Papa escreve a seminaristas e diz que o seminário deve ser escola para o sacerdócio autêntico, puro e maduro

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 19-10-2010, Gaudium Press) O Papa Bento XVI apresentou nesta segunda-feiraBento2 uma carta aos seminaristas pela conclusão do Ano Sacerdotal. De tom bastante pessoal e pastoral, o Santo Padre destaca na mensagem, publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, diversos aspectos da formação no seminário, tempo, de acordo com Bento XVI, de formação espiritual, intelectual e de uma maturação humana integral em direção à humanidade “autêntica, pura e madura”.

A Carta começa com uma recordação pessoal do Santo Padre do tempo da guerra, quando já naquele momento ele pensava em entrar para o seminário, mas o regime fascista promovia uma “nova Alemanha” onde não havia mais necessidade de padres. O Papa diz, no entanto, que ainda hoje, em uma situação “completamente diferente”, ainda se pensa que o “sacerdócio católico não seja uma ‘profissão’ para o futuro”. Ele lamenta, pois diz que a necessidade de Deus existe em toda época, mesmo na da tecnologia e da globalização e porque “onde o homem não percebe Deus, a vida se torna vazia” e o leva para a o torpor e a violência.

Na formação seminarista, escreve o Papa em sua mensagem, “estar no caminho” é um elemento importante. Bento XVI voltou destacar que ser sacerdote significa ser “homem de deus”, o “mensageiro de Deus entre os homens”. No texto, ele diz que o centro da vida deve ser, já no seminário, a Eucaristia, e que é “entusiasmante” aprender o crescimento da fé que se exprime na estrutura da liturgia da missa através da oração das gerações de católicos. Para a formação sacerdotal é importante também o sacramento da penitência.

Antes de apresentar a importância do estudo, o Santo Padre pede aos seminaristas para que mantenham a “sensibilidade com relação à piedade popular”, pois a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus hábitos, dos seus sentir e viver comuns”.

Bento XVI enfatiza ainda no texto que o tempo do seminário deve ser também um tempo de maturação humana. O “coração e o intelecto, razão e sentimento, corpo e alma” devem ser “humanamente íntegros”, escreve o pontífice. Neste momento, o Santo Padre desenvolve o tema da “integração da sexualidade no todo da personalidade”. Segundo o Papa, quando esta não está integrada, se torna “banal e destrutiva”. Ele então cita as graves consequências disto, recordando o abuso sexual de crianças e jovens, e lamenta que isto tenha”desfigurado” o ministério sacerdotal, provocando destruição de pessoas e jovens. No entanto, ele ressalta que a própria missão do sacerdócio é “grande e pura” e não deve ser desacreditada pelo abuso”.

O Santo Padre lembra ainda aos postulantes a sacerdotes que a experiência comum e a convivência devem estar acima das várias formas de espiritualidade”: “É tempo de aprender um com o outro e outro com um” na generosidade a na tolerância. A convivência para os futuros sacerdotes é uma escola do aceitar-se e do compreender-se”.

A carta do Papa aos seminaristas foi publicada em várias línguas: italiano, francês, alemão, espanhol, português e polonês.

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