ITTA – IFAT

Instituto Teológico São Tomás de Aquino

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“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

Matheus Massaaki Niwa/ 2º Teologia

Solene coroação da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima

   Grande multidão que se reúne. O que será? Um jogo internacional? Talvez uma apresentação de músicas modernas? Não. Então, do que se trata? Qual outro espetáculo é capaz de reunir tamanho contingente de pessoas? Tentemos adivinhar, porém, sem a ninguém perguntar. Apenas analisemos a atitude destas pessoas.

   A primeira impressão que temos é de uma tranquilidade, uma calma, um silêncio… Algo que não se encontra nas cidades de hoje em dia. Alguém poderia dizer que estão tristes, mas não é verdade, pois nota-se uma profunda alegria, estão recolhidos. A felicidade que sentem não se exterioriza numa gargalhada nem num grito histérico, pois eles não procuram parecer felizes perante os outros, eles o são de fato. Onde eles estão? O que fazem? Qual o motivo de tanta alegria e recolhimento? É tão simples que chega a ser caseiro: Eles saúdam sua Mãe. Não porém aquela mãe que nos trouxe a este mundo, mas Aquela que nos trouxe a Vida Eterna: a Santíssima Virgem Maria.

   13 de maio de 2013! Solene festa é realizada na Basílica Nossa Senhora do Rosário. Incontável número de pessoas participa da solene coroação de Nossa Senhora de Fátima e assiste à Santa Missa em louvor à Imaculada. Agredidos pela realidade contemporânea, estes fiéis vêm procurar alento e consolo junto à sua Mãe a fim de terem forças ao enfrentar os sofrimentos neste vale lágrimas, pois sabem que Ela prometeu: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”

   Caravanas provindas do centro de São Paulo, de outros estados brasileiros e de outras nações enchem a Basílica do Rosário, situada na Serra da cantareira. A diversidade de pessoas e de povos parece bem combinar com as harmoniosas cores do recinto sagrado. O incenso que sobe e é iluminado pelas luzes dos vitrais assemelha-se à oração dos fiéis que sobe, por intermédio de Maria, até as alturas, onde está Deus. O intenso perfume das flores, infelizmente, não se compara àquela agradável fragrância exalada pelas almas dos devotos da Virgem. Tudo, enfim, canta um louvor intérmino à Senhora de Fátima.

Um dos peregrinos, arrebatado de encanto, exclamou no final da cerimônia: “Agora eu já posso morrer!” Logo o inquiriram o motivo de tão eloqüente afirmação, ao que ele respondeu: “Depois de me ter confessado, comungado, rezado o terço e estar aqui, eu já posso morrer, pois não falta mais nada!” Uma senhora, notando que todos já se iam retirando, não hesitou em exprimir seu desejo: “A vontade que tenho é de nunca mais sair daqui…” De fato, logo na benção final da Missa,    todos já sentiam saudades. Sem embargo, o mais importante é saber que Nossa Senhora nunca nos abandona, por mais adversa que seja a situação em que nos encontremos. Ela nos acompanha do começo ao fim desta vida, esperando se encontrar conosco nos umbrais da eternidade, introduzindo-nos na corte de seu Filho.

Todos de baixo do manto da Santíssima Virgem

Fim da Missa, os fiéis acorreram aos pés da Imagem que foi coroada para se despedirem. Todos pediam piedosamente uma das flores que tivera a ventura de estar aos pés da Virgem, sobre o andor. Porém, como era de se prever, logo estas se  esgotaram. Tocavam, então, Rosários, fotos e objetos variados na Imagem, pois queriam levar alguma coisa de recordação. Assim, todos voltam satisfeitos às suas casas.

Quão solene foi a cerimônia, mas ao mesmo tempo tão singela! Que júbilo e que tranquilidade! Que curioso contraste! Como pode-se ter sentimentos tão opostos na aparência? É algo difícil de explicar. Somente os filhos de Nossa Senhora podem experimentar a suavidade e a doçura que há em honrá-la e louvá-la. Isto não é nenhuma recriminação a ninguém. Trata-se apenas de um convite: Venha!

 

                        Por fim, o meu Imaculado Coração Triunfará!

Comentários ao Evangelho de domingo por Mons. João Clá: O inédito sobre os Evangelhos

“Encontramos caracterizada com frequência nestas páginas a solução aos problemas espirituais do homem do século XXI”. Com essas palavras, o Cardeal Franc Rodé, CM, do Vaticano, apresenta o livro O inédito sobre os Evangelhos, publicado por Mons. João Clá, Fundador dos Arautos do Evangelho.
A coleção oferece ao leitor um verdadeiro tesouro: os comentários aos Evangelhos de todos os domingos e solenidades do ciclo litúrgico.
Compostas de sete volumes, a coleção permitirá os leitores acompanharem Nosso Senhor Jesus Cristo ao longo de todos os domingos do Ano Litúrgico junto com o fundador dos Arautos do Evangelho.
O lançamento é internacional. Será publicado em quatro línguas (português, espanhol, italiano e inglês).

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PUC-Rio: Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger começa em novembro

Bento XVI Joseph Ratzinger Benedetto Bededict Bento 16A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, juntamente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), através de seu Departamento de Teologia, promoverá nos dias 8 e 9 de novembro de 2012, no Campus da PUC-Rio, o II Simpósio sobre o pensamento de Joseph Ratzinger.

Uma das motivações para a realização do Simpósio n Cidade Maravilhosa é a visita do Papa Bento XVI ao Rio de Janeiro, em virtude da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013.

A Fondazione Vaticana Joseph Ratzinger – Benedetto XVI, foi criada em 1 de março de 2010, com o escopo de promover o conhecimento e o estudo da teologia, e a premiação de pesquisadores e a organização e a realização de eventos de alto valor cultural e científico.

Tomando como base a indagação sobre “o que faz o ser humano, humano”, o título deste II Simpósio será: Humanização e sentido da vida. Divididos em eixos temáticos e de comunicações: filosófico-teológico; midiático; expressões culturais; sócio-econômico; técnico-científico.

Este Simpósio herda a experiência do primeiro realizado na cidade de Bydgoszcz, na Polônia, nos dias 27 e 28 de outubro de 2011. Um evento dessa natureza constituirá uma possibilidade ímpar para que instituições universitárias ou docentes e discentes em particular compartilharem os resultados de suas pesquisas. Os organizadores do evento estimam reunir reitores de prestigiosas universidades do Brasil e de outros dez países como membros do comitê científico, o qual é presidido pelo Pe. Josafá Carlos de Siqueira, S.J. Reitor da PUC-Rio.

Destaca-se a presença de Dom Orani João Tempesta, Arcebispo de Rio de Janeiro e Mons Giuseppe A. Scotti, Presidente da Fondazione Joseph Ratzinger. Os Arautos do Evangelho estão involucrados na organização do evento.

Para conferir mais detalhes e a programação acesse o link: http://www.simposiopucrio.teo.br/index.htm
Ou clique aqui

Entrevista com Prof. Anthony J. Cernera, Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC)

Anthony CerneraO Prof. Dr. Anthony J. Cernera é Presidente da FIUC, doutor em teologia e foi presidente da Universidade Sagrado Coração (Sacred Heart University), em Fairfield, Connecticut, EUA, de 1998 a 2010, sendo atualmente professor de Estudos Religiosos nesta instituição. Sob sua liderança, a universidade conseguiu dobrar o número de estudantes de graduação, criar mais de uma dezena de programas, incluindo doutorado em Fisioterapia, além de estabelecer novos campi em Luxemburgo e Irlanda.

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Durante três anos, Anthony J. Cernera foi eleito presidente da Conferência de Faculdades Independentes de Connecticut, sendo ainda diretor da Associação Nacional de Faculdades e Universidades Independentes e da Associação de Faculdades e Universidades Católicas.

Anthony J. Cernera é diretor fundador e membro do comitê executivo do Global Virus Network, rede internacional formada pelos 27 principais centros de pesquisa em vírus na internet. É diretor da Fundação Stem for Life, que financia pesquisas em desenvolvimento de terapias com células-tronco adultas. Participa ainda da diretoria de outras fundações e ministra palestras sobre identidade católica e diálogo inter-religioso. Leigo, nascido em 1950 é descendente de emigrantes italianos de Nápoles e da Calábria.

1- Que pontos de aprofundamento nas relações entre Fé e razão o Prof. Anthony Cernera, Presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas, recomenda para os pesquisadores nesse início do segundo decênio do século XXI?

Prof. Anthony Cernera: O maravilho caminho que nos pode guiar nesse ponto, é a missão de congregar os educadores em todo o mundo. Nós necessitamos aprender uns dos outros sobre as diferentes culturas que os estudantes vivem, e mais especialmente nas relações entre fé e cultura. O diálogo entre a fé e a cultura, da fé e da ciência, deve ser sustentado onde está a universidade católica. Assim os pesquisadores de mais de 200 universidades católicas dedicam-se a isto nessa semana esperando assim, em fraterna união, aprimorar o diálogo entre as culturas e a fé.

2. Qual o principal obstáculo para reunir todas as universidades católicas sob o ideal defendido pela FIUC, visto que ela congrega cerca de 20% das universidades católicas do mundo?

Prof. Cernera: Algumas universidades não apreciam o valor e a importância de estar conectadas com organizações globais. Algumas universidades não são capazes de compreender a dimensão internacional própria à nossa identidade católica. Há de se ajudar as pessoas a entender que ser católico, além de significar estar unidos entre si num país particular, significa sobretudo estar inserido no grandioso contexto da Igreja Universal. Alguns não apreciam isso. No entanto, embora haja algumas universidades que não sejam membros formais da federação, estamos em contato direto e indireto com todas as universidades católicas do mundo.

3- No mundo moderno há um dilema entre a ética pós-moderna e a ética cristã. O que a Federação orienta aos seus membros sobre essa perspectiva?

Prof. Cernera: A imagem que poderíamos usar para esse problema, é que as Universidades Católicas devem construir pontes. Não devemos procurar as diferenças, mas os lugares nos quais podemos começar um diálogo. Onde não há diálogo, não há possibilidade para as pessoas de nossos dias participarem na vida da Igreja. Assim, nossa responsabilidade de evangelizar consiste sobretudo na missão de construir pontes de diálogo, de comunicação, e mais especialmente nos pontos que temos em comum, e a eles devemos nos dedicar. Assim penso que as universidades católicas devem sempre encontrar pontos de diálogo a fim de dizer uns aos outros o que se pode ensinar e o que se pode aprender.

4- O que a Federação propõe de programas para os membros das instituições federadas na FIUC?

Prof. Cernera: A Federação Internacional de Universidades Católicas está mais especialmente voltada para os reitores das universidades, mas há também grupos setoriais que congregam professores de psicologia, educação, teologia e filosofia. Eles se reúnem para aprimorar as relações entre os professores e os alunos. Assim há um trabalho voltado aos professores, enquanto que com os estudantes o trabalho é bem reduzido. O foco principal da federação são de fato os reitores das universidades.

Junto aos diretores visamos aprimorar sua formação espiritual no seio da faculdade em vista dos estudantes. Procuramos desenvolver programas com os diretores para o aprimoramento de seus campus. Por exemplo, nos Estados Unidos, temos cerca de 220 universidades católicas, nas quais há a possibilidade de que os estudantes cursem teologia, mas em outras partes do mundo, os cursos de teologia não estão presentes na grade curricular. Nós tentamos encorajar as instituições filiadas a implantar os cursos de teologia ao lado de seus excelentes programas de Engenharia, Educação e Direito. Dessa forma pode-se engajar os estudantes nas tradições teológicas e espirituais para que as universidades católicas possam ser completamente católicas em vista de formar profissionais melhores, e sobretudo, pessoas melhores. Nossa missão também é encorajar os reitores a refletir sobre esse ponto.

Autor: Marcos Melo

Revisão: Guy de Ridder

Cardeal Zenon Grocholewski celebra Eucaristia de abertura da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional de Universidades Católicas em São Bernardo do Campo

Cardeal Zenon Grocholewski

O Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica (Santa Sé), celebrou a Missa de abertura da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional de Universidades Católicas − FIUC (em Inglês International Federation of Catholic Universities – IFCU) no dia 23 de julho, na capela Santo Inácio de Loiola do Centro Universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

A Solene Eucaristia foi concelebrada pelos cardeais Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, e pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, dois bispos e uma vintena de clérigos. Cerca de 140 reitores e representantes de 113 universidades católicas de 44 países do mundo assistiram à celebração.

No início da Missa, o Cardeal Grocholewski leu o decreto da Santa Sé que oficializa o Bem-aventurado Cardeal John Henry Newman como patrono da Federação Internacional de Universidades Católicas.

Na homilia, o Cardeal Zenon tratou essencialmente da virtude da fé: “a fé que atua através do amor, e se converte num novo critério de pensamento que penetra em toda a vida do homem. No mundo universitário católico, a fé jamais pode ser considerada como mero acessório determinado por uma moda momentânea. A fé no Cristo morto e ressuscitado deve acompanhar cada reflexão e aprofundamento que se faça sobre a natureza, sobre o homem e sobre a sociedade. Querer-lhes subtrair a fé da investigação científica, significa construir uma ciência na qual reina o vazio”.

Em seguida, relembrou o papel da sabedoria na formação acadêmica: “O sinal da sabedoria de Salomão mencionado por Jesus Cristo no Evangelho nos leva a compreender que para aderir a Cristo, se requer ademais da fé n’Ele a asa da sabedoria ou da razão, a qual em perfeita harmonia com a fé pode alcançar os mistérios divinos”.

Sobre o papel da oração nas universidades católicas acrescentou o Cardeal: “É necessário recordar que a fonte da sabedoria de Salomão era seu permanente contato com Deus, ou seja, a oração e conversação com o Criador. Sem a oração seu raciocinar poderia ser considerado banal ou ausente de testemunho. A Rainha do Sul não haveria se proposto a escutar a sabedoria de Salomão se não houvesse encontrado em seu pensamento uma verdade nova e real, a verdade de Deus”.

Concluiu a brilhante homilia afirmando parafraseando um pensamento da encíclica Fides et Ratio do Beato Papa João Paulo II : “Nas universidades católicas, a razão não pode esquecer o mistério do amor que a cruz representa, enquanto que esta pode dar à razão a resposta última que busca. Não é a sabedoria das palavras senão a Palavra da sabedoria o critério de verdade. [...] Que nossas instituições universitárias católicas sigam dando testemunho da fé em Cristo e da Sabedoria que vem do alto. Que ambas as asas, a fé a razão, continuem atuando no mundo universitário católico”.

Autor: Marcos Melo

Revisão: Guy de Ridder

Entrevista com Cardeal Odilo Pedro Scherer e líderes da FEI por ocasião da 24ª Assembleia Geral da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC)

Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo e membro de várias Congregações Romanas, após concelebrar a Solene Eucaristia de abertura da 24ª Assembleia Geral da FIUC, no dia 23 de julho, fala sobre a missão das Universidades Católicas na arquidiocese de São Paulo.