As Universidades Eclesiásticas e o Processo de Bologna

Um dos professores do Instituto Teológico São Tomás de Aquino (ITTA), Pe. Louis Joseph Goyard, EP, atual Secretário da Sociedade Clerical Virgo Flos Carmeli, foi convidado pela Congregação para Educação Católica a participar do Congresso Le Facoltà ecclesiastiche e il “Processo di Bologna”: bilancio e prospettive, promovido pela mesma Congregação entre os dias 21 e 23 de outubro na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Sorbonne
O processo de Bologna nasceu com o objetivo de estabelecer um espaço comum no mundo do saber europeu. Estruturado na Universidade de Bologna em 1999, foi inspirado na Magna Charta Universitatum de 1988 que procurava unificar os parâmetros da instrução superior europeia.
Com este processo visa-se, não somente a uniformidade dos títulos superiores no âmbito europeu, mas o reconhecimento deles, a validação do sistema de créditos, a homogeneidade do critério de avaliação na atividade de pesquisa e ensino, assim como a mobilidade dos estudantes que proporcione a passagem por diferentes universidades, ainda que em países diferentes. O Processo de Bologna tem ainda como objetivo abranger outros países não europeus.
No mundo acadêmico do velho continente, a Igreja não possui apenas o mérito histórico de ter fundado múltiplas universidades, como ainda hoje possui uma presença de importância incontestável. Com cerca de 200 faculdades eclesiásticas e 190 institutos acadêmicos filiados, a Igreja cumpre satisfatoriamente no continente europeu seu múnus de ensinar. Por esta razão, em 2003, durante as reuniões em Berlim, a Santa Sé aderiu ao processo de Bologna.
A fim de vigiar e qualificar suas Instituições de ensino, a Santa Sé constituiu a AVEPRO que tem por finalidade averiguar a qualidade de ensino nas universidades eclesiásticas, tornando possível inclusive o crescimento no diálogo com representantes de outros países.

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