Padre Luiz Antônio Bento lançará livro sobre “Bioética e pesquisa em seres humanos”

Publicado 2011/10/14

Autor: Gaudium Press
Secção: Brasil

Maringá (Sexta-Feira, 14-10-2011, Gaudium Press) Doutor em Bioética e integrante da Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Padre Luiz Antônio Bento lançará o livro “Bioética e pesquisa em seres humanos”. No evento, que será realizado no dia 22 de outubro, às 20h, no salão da paróquia São José Operário, em Maringá, no Paraná, os participantes terão a oportunidade de conhecer a opinião do pesquisador sobre essa questão da bioética que desafia o mundo científico, os organismos governamentais nacionais e internacionais e toda a sociedade. peluiz1

Mesmo com todos os esforços em elaborar e divulgar normas, declarações e diretrizes éticas para regulamentar as pesquisas biomédicas em seres humanos, até hoje ainda não existem instrumentos totalmente eficazes para garantir a segurança, a integridade, o respeito e a dignidade das pessoas sujeitos de pesquisas. Nesse sentido, o livro propõe aprofundar limites éticos axiológicos das diretrizes internacionais e nacionais que regulamentam as pesquisas em seres humanos no Brasil, com uma linguagem objetiva e despretensiosa, mas perfeitamente adequada.

A obra se apresenta como uma contribuição para o aprofundamento de princípios da eticidade do agir do homem no campo das pesquisas biomédicas. De acordo com o autor do livro, a biomedicina está presente na sociedade como um dos ramos mais promissores da biotecnologia. O que significa que é fundamental conhecer as suas possibilidades e aplicações na vida prática do ser humano. “Não se trata de uma utopia cientifica, mas uma realidade sempre mais perto de nós que, se bem usada, poderá ser de grande benefício para a humanidade”, afirma.

O Padre Luiz Antônio também destaca em seu livro que em razão da rapidez com que caminha o desenvolvimento biotecnológico, o respeito ao ser humano não pode ser subordinado ao interesse das ciências e da atividade experimental. Deve-se, segundo ele, avançar conforme os limites éticos estabelecidos pelo respeito natural devido ao sujeito em pesquisa e às normas sobre pesquisas envolvendo seres humanos.

Por fim, o sacerdote ainda lembra que o que sustenta e fundamenta os direitos, a dignidade e o valor do outro é a sua própria vida e a sua liberdade de viver plenamente, sem nenhum tipo de ameaça. “Na busca de novos conhecimentos científicos, o ser humano não pode ser reduzido meramente a um meio, pois reduzi-lo ao estatuto de meio conduz a graves violações do respeito a ele devido. Vale o imperativo: não fazer ao outro aquilo que não quero que façam a mim mesmo”, conclui. (FB).

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