Acolhendo a Palavra de Deus, os adultos serão bons educadores

(Gaudium Press) Em cerimônia realizada na Capela Sistina, na manhã do último domingo, 08, o Papa Bento XVI presidiu uma solene liturgia, durante a qual administrou o Sacramento do batismo a 16 bebês.

Esta tradicional cerimônia comemora o dia do Batismo do Senhor e representa a última celebração do Natal.pope

Logo no início da celebração, o Papa dirigiu-se aos pais dos que iriam ser batizados, dando-lhes as boas-vindas. “Recebo com alegria, em nome da grande família, que é a Igreja, estas crianças tão queridas”, disse.

Dentro do ritual, em seguida, ele pediu aos pais que dissessem o nome das crianças e fez o sinal da cruz na testa de cada um dos bebês, batizando-as.

Após as leituras, na homilia, Bento XVI destacou que “educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador”.

Lembrando a primeira Leitura – uma passagem do Profeta Isaías – o Santo Padre afirmou que “Deus quer nos dar coisas boas para beber e comer, coisas que nos fazem bem; mas às vezes, nós usamos mal nossos recursos, os utilizamos em coisas que não servem ou que são até mesmo nocivas. Deus quer dar-nos, sobretudo, a Si mesmo”.

Dentro desta perspectiva, recordou o Pontífice, as verdadeiras nascentes são a Palavra de Deus e os Sacramentos. “Os adultos são os primeiros a dever alimentar-se nestas fontes, para poder orientar os mais jovens em seu crescimento. Os pais devem dar muito, mas para poder dar, precisam, por sua vez, receber, caso contrário, se esvaziam, se esgotam”, afirmou.

“Os pais não são a fonte, como também nós sacerdotes não somos a fonte: somos como canais através dos quais deve passar a seiva vital do amor de Deus”, acrescentou o pontífice.

Encaminhando seu raciocínio para o Evangelho, Bento XVI chamou a atenção para a figura de João Batista, “grande educador dos seus discípulos porque os conduziu ao encontro com Jesus, de quem deu testemunho. Não se exaltou, nem quis ter os discípulos presos a ele”.

Neste sentido, o Santo Padre disse: “O verdadeiro educador não prende as pessoas a si mesmo, não é possessivo. Quer que o filho, ou o discípulo, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com esta uma relação pessoal”.

Ao referir-se à segunda Leitura, da I Carta de São João, o Papa afirmou que saber que é o Espírito Santo, o Espírito de Deus, que dá testemunho de Jesus, Cristo, Filho de Deus, “é de um grande conforto na tarefa de educar na fé, para sabermos que não estamos sós e que o nosso testemunho é sustentado pela fé”.

Por fim, o pontífice relacionou a educação e a oração, sentenciando:”A oração e os Sacramentos nos oferecem aquela luz de verdade graças à qual podemos ser ao mesmo tempo suaves e fortes, usar doçura e firmeza, calar e falar no momento certo, chamar a atenção e corrigir de modo justo”.

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