Solene inauguração do ano letivo de 2012 no Seminário São Tomás de Aquino

Na tarde do dia 28 de janeiro, memória de São Tomás de Aquino, deu-se a solene inauguração do ano letivo de 2012,na Casa de Formação Sacerdotal São Tomás de Aquino. A fim de atrair as bênçãos celestiais para os trabalhos de mais um ano acadêmico, celebrou-se a Eucaristia na Igreja anexa ao Seminário, presidida por D. Benedito Beni dos Santos, Bispo Diocesano de Lorena e Supervisor Geral de Formação dos Arautos do Evangelho.

Concelebraram a Missa em memória “do mais santo dos sábios e mais sábio dos santos” o Pe. Rivelino Nogueira, Cura da Catedral Nossa Senhora da Piedade (Lorena-SP), o Pe. Carlos Javier Werner Benjumea, EP, Prefeito de estudos dos Arautos do Evangelho, Pe. Caio Newton de Assis Fonseca, EP, Diretor do Instituto Teológico São Tomás de Aquino, Pe. Joshua Sequeira, EP, Diretor da Revista Acadêmica Lumen Veritatis, Pe. Leonardo Barraza Aranda, EP e o Pe. Winston Salazar Rojas, EP, professores do IFAT e do ITTA.

Assistiram à cerimônia o corpo docente do IFAT e do ITTA. Somaram-se ao corpo discente de ambos os institutos, cerca de 900 Arautos do Evangelho, provenientes dos colégios e seminários menores de diversas cidades do Brasil e do mundo, deixando repleta a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. PICTURE-GIF

A Liturgia foi animada pelo Coro e Orquestra Internacional dos Arautos do Evangelho, sob a regência do Pe. Pedro Rafael Morazzani Arráiz, EP. Foram executadas obras de Georg Friedrich Händel (1685-1759) e Giovanni Pierluigi da Palestrina (1525-1594), assim como cânticos gregorianos.

Em brilhante homilia, Dom Beni correlacionou as leituras do dia com a memória de São Tomás. Iniciou comentando o Evangelho, do qual ressaltoua pergunta de Nosso Senhor após ser acordado pelos Apóstolos na barca sob a tempestade: “Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?” (Mc 4,40). Discorreuentão sobre a complexa realidade da fé, primeiro, enquanto obediência à Palavra; segundo, enquanto acolhida de Jesus, e por fim, como um ato de confiança em Deus. Em seguida, aplicou a necessidade desta virtude, especialmente naqueles momentos em queJesus parece estar “dormindo”, dando-nos a impressão de estar longe de nós.

Passando para a primeira leitura, a qual narrava os sucessivos pecados de Davi. Recordou tambéma bela e singela parábola de Natã, na qual demonstrava ao Rei Profeta que havia cometido um crime deplorável. Em seguida usou do Salmo 50 para demonstrar como a confissão sacramental exige certos atospara ser perfeita, eque englobam o homem por inteiro, ou seja, ela necessita de atos passados (exame de consciência e arrependimento), presentes (confissão e pedido de perdão), e futuros (penitência e a missão de anunciar a misericórdia de Deus aos pecadores). Destarte, Dom Beni demonstrou também através deste salmo que a verdadeira contrição atua sobre toda a vida humana.

Em seguida, glorificou o Doutor Angélico, cuja memória se celebrava naquele dia, recordando a importância da Suma Teológica de São Tomás de Aquino, na formação do verdadeiro teólogo. Tratou também do amor do Aquinense aos sacramentos, enquanto canais da graça oriundos desta fonte que é Jesus Cristo. Ao final, lembrou que os sacramentos conferem a graça divina, mas a Eucaristia dá ao fiel o próprio Deus, sendo por isso, o mais sublime dos sacramentos. Concluiu o sermão com a célebre frase do santo na ocasião em que ele estava prestes a receber o viático, algumas horas antes de sua passagem desta vida para a eterna: “Recebo-Te a Ti, preço da redenção da minha alma. Recebo-Te a Ti, viático da minha peregrinação, por cujo amor estudei, vigiei, trabalhei, preguei e ensinei.Nunca disse nada contra Ti. Se o fiz, foi por ignorância, e não sou persistente na minha opinião. Mas se eu disse algo de mal deste sacramento ou de outras coisas, tudo entrego à correção da santa Igreja Romana, de cuja obediência eu nunca me desviei nesta vida”.

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