidades que não sejam membros formais da federação, estamos em contato direto e indireto com todas as universidades católicas do mundo.

3- No mundo moderno há um dilema entre a ética pós-moderna e a ética cristã. O que a Federação orienta aos seus membros sobre essa perspectiva?

Prof. Cernera: A imagem que poderíamos usar para esse problema, é que as Universidades Católicas devem construir pontes. Não devemos procurar as diferenças, mas os lugares nos quais podemos começar um diálogo. Onde não há diálogo, não há possibilidade para as pessoas de nossos dias participarem na vida da Igreja. Assim, nossa responsabilidade de evangelizar consiste sobretudo na missão de construir pontes de diálogo, de comunicação, e mais especialmente nos pontos que temos em comum, e a eles devemos nos dedicar. Assim penso que as universidades católicas devem sempre encontrar pontos de diálogo a fim de dizer uns aos outros o que se pode ensinar e o que se pode aprender.

4- O que a Federação propõe de programas para os membros das instituições federadas na FIUC?

Prof. Cernera: A Federação Internacional de Universidades Católicas está mais especialmente voltada para os reitores das universidades, mas há também grupos setoriais que congregam professores de psicologia, educação, teologia e filosofia. Eles se reúnem para aprimorar as relações entre os professores e os alunos. Assim há um trabalho voltado aos professores, enquanto que com os estudantes o trabalho é bem reduzido. O foco principal da federação são de fato os reitores das universidades.

Junto aos diretores visamos aprimorar sua formação espiritual no seio da faculdade em vista dos estudantes. Procuramos desenvolver programas com os diretores para o aprimoramento de seus campus. Por exemplo, nos Estados Unidos, temos cerca de 220 universidades católicas, nas quais há a possibilidade de que os estudantes cursem teologia, mas em outras partes do mundo, os cursos de teologia não estão presentes na grade curricular. Nós tentamos encorajar as instituições filiadas a implantar os cursos de teologia ao lado de seus excelentes programas de Engenharia, Educação e Direito. Dessa forma pode-se engajar os estudantes nas tradições teológicas e espirituais para que as universidades católicas possam ser completamente católicas em vista de formar profissionais melhores, e sobretudo, pessoas melhores. Nossa missão também é encorajar os reitores a refletir sobre esse ponto.

Autor: Marcos Melo

Revisão: Guy de Ridder

Cardeal Zenon Grocholewski celebra Eucaristia de abertura da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional de Universidades Católicas em São Bernardo do Campo

Cardeal Zenon Grocholewski

O Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica (Santa Sé), celebrou a Missa de abertura da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional de Universidades Católicas − FIUC (em Inglês International Federation of Catholic Universities – IFCU) no dia 23 de julho, na capela Santo Inácio de Loiola do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

A Solene Eucaristia foi concelebrada pelos cardeais Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, e pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, dois bispos e uma vintena de clérigos. Cerca de 140 reitores e representantes de 113 universidades católicas de 44 países do mundo assistiram à celebração.

No início da Missa, o Cardeal Grocholewski leu o decreto da Santa Sé que oficializa o Bem-aventurado Cardeal John Henry Newman como patrono da Federação Internacional de Universidades Católicas.

Na homilia, o Cardeal Zenon tratou essencialmente da virtude da fé: “a fé que atua através do amor, e se converte num novo critério de pensamento que penetra em toda a vida do homem. No mundo universitário católico, a fé jamais pode ser considerada como mero acessório determinado por uma moda momentânea. A fé no Cristo morto e ressuscitado deve acompanhar cada reflexão e aprofundamento que se faça sobre a natureza, sobre o homem e sobre a sociedade. Querer-lhes subtrair a fé da investigação científica, significa construir uma ciência na qual reina o vazio”.

Em seguida, relembrou o papel da sabedoria na formação acadêmica: “O sinal da sabedoria de Salomão mencionado por Jesus Cristo no Evangelho nos leva a compreender que para aderir a Cristo, se requer ademais da fé n’Ele a asa da sabedoria ou da razão, a qual em perfeita harmonia com a fé pode alcançar os mistérios divinos”.

Sobre o papel da oração nas universidades católicas acrescentou o Cardeal: “É necessário recordar que a fonte da sabedoria de Salomão era seu permanente contato com Deus, ou seja, a oração e conversação com o Criador. Sem a oração seu raciocinar poderia ser considerado banal ou ausente de testemunho. A Rainha do Sul não haveria se proposto a escutar a sabedoria de Salomão se não houvesse encontrado em seu pensamento uma verdade nova e real, a verdade de Deus”.

Concluiu a brilhante homilia afirmando parafraseando um pensamento da encíclica Fides et Ratio do Beato Papa João Paulo II : “Nas universidades católicas, a razão não pode esquecer o mistério do amor que a cruz representa, enquanto que esta pode dar à razão a resposta última que busca. Não é a sabedoria das palavras senão a Palavra da sabedoria o critério de verdade. […] Que nossas instituições universitárias católicas sigam dando testemunho da fé em Cristo e da Sabedoria que vem do alto. Que ambas as asas, a fé a razão, continuem atuando no mundo universitário católico”.

Autor: Marcos Melo

Revisão: Guy de Ridder

Entrevista com Cardeal Odilo Pedro Scherer e líderes da FEI por ocasião da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC)

Cardeal Odilo Pedro SchererCardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo e membro de várias Congregações Romanas, após concelebrar a Solene Eucaristia de abertura da 24ª Assembleia Geral da FIUC, no dia 23 de julho, fala sobre a missão das Universidades Católicas na arquidiocese de São Paulo.

1. Qual a missão das universidades católicas, mas especialmente no Brasil e na arquidiocese de São Paulo?

Cardeal Odilo Pedro Scherer: Nós estamos acompanhando a 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas. Grande número de universidades católicas do mundo e do Brasil se fizeram presentes. Em São Paulo, além da PUC temos várias faculdades e centros universitários católicos. A Universidade Católica participa a seu modo da missão da Igreja como autêntica universidade. Além de ser um centro de estudos, uma comunidade acadêmica, é de fato, uma comunidade com experiência de fé. Uma comunidade onde as pessoas são levadas a se questionar a respeito dos valores humanos e religiosos. Sobretudo, cabe às universidades católicas, institutos e faculdades católicas, que sejam espaços acadêmicos onde se processe o espaço entre fé e cultura, fé e razão, e onde se passa uma visão cristã do mundo, de pessoa humana, de sociedade, de economia, de convívio social. Afinal, oferecerem uma antropologia cristã, o estudo da doutrina social da Igreja com os valores próprios propostos a fim de incrementar o convívio social. Se as nossas universidades católicas fizerem isso, estarão dando uma grande contribuição para a própria sociedade.

Pe. Theodoro Peters, jesuíta, paulista, doutor em Física, Presidente da Fundação Educacional Inaciana Pe. Saboia de Medeiros (FEI), entidade que organizou a 24ª Assembleia Geral da FIUC fala sobre as perspectivas da FEI com a realização do evento.

Pe. Peters 2- O que o Pe. Theodore Peters, Presidente da Fundação Educacional Inaciana, espera dos trabalhos e pesquisas realizados durante a 24ª assembleia geral da FIUC nas dependências da FEI?

Pe. Theodore Peters, SJ: A grande esperança já se concretizou. As pessoas estão aqui. Estamos com cerca de 120 universidades presentes, oriundas dos cinco continentes. Mais ou menos 250 pessoas oficialmente inscritas. É uma oportunidade para a Igreja se expressar como força e como missão no mundo da educação universitária. Este seria o primeiro ponto.

Por outro lado, tivemos uma celebração com três cardeais. O Cardeal Grocholewski representando ex officio a Santa Sé. Temos também a Igreja do Brasil. Dom Damasceno, que é o presidente da CNBB, e Dom Odilo Pedro Scherer, que é o arcebispo de São Paulo, Dom Edgar, bispo maronita e Dom Nelson, nosso bispo diocesano. Isso mostra o carinho da Igreja pela universidade católica.

O Papa João Paulo disse que a Universidade Católica nasceu “do coração da Igreja”. Aqui vemos não somente como ela nasceu, mas como ela palpita no coração da Igreja. A presença desses personagens na FEI é um prestígio para todas as universidades católicas. É incomparável a alegria que temos em recebê-las. Nessa assembléia iremos refletir como ensinar no século XXI, numa universidade que tem uma missão de ser uma universidade de verdade, como disse o Papa João Paulo II na Ex Corde Ecclesiae, e ao mesmo tempo, oferecer além de um ensino de qualidade, a plataforma adequada para a evangelização da Igreja.

3. Como a FEI procura concretizar esse ideal da Universidade Católica?

Pe. Theodore Peters, SJ: Aqui na Faculdade de Engenharia Industrial procura-se ensinar para os futuros engenheiros o que é a Igreja, o que é a fraternidade e o que é o Evangelho através de valores que são comunicados. Queremos que esses novos engenheiros os assumam e possam contribuir efetivamente para a nossa sociedade.

Fábio do PradoProf. Dr. Fábio do Prado, reitor do Centro Universitário da FEI em São Bernardo do Campo fala sobre o benefício proporcionado aos alunos da FEI com a realização da 24ª Assembleia Geral da FIUC:

Prof. Fábio do Prado: Primeiramente gostaria de dizer que é uma grande satisfação poder ceder o espaço de nossa instituição para as Universidades Católicas do mundo inteiro que se reúnem em nosso Campus. O grande objetivo não pode deixar de ser de dar uma visibilidade internacional; mas também a partir deste encontro, passei a conhecer os dirigentes mais proximamente. Isto abre portas, não só pessoal, mas no âmbito institucional. Nossa instituição continuará o contato com essas pessoas. Vai poder criar novas formar de cooperação.  Seja no ensino, seja na pesquisa, seja na extensão, mas principalmente pensando em colocar em contato os alunos dessas universidades de fora com os nossos alunos. Entendo que para se falar de Deus, para se educar alunos com inspiração baseada na palavra de Jesus, temos que ter também consciência de que temos de prezar e desenvolver aqui um espaço de muita qualidade para que o conhecimento possa ser gerado e aprofundado. Só é possível fazer isso com o conhecimento de um universo muito mais amplo do que se vive localmente. Senão se acaba desenvolvendo uma pesquisa ou um conhecimento limitado a sua própria experiência. Acho fantástico de que nossos alunos tenham experiência internacional para que se possa trazê-los para cá e estender um pouco a mentalidade de nossos alunos. Quando se fala de universidade, fala-se de universalidade. É importante que se conheça todos os aspectos, os problemas que ocorrem em todas as universidades do mundo.

Autor: Marcos Melo

Revisão: Guy de Ridder

Por decreto da Santa Sé, Pontifícia Universidade Católica do Peru perde os títulos de “Pontifícia” e de “Católica”

logo_home

A Santa Sé, com Decreto do Emmo. Secretário de Estado, com base no específico mandato Pontifício, decidiu retirar à Pontifícia Universidade Católica do Peru o direito de uso na própria denominação dos títulos de “Pontifícia” e de “Católica”, em conformidade à legislação canônica. O anúncio foi dado no sábado de manhã pela Sala de Imprensa da Santa Sé. Em um comunicado sobre o decreto publicado em italiano e espanhol foi dada a decisão tomada depois da recusa da citada Universidade em adequar os próprios estatutos à constituição apostólica “Ex corde Ecclesiae” de 15 de agosto de 1990.

A Universidade foi fundada em 1917 e em 1942 foi erigida canonicamente com Decreto da Santa Sé. O comunicado do Vaticano afirma que o ateneu “a partir de 1967 modificou mais de uma vez unilateralmente os Estatutos com grave prejuízo dos interesses da Igreja”. Por isso, “a partir de 1990 em diante a Universidade, mais de uma vez solicitada pela Santa Sé a adequar os seus Estatutos à Constituição Apostólica “Ex Corde Ecclesiae” (15 de agosto de 1990), não correspondeu a tal dever legal”.

A decisão de retirar os títulos foi do Cardeal Secretário de Estado do Vaticano, depois de um longo diálogo iniciado com a Universidade em seguida a uma visita canônica em dezembro de 2011 e depois do encontro pessoal entre o Cardeal Tarcisio Bertone e o reitor em fevereiro passado. Mas “ultimamente o Reitor com duas cartas endereçadas ao Emmo. Secretário de Estado, manifestou a impossibilidade de atuar o que foi requisitado, condicionando a modificação dos Estatutos à renúncia por parte da Arquidiocese de Lima ao controle da gestão dos bens da Universidade”, informou o comunicado.

“A Santa Sé continuará a seguir a evolução da situação da Universidade, fazendo votos que em um futuro próximo as autoridades acadêmicas competentes reconsiderem a sua posição, com a finalidade de poder rever a presente medida. A renovação pedida pela Santa Sé tornará a Universidade mais capacitada para responder à tarefa de levar a mensagem de Cristo ao homem, à sociedade e às culturas, segundo a missão da Igreja no mundo”, conclui o comunicado. (AA)

Coletiva de Imprensa da 24ª Assembleia da Federação Internacional das Universidades Católicas

Logo FIUC

Fábio do PradoNo dia 19 de julho de 2012, realizou-se no Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), Campus São Paulo, uma entrevista coletiva com o Pe. Theodore Paulo Severino Peters, S.J., Presidente da Fundação Educacional Inaciana “Pe. Sabóia de Medeiros”, mantenedora do Centro Universitário da FEI, desde 1997; Prof. Fábio do Prado, Reitor da FEI; Prof. Anthony Cernera, Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC); Mons. Guy-Réal Thivierge, Secretário Geral da mesma Federação, que também é consultor da Congregação para a Educação Católica (Santa Sé) e membro do Conselho Científico da Agência Europeia de Avaliação e Promoção de Qualidade em Universidades e Faculdades Eclesiásticas.

Anthony CerneraPara o professor doutor Anthony Cernera, presidente da FIUC, o encontro será uma oportunidade para que os gestores da educação católica possam refletir sobre as mudanças sociais, econômicas e culturais nas últimas décadas.

Presidiu a seção o sacerdote jesuíta, Pe. Theodore Peters, o qual iniciou sua apresentação recordando que “o Brasil é visto no exterior com muita simpatia, um país de esperança. O Brasil vem atraindo um número enorme de universidades”, declarou, mostrando como a realização da Assembleia da FIUC em terras brasileiras é uma confirmação dessa realidade. Em seguida recordou que “a Igreja Católica tem a missão de anunciar o Evangelho em toda parte, inclusive no âmbito acadêmico das universidades católicas. Esse anúncio se dá sobretudo ao comunicar valores. Foi esse o papel histórico da Igreja ao fundar colégios e posteriormente universidades nos locais em que exercia sua atividade pastoral. As universidades nasceram do coração e da mente da Igreja. As Universidades Católicas do mundo e do Brasil resolveram  unir-se em comunidade. Por esta razão, existe também  a iniciativa de unir-se em federações nacionais e internacionais”. E concluiu a apresentação ao afirmar que “a Federação Internacional das universidades Católicas tem a missão de indicar os rumos para as universidades”. Pe. Peters

Em seguida, o Prof. Anthony Cernera, que é nova-iorquino, Doutor em Teologia e atualmente professor na Sacred Heart University de Connecticut (EUA), após apresentar as atividades da Federação Internacional das Universidades Católicas, evocou o tema da assembleia, que se sintetiza nos novos desafios da Educação Católica, em “coadunar o mundo cibernético e a seleção das abundantes informações que o estudante recebe dos novos meios de comunicação. Questionar o ensino e o aprendizado em nossas sociedades, nas quais abundam os ipads e iphones, a Internet e os micro-computadores, implica levar em consideração os novos contextos culturais, sociais, políticos e educacionais, que impõem muitos desafios ao mundo do conhecimento”.

“E de fato”, continuou o Prof. Anthony, “nossos professores estão diante de novas sensibilidades culturais, educacionais e de formação universitária, novas demandas por certificações, novos contextos de ensino e novos problemas de pesquisas. A geração de idade superior a 30 ou 35 anos é de imigrantes no novo mundo das tecnologias. A juventude é verdadeira cidadã, porque nasceu no mundo cibernético. Hoje a sociedade exige dos docentes novos métodos e informações”.

“Essas mudanças culturais nos levam a uma série de questionamentos, para os quais todos buscaremos respostas ao longo da semana da Assembleia, que esse ano acontecerá no Centro Universitário da FEI em São Paulo”, concluiu o docente norte-americano.

Guy-Réal ThiviergeEncerrando a seção, Mons. Guy-Réal Thivierge, Secretário Geral da FIUC e consultor da Congregação para a Educação Católica, tratou sobre a importância dos valores católicos para a formação: “Gostaria de salientar que essa Assembleia de estudos está intensamente orientada para o estudante. Por outro lado, é muito importante entender que a Federação oferece serviços junto a toda comunidade da Universidade, que significa atendimento não somente para os estudantes mas também para os professores. Exatamente porque os estudantes de hoje são extremamente diferentes dos de vinte, trinta ou quarenta anos atrás”.

“É muito importante observar que os estudantes mudaram. É preciso tomar cuidado para não subestimar as esperanças, os chamados e as necessidades dos estudantes. Mas por outro lado, é necessário dar uma formação para os líderes universitários, professores, reitores e administradores. Para isso”, continuou Mons. Thivierge, “é necessário que os professores e administradores estejam cientes da natureza e da finalidade da universidade. O que é uma universidade? O que é uma universidade católica? A soma dos fatores atuais com os princípios católicos faz com que tenhamos de atentar para os dois lados das atividades da universidade, os corpos discente e docente”.

1. Por que a FIUC escolheu esse tema para a 24ª Assembleia? Há mudanças em curso? Quais?

Prof. Cernera: Os temas que escolhemos tocam no ensino e no aprendizado em nossas instituições, que objetivam formar, promover mudanças pessoais e transformar a sociedade. Questionar ensino e aprendizado força-nos a considerar os novos contextos culturais, sociais, políticos e educacionais, que colocam muitos desafios para o mundo do conhecimento. Nossos professores são confrontados com novas sensibilidades culturais, educacionais e de treinamento, com a formação da nova universidade, com novas demandas para a certificação, novos contextos de ensino e assuntos para pesquisa. Quem são estes novos professores? Quem são estes novos alunos? Essa evolução que impacta as sociedades e as instituições está no centro da nossa discussão. Ela nos leva a uma série de perguntas para as quais vamos buscar respostas juntos.

2. Quais assuntos serão destacados na 24ª Assembleia Geral? Podemos esperar resultados práticos?

Prof. Cernera: São variadas questões, por exemplo: como a universidade católica reage às mudanças? Quais são os pontos de vista sobre a educação das ordens religiosas que ainda estão presentes no ensino superior? Como pode a universidade católica ser suficientemente inovadora para reagir às evoluções do conhecimento de nossa sociedade no futuro próximo? Qual pode ser a contribuição original da universidade católica a este mundo em evolução? Com base nessas questões, vamos tentar definir o perfil do professor hoje. Vamos abordar a sua relação com os alunos. Teremos ainda alguns casos concretos que podem ser considerados boas práticas e experiências em diversas partes do mundo, na estrutura do ensino católico superior.

3. Qual é a principal diferença entre o ensino da universidade católica e o das demais?

Prof. Cernera: É a identidade. A formação de adultos jovens representa um grande desafio para a educação superior baseada em valores humanos e evangélicos, tradições humanistas e universais. Devido à especificidade da universidade católica, as nossas instituições de ensino superior têm papel importante a desempenhar na elaboração de respostas adequadas às necessidades de formação, na ótica da construção de uma cidadania competente e responsável. O processo de ensino em nossas universidades tem de conciliar a educação integral da pessoa e a formação para a profissão numa sociedade de mercado.

4. Qual é a visão da FIUC sobre o processo do ensino nas universidades católicas? E sobre as diferenças regionais?

Prof. Cernera: Informação, instrução e cultura, bem como a circulação e construção de conhecimentos e competências são fatores determinantes para o destino do indivíduo e para o seu desenvolvimento em termos sociais, econômicos e políticos. Todos têm direito ao conhecimento, mas é importante que cada um esteja ciente desse direito e da sua responsabilidade. A Igreja Católica também estimula a ideia de responsabilidade individual e tem desempenhado papel fundamental na mediação do diálogo entre as religiões e culturas. Cada universidade católica é única, com raízes no país e cultura diferentes. Cada uma tem sua história, patrimônio, problemas e objetivos, além do modo específico de encontrar um nicho no campo da educação, investigação e serviços e também de honrar seus compromissos.

5. Como as universidades católicas orientam a formação de pessoas?

Prof. Cernera: A formação integral parece uma resposta adequada para o mundo católico acadêmico, uma vez que oferece aos estudantes qualificação cultural e profissional que permite situar a sua formação num universo de significados e, assim, moldar sua personalidade integralmente. Esse modelo é baseado na ideia de que a educação deve levar em conta os aspectos espirituais, cognitivos e sociais do projeto acadêmico. Assim, a vontade de integrar a universidade ao seu contexto e fazê-la desempenhar plenamente um papel social dá-lhe o status de instituição civil responsável.

6. Qual é a maneira de transformar o ensino superior de forma a ser mais acessível? Quais as mudanças no processo de ensino e aprendizado?

Prof. Cernera: Como atores de ensino superior, temos de levar em conta os novos contextos culturais, sociais, políticos e educacionais que apresentam muitos desafios para o mundo do conhecimento. A integração das tecnologias à educação pode quebrar barreiras de tempo e distância para facilitar a colaboração e compartilhamento de conhecimento em locais geograficamente distintos. A tecnologia da informação aumenta a flexibilidade da oferta de educação e pode influenciar a forma como os alunos são ensinados e como aprendem. Maior disponibilidade de melhores práticas e melhor material didático na educação, que possam ser compartilhados através das tecnologias da informação, podem fomentar a melhoria do ensino e alcançar os grupos mais desfavorecidos e novos mercados internacionais de ensino.

7. Qual tem sido o papel das universidades católicas na inclusão de estudantes carentes na universidade? Esta é uma das metas da FIUC?

Prof. Cernera: A inclusão depende de políticas de recrutamento das instituições de ensino e, claro, dos Estados. Temos de destacar que muitas instituições católicas de ensino superior, por exemplo, na América Latina, concedem bolsas de estudo para aumentar a inclusão de pessoas carentes (20% dos estudantes são beneficiados em muitas instituições).

8. Quais são as expectativas da FIUC ao reunir autoridades de ensino superior de todo o mundo para discutir o mesmo tema?

Prof. Cernera: A Assembleia Geral é um lugar onde as pessoas podem trocar e compartilhar experiências. Com o tema deste ano, esperamos que os acadêmicos católicos reflitam sobre as mudanças que enfrentam nossas instituições e que possam apresentar respostas inovadoras como uma contribuição específica das universidades católicas.

Saiba mais:

A 24ª Assembleia da Federação Internacional de Universidades Católicas (em inglês, International Federetion of Catholics Universitys) se realizará em São Bernardo do Campo-SP, dos dias 23 a 27 de julho de 2012, no Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial. O evento congrega 205 instituições de ensino superior no mundo, reunirá no campus da FEI em São Bernardo do Campo reitores e educadores para refletir sobre o tema Ensinar e Aprender na Universidade Católica – Educar e Formar.

Inscrições:

Campus SBC – Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 3972 – B. Assunção – São Bernardo do Campo-SP –  CEP 09850-901 – Tel.: (11) 4353-2900 – Fax: (11) 4109-5994.

Campus SP – Rua Tamandaré, 688 – São Paulo-SP – CEP 01525-000 – Tel./Fax: (11) 3207-6800

Website: www.fei.edu.br

E-mail: [email protected]

Autor: Marcos Eduardo Melo dos Santos

Revisão: Guy de Ridder

Chile: Congresso Internacional de Filosofia Tomista realizado pela Universidade São Tomás

Convocados em torno do tema “A Pessoa: divina, angélica, humana”, mais de 300 especialistas e estudiosos da filosofia de São Tomás de Aquino se reuniram no 1º Congresso Internacional de Filosofia Tomista, realizado entre 4 e 5 de julho na Universidade de São Tomás, em Santiago, no Chile.

cet

O Centro de Estudos Tomistas e a Sociedade Internacional Tomás de Aquino convidaram renomados filósofos da Itálias, Espanha, Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Brasil, Peru e Chile para compartilhar sesus ensinamentos à luz da metafísica e teologia do Aquinate, assim como sua vig?ncia e atual projeção.

Eleonore Stump, John Knasas, Tomás Melendo, Enrique Alarcón, Félix Adolfo Lamas, Antonio Amado, Juan Antonio Widow, Fernando Moreno e Vicenzo Benetollo, protagonizaram conferências magistrais.

Cerca de 60 conferências de alto nível foram apresentadas em quatro sessões simultâneas durante os três dias do Congresso, e em três mesas redondas refeltiu-se em conjunto a respeito da centalidade da pessoa desde a teologia, a metafísica, o direito e a educação.

Os ogranizadores do evento manifestaram a meios de comunicação católicos sua enorme satisfação com a grande procura e com a qualidade das reflexões que teve o Congresso, e esperam que ele volte a se repetir em um futuro próximo.

Com informações do Centro de Estudos Tomistas da Universidade São Tomás.

Fonte: (Gaudium Press13-07-2012)

Qual é o livro mais lido nos últimos 50 anos?

O romancista e editor norte-americano James Chapman realizou um longo trabalho de pesquisas a fim de “estabelecer com exatidão” a lista dos dez livros mais lidos no mundo nos últimos cinquenta anos e publicou seus resultados em http://www.squidoo.com/mostreadbooks.

bible

De acordo com suas conclusões, o livro mais lido é, de longe, a Bíblia, com 3,9 bilhões de exemplares impressos no último meio século. Ele é seguido por considerável distância pelo “livro vermelho” de Mao Tsé-Tung, do qual teriam sido impressas 820 milhões de cópias.

Mons. Bruguès é nomeado Arquivista do Arquivo Secreto Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Vaticana

Em carta datada dodia 26 de junho de 2012, Mons. Cesare Pasini, Prefeito da Biblioteca Vaticana, tem a alegria de saudar o Cardeal Raffaele Farina, que teve sua renúncia por limite de idade aceita pelo Santo Padre. prefetto

Cardeal Farina nasceu na cidade italiana de Buonalbergo, fez-se salesiano e estudou em prestigiosas instituições de ciências eclesiásticas italianas e alemãs. Exerceu por diversos períodos cargos de importância na Universidade Salesiana de Roma.

Em 1992 foi nomeado por João Paulo II como Prefeito da Biblioteca Vaticana e executou valioso trabalho de catalogação, estudo e exegese em pergaminhos e textos raros do arquivo vaticano. Em 2006 havia se tornado Arquivista do Arquivo Secreto Vaticano e Bibliotecário da Biblioteca Vaticana, quando recebeu o título de arcebispo e cardeal da Igreja Romana.

Através de elegante missiva, Mons. Pasini agradece publicamente ao Cardeal Farina os anos de serviço precioso e profícuo na administração da Biblioteca Vaticana, mas sobretudo “pela ajuda e experiência, pela benevolência e delicadeza, pela clareza e o suporte, pela partilha e – se posso acrescentar – também pela amizade”.

Mons. Jean-Louis Bruguès, até então Secretário da Congregação para a Educação Católica, assume os cargos de Arquivista do Arquivo Secreto Vaticano e de Bibliotecário da Biblioteca Vaticana.Convém lembrar que esse cargo é tradicionalmente acompanhado da nomeação como Cardeal e o Papa Pio XI assumiu esta mesma função antes de ser elevado ao sumo pontificado.

Mons. Bruguès nasceu em Bagnères de Bigorre, França, tornou-se dominicano e após 25 anos de presbiterado (1975-2000), foi ordenado bispo em 30 de Abril de 2000 para a diocese de Angers, onde permaneceu até 2007 quando foi nomeado Secretário da Congregação para a Educação Católica com o título pessoal de Arcebispo.

200px-Emblem_of_Vatican_City

A Biblioteca Vaticana parece ter sido fundada com o nome de Scrinium que se remonta ao século VI, mas somente foi fundada oficialmente em 1891. Além do mais antigo manuscrito completo da Bíblia, o célebre Codex Vaticanus, a instituição possui a coleção com mais de 1 milhão e 600 mil impressos antigos e modernos, 8.300 incunábulos (obras impressas que datam da origem da imprensa), 150.000 manuscritos ou cartas de arquivo, 300.000 moedas e medalhas e cerca de 20.000 objetos de arte. Desenvolve-se um audacioso projeto de digitalização de parte desse material que visa torná-lo acessível à comunidade acadêmica.

Os membros do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA) e do Instituto Filosófico Aristotélico Tomista (IFAT) se rejubilam com essa nomeação e fazem votos de que a ação de Mons. Bruguès na Biblioteca Vaticana seja ainda mais brilhante e frutuosa que na Congregação para a Educação Católica.

Autor: M. Melo

Revisão: F. Ramos